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    As Aventuras de Agamenon, o Repórter
    Críticas AdoroCinema
    2,5
    Regular
    As Aventuras de Agamenon, o Repórter

    CURTO E GROSSO

    por Roberto Cunha

    Desde que foi anunciada a conversão para as telas do cinema do humor ácido e deflorado, quer dizer, debochado de Agamenon Mendes Pedreira e seu indefectível psicoproctologista Dr. Jacintho Leite Aquino Rêgo, surgiu um certo temor de que algo poderia não dar certo. E de fato deu, resultando num filme priápico, pra cima e cheio de duplos sentidos.

    Nesse sentido (e em outros também), a ideia de introduzir o tresloucado repórter investigativo na cabeça do espectador vai funcionar para uns e para outros também. Isso posto (e abastecido), não há duvida, porém, entretanto, que será mais fácil pegar o volume de piadas e trocadilhos para quem já tem intimidade, como os 17 leitores e meio da coluna diária publicada aos domingos. Quem não tem, vai ter que se virar e esse é o único efeito colateral. O lado você escolhe.

    Na história, e também na ficção, você descobrirá que o jornalista, após passar anos (os dele) sem almoçar e jantar para garantir o embarque no Titanic, pegou a amada de Hitler e fez entrevistas com figuraças como Gandhi, Albert Einstein e Freud. De Osama Bin Laden, por exemplo, arrancou em primeira mão (somente no sentido jornalístico) o nome do desodorante preferido usado pelo terrível terrorista aterrorizante.

    Devidamente documentado pelo outrora repórter e gato Pedro BBBial, o público verá a nada mole dura vida de Agamenon antes, durante e depois da fama internacional. Repleto de participações especiais, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Nelson Motta, Jô Soares, entre outros, é do jornalista e escritor Rui Castro, biógrafo não autorizado, que se conhece a origem humilde em Jardim Miserê. Mas para saber suas ligações com Chico Xavier, Churchill, Chico Buraqui e outras conexões é necessário estar ligado, mas compre o ingresso antes.

    Zoando geral com cenas reais, os efeitos especiais garantem bons momentos, assim como as vinhetas produzidas para as reportagens. Contudo (e mais um pouco), é importante frisar a necessidade de permanecer - e ter - a mente aberta porque sobra sacanagem pra todo mundo, desde Lady Di, Martin Luther King, até o extinto (e branco) saxofonista Kenny G. Que o diga o baterista Barone, do Paralamas do Sucesso, que entrou de gaiato no navio (literalmente) e idiota virou.

    Dirigido por Victor Lopes, virgem na ficção, mas safo em documentários, vide a experiência com Língua - Vidas em Português (2002), o elenco encabeçado por Hubert, Marcelo Madureira, Marcelo Adnet e Luana Piovani deu conta do recado (não se sabe qual) e do filme, cuja crítica você leu até aqui. Se continuar, o autor agradece, mas será por sua própria conta e risco.

    Assim, se escrever um texto sobre o filme de um cara engraçado e não fazer graça, é triste, o gozado foi ver que você chegou até aqui e agora está apto para se divertir com o humor curto e grosso, no bom sentido (por você), encontrado em As Aventuras de Agamenon, o Repórter.

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