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Gazeta do Povo
O que chama a atenção em "Trinta", além da atuação monumental de Matheus Naschtergaele [...], é a capacidade de suscitar discussões de trinta anos atrás com uma naturalidade estranhamente comum aos dias de hoje.
Cinemascope
O longa de Paulo Machline mostra ao longo dos seus 92 minutos a interessante e divertida jornada de um artista em busca da afirmação da sua arte popular e coletiva e os percalços que ele inevitavelmente encontra no caminho.
Cinepop
Uma homenagem mais do que merecida, e muito bem-vinda em uma época onde o politicamente correto dita às regras. E ser politicamente correto era uma coisa que Joãosinho, definitivamente, não era. Ainda bem.
Estado de Minas
Ainda que sejam personagens com contextos sociais e épocas absolutamente distintos, "Trinta" se assemelha bastante a "Dois filhos de Francisco" (2005), pois é no fundo uma história de superação.
O Globo
Bem conduzida por Machline, a produção é valorizada por trilha sonora deliciosa e figurinos caprichados. [...] Nachtergaele tem ótimos momentos. [...] Como se pode notar, “Trinta” reúne qualidades que justificam a ida ao cinema.
Papo de Cinema
Além de qualquer talento em particular, "Trinta" é um conjunto que se revela superior do que a soma de suas partes individuais. Tem-se aqui um filme envolvente, que vai além do reduto dos fãs de Carnaval, comprovando que uma boa história é mesmo universal.
CineClick
O filme cresce quando mostra o retrato do homem genial, de sua solidão no trabalho diário, a dedicação exagerada ao processo de criação. Em seu melhor momento, Trinta desenvolve o enredo enquanto lembra das histórias que lhe eram contadas pela avó.
Cineweb
Paulo Machline [...] aprofunda na ficção "Trinta" a mística do personagem que o fascinou, imortalizado pela frase certeira: “O povo gosta de luxo, quem gosta de lixo é intelectual”. Para isso, escala um ator inequivocamente carismático, Matheus Nachtergaele...
A Tarde
[Paulo] Machiline não se deixa levar pela brilho dos desfiles das escolas de samba do Rio. Faz um filme em que a mola é a simplicidade e leva a pensar se a intenção não foi realmente emparelhar-se à produção brasileira do período em que Joãosinho sagrou-se campeão pelo Salgueiro...
Folha de São Paulo
Estamos em 1973, 1974: há ditadura, censura e tortura, mas também os avanços econômicos do "Brasil Grande". Nesse sentido, "Trinta não se distingue da maior parte dos filmes brasileiros. [...] Nem em comerciais se vê uma favela tão limpinha.
Omelete
Nachtergaele carrega a bandeira. Como disse Machline em entrevistas, o papel foi feito para ele. E a escolha não poderia ter sido melhor. Irreverente, o ator incorpora o jeito engraçado, contido e amistoso que marcou Joãosinho até sua morte...
Zero Hora
O roteiro de "Trinta" acerta ao orbitar a trama em torno da luta de Joãosinho para fazer valer sua concepção no inovador desfile O Rei da França na Ilha da Assombração, conduzindo a narrativa com segurança – ainda que de maneira um tanto convencional – até o apoteótico final.
Rubens Ewald
É uma pena que o roteiro seja tão equivocado porque Matheus é o ator sensacional de sempre [...] Que pena que um tema desses tenha se perdido deste jeito.