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Cinepop
O Último Amor de Mr. Morgan é um filme, vale dizer, sensível. O vulnerável protagonista, interpretado brilhantemente pelo britânico Michael Caine, guia o espectador pela força que as imaginárias lembranças de sua falecida esposa tem sobre ele. Assim, somos jogados em um mar dramático cheio de emoções a todo instante.
Cinema com Rapadura
A experiência de Michael Caine eleva a trama para outro nível. Desde o primeiro frame, o ator mostra que essa é uma das atuações mais significativas da sua carreira. A segurança com que transita, no decorrer da projeção, de um homem em depressão a um pai pouco presente é assustadora, no melhor sentido da palavra.
Preview
A diretora e roteirista Sandra Nettelbeck discute a relação paternal por diversos ângulos [...] Também mostra sensibilidade na abordagem de temas como suicídio, luto e solidão. O tom é excessivamente dramático, mas não compromete.
Almanaque Virtual
A parte européia do espírito do filme funciona muito bem, começando com a boa premissa de um idoso (Michael Caine) sem mais elã de viver, que é defendido por jovem francesa (Clémence Poésy) num ônibus cheio. Daí nasce uma fagulha entre os dois, a partir deste tímido clamor por justiça social.
Cineweb
Ao abrir mão da cartilha de Hollywood na primeira parte, "O Último Amor de Mr. Morgan" afasta os espectadores que preferem as fórmulas mais populares com o seu ritmo mais lento – mais europeu, genericamente falando –, mas condizente com a temática que propunha.
Papo de Cinema
"O Último Amor de Mr. Morgan" é um longa competente o bastante para prender a atenção do público. Capitaneado pela ótima atuação da dupla principal, o filme entrega lágrimas e diversão na mesma intensidade, ainda que tenha ficado um gostinho de quero mais.
Screen International
A bela combinação entre o elegante Michael Caine e a encantadora Clémence Poésy confere ao delicadamente dramático "O Último Amor de Mr. Morgan" a sofisticação de que ele necessita.
Folha de São Paulo
O que realmente incomoda é o desperdício da oportunidade de fazer uma reflexão sobre a solidão e a força da amizade. Como Nettelbeck prefere fisgar o espectador apenas pela emoção, tudo fica em um nível mais superficial.
O Globo
Michael Caine, em atuação impecável, consegue injetar, com pausas e nuances, um pouco de autenticidade a uma trama carregada de lugares-comuns. Outro ponto a favor está em belos cartões-postais da capital francesa e uma ponta de luxo de veterana atriz Jane Alexander. E pouco mais do que isso.
Rubens Ewald
A situação piora ainda mais na segunda parte, ou Segundo ato, quando o filho decide ficar mais tempo em Paris, lavar a roupa suja com o pai e acaba se formando uma espécie de triangulo. Mas ai a maior parte da platéia já esta dormindo faz tempo...
Variety
Embora os elementos básicos da história possam sugerir algo de apelo geriátrico, como "O Quarteto" e "O Exótico Hotel Marigold", o ritmo funerário do filme e seu tom constantemente melancólico fazem dele algo mais próximo de uma versão pasteurizada e televisiva de "Amor".