Não recomendado para menos de 14 anos
Belo Horizonte, Minas Gerais: duas estórias de solidão diferentes. Juvenal (Paulo André) , condutor de trem do metrô, enfrenta a impossibilidade de estar só. Para se sentir melhor, ele se mistura na grande multidão da cidade. Margô (Sílvia Lourenço), controladora de estação do metrô, não consegue se desprender das redes sociais, trocando o mundo real pelo mundo virtual.
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2,5
Regular
O Homem das Multidões
Poesia explícita
por Bruno Carmelo
O primeiro choque diante deste filme brasileiro é o formato de tela quadrado. A janela 1:1 tem se tornado o quadro contemporâneo por excelência, apropriado ao Instagram, aos celulares, aos selfies, ao egocentrismo e ao individualismo, porque esconde o que existe ao redor, mostrando apenas o objeto ou pessoa central da imagem. Neste drama, o formato também é usado para reforçar a vida claustrofóbica e solitária de Juvenal (Paulo André), condutor dos metrôs, sem família nem amigos.
Aliás, a situação de Juvenal é pior do que isso: ele não conhece ninguém, não faz nenhuma atividade que lhe dê prazer, não tem desejos nem paixões. Para acentuar a sua solidão, o roteiro coloca-o nas ruas, caminhando contra a multidão, depois em um apartamento barulhento, onde cada copo de plástico amassado tem o som de um pequeno trovão. Mais do que o formato quadrado, O Homem das Multidões chama a atenção por
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2:00
2:07





9 Notícias e Matérias Especiais
Os diretores propuseram contar a história com um formato diferenciado, bem distante das recentes produções nacionais: um ousado experimento estético em seu formato através de tela uma quadrada, cores opacas – uma forma de alusão a solidão- e narrativa silenciosa com pouquíssimos diálogos onde as imagens falam muito mais. Um belíssimo filme que nos leva a reflexões profundas acerca de uma sociedade cada vez mais consumida pelo ...
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Cao Guimarães pontua a sua produção com alma humana. O silêncio do homem no ruído da multidão é prova inequívoca da sua exaustiva reflexão para continuar no grupo, tribo, bando. "É sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar"; deu a fala de toda a película. Foi o fecho: estavas ligado? Senão, se liga no som do Gil, tá tudo ali. Presente a instituição: casamento, em seu lugar perfeito, o virtual. A cerimônia ganhou seu ...
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Um filme excelente por tentar uma proposta inovadora e que tem um olhar poético transbordante
Trilogia
Esse filme faz parte da Trilogia da Solidão, que o diretor Cao Guimarães vem trabalhando nos últimos dez anos. Os anteriores são "Alma de Osso" (2004) e "Andarilho" (2007).
Prêmios e Festivais
FESTIVAL DE GUADALAJARA2014Ganhou:Júri Ibero-americano (Prêmio Especial do Júri) – Cao Guimarães e Marcelo GomesMelhor Fotografia (Mayahuel Award) – Ivo Lopes Araújo FESTIVAL DE MIAMI2014Indicado:Knight Competition (Grande Prêmio do Júri) – Cao Guimarães e Marcelo GomesFESTIVAL DO RIO2013Ganhou:Melhor Diretor (Première Brasil) – Cao Guimarães e Marcelo Gomes
Referência literária
O filme é baseado no conto homônimo do poeta e escritor Edgar Allan Poe.
curiosidades
Nacionalidade
Brasil
Distribuidor
Espaço Filmes
Ano de produção
2012
Tipo de filme
longa-metragem
Curiosidades
4 curiosidades
Orçamento
-
Idiomas
Português
Formato de produção
-
Cor
Colorido
Formato de áudio
Dolby Digital
Formato de projeção
-
Número Visa
-
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