Notas dos Filmes
Meu AdoroCinema
    O Som ao Redor
    Média
    3,8
    406 notas e 133 críticas
    distribuição de 133 críticas por nota
    41 críticas
    39 críticas
    16 críticas
    19 críticas
    11 críticas
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    133 críticas do leitor

    Thalita Uba
    Thalita Uba

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    4,0
    Enviada em 12 de janeiro de 2014
    Um argumento simples com muitas possibilidades de abordagem. Essa é a base da trama de Kleber Mendonça Filho. E é isso mesmo que ele faz: cria diversos contextos e diversos personagens, trabalhando suas realidades e explorando as relações entre eles e as tão conhecidas diferenças sociais, tão visíveis em nosso país. Com uma trama baseada no cotidiano, em acontecimentos pequenos e desimportantes, e em coisinhas do dia-a-dia, ele retrata a classe média de maneira muito justa, mostrando sua indiferença para com os problemas sociais e econômicos do país, e os condomínios fechados como verdadeiros presídios onde as pessoas se encarceram por opção própria. Tudo isso renderia uma bela novela, né? Chama lá o Jayme Monjardim e vamos colocar no ar às 21h depois que acabar a da vez. Aí é que entra o grande trunfo de Kleber e sua equipe: a linguagem utilizada por eles, bem mais experimental e cinematográfica, é que faz de O som ao redor um baita filme. Com bons planos-seqüência, atores desconhecidos mas extremamente talentosos, e uma trilha sonora sensacional – que, definitivamente, justifica o título –, eles conseguiram fazer o que há muito andava difícil de a gente ver: um bom filme. Não uma mininovela, uma quase minissérie ou um clipe estendido. Um filme. Com produção, roteiro e direção de filme. Com cara de cinema. E de cinema de primeira. Uma belezura.
    Alipio F.
    Alipio F.

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    0,5
    Enviada em 7 de janeiro de 2014
    Um dos queridos da imprensa brasileira este ano. Filme indicado pelo Brasil pra tentar uma indicação ao Oscar. Não é favela movie. Não tem o apoio da Globo Filmes. Era muita coisa e muito elogio pra cima deste e por isso, fui com muita coragem assisti-lo. Puf! Que porcaria! O filme acompanha a rotina de moradores de uma rua em Recife. E aí há todo tipo de gente na vizinhança: os que se incomodam com o latido de cachorro, a ex e a atual que moram na mesma rua, o bandidinho, venda de maconha e, pra movimentar história, os espertos que oferecem segurança privada. E o filme vai acompanhando alguns desses personagens passivamente, esperando que algo aconteça. Não é engraçado, não é dramático, não é nada. É apenas como se você ficasse debruçado na janela, olhando seus vizinhos irem pra lá e para cá. O problema é que tudo isso é muito chato e no final das contas, fiquei apenas sem entender o motivo de tantos elogios e tanto favorecimento.
    Eduardo P.
    Eduardo P.

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    4,5
    Enviada em 20 de janeiro de 2013
    Com um dos roteiros mais realistas e coerentes da história do cinema, "O Som Ao Redor" é um daqueles raros filmes aparentemente simples, mas com tantas subjetividades que impressiona. Retratando as contradições, realidades da classe média brasileira atual (fazendo claras assimilações com o passado brasileiro) o filme constrói um grande olhar sobre a sociedade; sem julgamentos, apenas observa, aponta as contradições e mostrando toda a realidade. Parece que estamos vendo nossos vizinhos, conhecidos, porém, como entramos dentro das residências, dentro do quarto, recebemos o estranhamento, como se agente estivesse invadindo a privacidade deles. Para quem gosta de filme de arte é um prato cheio, mas para quem estar acostumado com o comida mastigada de Holywood não irá se envolver, afinal, não há efeitos epeciais, melodrama açucarado, suspense alà James Bond, romantismo de novela das oito e nem nada banal. Tudo é real, ou melhor, assustadoramente real. O Brasil inteiro estar lá. Basta você tem mente aberta para perceber. O NY Times não ia elogiar um filme brasileiro, sem atores famosos ou diretor "do clubinho" atoa. Vale destacar os sons que o diretor capta: o telefone tocando, o som do elevador, o latido do cão, a construção do prédio... E ainda brinca com a trilha sonora. Pode ser loucura minha, mas tive a impressão que é uma "zoação" com Holywood, quando o casal estar na antiga casa, uma música de suspense toca, como se algo fosse acontecer - típico do cinema comercial norte americano. Mas é tudo... Assista e verá.
    daniedson
    daniedson

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    0,5
    Enviada em 31 de maio de 2014
    Sinceramente não consigo pensar em outra possibilidade senão que a produção desse filme tenha comprado a crítica positiva do Adoro Cinema para este filme. Eu acreditei na crítica do Adoro Cinema e peguei o filme para assistir e foi um dos piores filmes que eu já vi na minha vida. Um filme parado, sem sal nem açucar, que não se desenrola, só se arrasta do começo ao fim. Tanto eu quanto minha esposa achamos esse filme péssimo.
    Phelipe V.
    Phelipe V.

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    4,5
    Enviada em 4 de março de 2013
    Engraçado como no início do filme eu tava bem incomodado com algo que eu nem sabia o que era. Sei lá. Talvez falta de identificação com aqueles personagens, talvez o sotaque... Mas o filme vai crescendo de forma absurda, tal que quando terminou eu só consegui pensar em "obra-prima, obra-prima, obra-prima". Tem umas coisas que me incomodam na história (a forma como o término do relacionamento do protagonista com Sofia nos é apresentada, por exemplo), mas Kleber Mendonça Filho é tão bom diretor que nos distrai o tempo todo com truques de filmagem e mudança de foco, tal que, quando acontecem essas coisas estamos completamente imersos na história, esperando a próxima sequencia (apesar de algumas, como aquela em que João e Sofia vão até a casa do avô, me soarem um tanto quanto desnecessárias). Que fotografia! Que direção de arte! Que histórias! Que mise-en-scene! Kleber Mendonça Filho é um mestre. A única coisa que, tecnicamente me incomodou foi a atuação de alguns atores. Gustavo Jahn não é bom ator, não sei pq Kleber foi escolher esse cara. Ele não parece à vontade com o personagem, nem a garota que faz a Sofia (cosplay de Maria Flor). É perceptível que Mendonça está o tempo todo segurando a atuação nas rédeas curtas, mas simplesmente falta talento. Fiquei o tempo todo imaginando o personagem sendo interpretado por um ator no nível de Gustavo Machado, por exemplo. Por outro lado, Maeve Jinkings é uma coisa MARAVILHOSA. Que atriz, meu Deus!!!!! Ela consegue brilhar - e roubar o filme pra ela - até com cenas de pouca expressão. O Som Ao Redor é um filme de imagens. De imagens sobre um cotidiano que talvez crie uma menor identificação em habitantes de fora de Recife, ou talvez uma difícil interação com pessoas que vivem mais a sul do país, mas ainda bem que isso não impede na apreciação de uma obra tão bem feita e tão fundamental no Cinema brasileiro. E é lindo que um filme tão bom como esse esteja rodando o mundo e conquistando prêmios por aí. O Cinema Nacional precisa de mais diretores como Kleber Mendonça Filho
    KikiCruz
    KikiCruz

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    2,0
    Enviada em 2 de fevereiro de 2013
    Até agora eu estou me perguntando: afinal, qual o propósito do filme? Esse longa nada mais é que o recorte de várias situações cotidianas que foram colocados umas atrás das outras sem construírem nexo entre si. Sinto que perdi mais de 2h da minha vida para nada.
    UNISOL2000
    UNISOL2000

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    0,5
    Enviada em 24 de maio de 2013
    Impossível de assistir até o final. Do início ao ponto em que adormeci dá para definir o filme com uma palavra: Tédio.
    Fernando M.
    Fernando M.

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    4,0
    Enviada em 19 de abril de 2015
    Em tempos que os filmes brasileiros se resumem a globochanchadas, é preciso que uma película venha lá de Recife, feita por um diretor estreante, para nos mostrar que... ainda há esperanças para o cinema nacional. Várias histórias paralelas que se cruzam, que se entrelaçam. Histórias com pessoas comuns, dessas que até parece que a gente conhece, mas... que também têm seus segredos cabulosos. Kleber Mendonça Filho dirigiu o filme com pulso firme e domínio de técnica e, ao mesmo tempo, deixou a narrativa leve, fluida, gostosa, com uma tensão arrepiante em cada movimentação de câmera, cada gesto. Violência é o que se respira nesse longa, crianças brincando por trás de alambrados, adolescentes namorando no canto deserto dos prédios. Uma vida medrosa se desenha por trás do concreto levantado pela corrida imobiliária, onde as pessoas moram próximas, mas pouca gente se conhece. Mas a câmera consegue se deter a pequenos detalhes que estalam aqui e ali como pequenas bolhas de poesia, que arejam a atmosfera sufocante que toma conta de um bairro residencial da zona metropolitana de Recife. O filme foi muito feliz em associar um suspense com um humor sutil, em ter uma fotografia belíssima, uma construção narrativa muito original e um desfecho impressionante.
    Yanko Rodrigues
    Yanko Rodrigues

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    2,0
    Enviada em 17 de janeiro de 2020
    Que filme difícil, eu sinceramente não entendo porque tem tantos elogios. A onde um latido de cachorro é bom, se o Brasil continuar indicando esses filmes, para o Oscar nunca vai ganhar. Me segue no Adoro cinema para não perder nenhuma crítica minha.
    Paulo R.
    Paulo R.

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    2,0
    Enviada em 21 de janeiro de 2013
    Eu sempre desconfio quando vejo uma crítica muito boa de um filme no jornal. É oito ou oitenta. Ou amo ou odeio. É porque crítico de cinema adora alguns filmes de arte, chatíssimos, que só agradam a meia dúzias de criaturas. Será que é desse tipo de filme que estamos comentando aqui? O Som ao Redor é um filme de baixo orçamento, rodado em Recife, Pernambuco, com atores pouco conhecidos. O roteiro é muito interessante, e bem desenvolvido pela direção. Os atores têm ótimas atuações, extremamente realistas e naturais. É um projeto inteligente e muito bem executado. Porém, isso não significa dizer que o resultado seja um filme que agrade ao espectador. Se você não tiver muita paciência, levantará da poltrona e irá embora no meio do filme. Sabe aquele filme em que nada acontece? Você vai assistindo na expectativa de que de repente alguma coisa importante vai acontecer, mas nada acontece! É isso, essa é a proposta e o ritmo do filme, durante 133 minutos de projeção. O filme todo segue um ritmo completamente letárgico, mostrando a vida cotidiana de alguns moradores de uma rua classe média do Recife. Todos os personagens parecem viver um estado de profunda depressão. Tudo que acontece no filme é apenas uma preparação para o desfecho final. É verdade que você chega lá no final sem nenhuma pista do que vai acontecer. O grande problema é que a essa altura você já não quer que nada aconteça, só que o filme acabe! É um roteiro inteligente e bem executado. Mas será que só isso justifica um filme de 133 minutos de total monotonia? Letargia total.
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