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Almanaque Virtual
Desde já um dos maiores filmes do ano, quiça da década, para ser lembrado e estudado, principalmente após a marcante conclusão agridoce que remonta e homenageia obras anteriores da parcela roteirista de Kaufman [...]
Boston Globe
Categorizar o pesadelo não diminui o seu poder. E categorizar o filme também não diminui os muitos precisos momentos de humanidade e beleza criados em "Anomalisa".
Chicago Sun-Times
Você sabe quando os críticos dizem "Você nunca viu nada como isso", e é quase sempre uma tremenda hipérbole? Eu estou dizendo a você: Você nunca viu nada parecido.
Cinema em Cena
A sensibilidade de Charlie Kaufman é tamanha que, mesmo ao criar um longa protagonizado por bonecos, praticamente garante que estes estarão entre as figuras mais humanas que veremos no Cinema este ano.
Collider
"Anomalisa" é engenhoso na forma e fornece uma meditação profunda, melancólica, sobre a solidão e a busca por contato humano. [...] Ele parece totalmente original e brilhante em sua fábula agridoce sobre encontrar alguém especial.
O Globo
Bizarro, angustiante e claustrofóbico, “Anomalisa” (referência à anomalia brasileira de ser o único país da América Latina a falar português, segundo o protagonista) dificilmente deixará o espectador confortável. Ou indiferente. A vida do personagem principal pode não ter sentido. Mas o filme tem.
Quarto Ato
Charlie Kaufman não somente expõe um enredo lúdico – seria fácil demais e existem aos montes. Mais que isso, sempre atrela seu discurso inventivo à realidade [...] reúne alguns de seus mesmos temas e encontra uma trama mais íntima – e até mais complexa.
ScreenCrush
Se "Anomalisa" fosse brilhante apenas pela forma, ele já valeria a pena. Mas o filme também é comovente e intelectualmente estimulante. Marionetes ou não, Michael e Lisa estão entre os personagens mais ricos e humanos de qualquer filme recente...
The Guardian
A vida pode ser solitária e fria, ganhando leveza apenas brevemente, se você tiver sorte, como diz o filme. A felicidade é fugaz; o amor, uma anomalia. Nós temos muita sorte de que uma obra de arte como "Anomalisa" não é assim.
The Hollywood Reporter
[...] uma consideração maravilhosamente estranha dessas perguntas sobre amor, dor, solidão e conexão humana: tudo o que pedimos; seu poder emocional se arrasta para fora sob o humor sutil [...]
The Playlist
"Anomalisa" combina ingredientes familiares num resultado totalmente novo. Cada momento ameaça mudar de tom, especialmente durante uma cena de sexo que poderia virar uma comédia, mas se transforma em algo muito mais comovente.
Télérama
A potência da animação nesta história é magnífica. Os diretores usam a técnica para refletir a uniformização do mundo, sua parte de simulacro e de pesadelo à luz do dia.
Cineplayers
Através da simplicidade do argumento e do formato, Charlie Kaufman na verdade descomplica o que sempre o atormentou em seus complexos trabalhos anteriores e coloca em evidência o que, afinal de contas, sempre quis mostrar: a dificuldade e a beleza de ser diferente em um mundo cada vez mais sem sal...
Cineweb
Há, no entanto, momentos que podem indicar outros caminhos. Numa das cenas mais bonitas do filme, Lisa canta à capela Girls Just Wanna Have Fun. Sua versão melancólica para o clássico pop de Cindy Lauper serve como um hino libertário [...]
Estado de Minas
Os personagens são artesanais, longe da perfeição padronizada das criações computadorizadas [...] As massinhas conseguem atingir o espectador com suas carências, imperfeições e dúvidas. Esse impacto, só o bom cinema, seja de live action ou animação, é capaz de ter.
Folha de São Paulo
Enquanto a média das animações americanas nos oferece um escape da realidade, o filme de Charlie Kaufman se diferencia por propor um doloroso mergulho nela. "Anomalisa" é, também, uma anomalia.
Folha de São Paulo
"Anomalisa" é um retrato acurado da depressão, e o mais perto que Kaufman chegou de realizar o velho desejo de diagnosticar um mal-estar contemporâneo.
New York Times
É complicado, como a maioria dos roteiros do Sr. Kaufman; "Anomalisa" é mais narrativamente e filosoficamente dinâmico. Entretanto, cabe perfeitamente em seus noventa minutos de duração [...]
Papo de Cinema
[...] esta curiosa abordagem se dá através de uma singular sensibilidade, envolvendo os personagens e dotando-os de uma propriedade que os eleva da mera criação ficcional – reforçado pelo caráter intrínseco à animação – para dignificá-los com uma humanidade sem par.
Papo de Cinema
Diz-se muito pouco, em somente 90 minutos, mas é impressionante o quanto se retém com o espectador após o seu término. Este é um legítimo caso daquelas obras que só tendem a crescer após sua conclusão.
Rubens Ewald
[...] não se surpreenda se tiver que assistir o filme de novo para desvendar certos detalhes. O que não será um castigo, mas um exercício desafiante para apreciar este projeto, diferente de tudo e com jeito de clássico instantâneo.
Screen International
O diretor Charlie Kaufman está de volta com "Anomalisa" – um filme sagaz e reverberante, repleto de doses emocionantes, diretas e honestas de melancolia cinematográfica...
Variety
[...] o filme, da mesma forma, abrange as limitações de seu elenco - embora existam outras falhas ainda a serem observadas, incluindo um efeito de ondulação estranho que aparece através das faces na maioria das cenas.
Washington Post
Mesmo que os meticulosos detalhes criados por Charlie Kaufman não formem uma grande conclusão final para "Anomalisa", não há dúvida de que o diretor está abordando algo dolorosamente familiar debaixo da superfície de seu dispositivo cinematográfico...
Cinemascope
Com questionamentos interessantes, a animação se perde um pouco conforme vai mergulhando em suas análises e, ao final, parece se dar por vencida pelas mesmas. Encerrando-se como se tivesse terminado na metade, "Anomalisa" parece não querer se resolver.
Estado de São Paulo
[...] (o diretor) Charlie Kauffman se notabiliza pela diferença em um meio - o cinematográfico - que tende à uniformidade. A busca do original a qualquer preço pode ser um traço de distinção, uma anomalia benigna. Pode, também, ser um cacoete.
Critikat.com
Kaufman continua tricotando a fábula existencial mais ou menos recoberta de absurdo, mas sempre convencional demais quando se retira o verniz de originalidade: o filme não esclarece nada sobre as dores da arte, a solidão do espírito ou outras noções vagas abordadas.
Omelete
[...] o arco de Michael é uma grande introdução a um mal-estar contemporâneo, e a trama se encerra em plena construção, quando esse mal-estar é enfim diagnosticado. Mas o que fazer com esse diagnóstico em mãos?