Críticas AdoroCinema do filme A Origem
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Críticas AdoroCinema A Origem

5,0

Um sonho de filme
De Roberto Cunha

Existem várias maneiras de um filme capturar a atenção do espectador. Algumas vezes é o elenco que ajuda e em outras são os efeitos especiais que encantam o público como aconteceu com Avatar, um sucesso incontestável. A Origem vai por um caminho diferente, pegando você com estes elementos já citados, aliados a um roteiro complexo, bem construído e ainda uma boa direção.

Escrito e dirigido por Christopher Nolan (Batman - O Cavaleiro das Trevas), a trama aborda a importância das escolhas na vida de qualquer ser humano e como o casal de personagens, interpretado por Leonardo DiCaprio e Marion Cotillard, precisa aprender a lidar com a perda em níveis diferentes de percepção. Um porque porque preferiu encarar "uma viagem" alucinante como realidade e outro por se sentir culpado por ter "criado" este mundo imaginário. Na história, que se passa a maior parte do tempo na mente humana, Cobb (DiCaprio) é um especialista em roubar informações do sonho alheio e se vê diante de um desafio ainda maior: "plantar" uma ideia na cabeça de sua vítima para que uma ação futura dela seja influenciada por esta intervenção. De quebra, ele ainda poderá solucionar um grande trauma de sua vida: aceitar a morte. Complicado? Nem tanto. Com sequências de perseguição, tiroteios e lutas de tirar o fôlego, sempre acompanhadas de uma trilha grandiosa, é quase impossível você não ficar "insano" com o crescendo constante do filme e efeitos especiais fantásticos. E o melhor de tudo: não precisou ser em 3D.

Fazendo uso de artifícios comuns no argumento como alguém querendo ser muito poderoso (típico de tantos vilões), a mágica do roteiro foi pegar clichês assim e torná-los sedutores. Sem contar que qualquer semelhança com a busca do homem pelo mundo perfeito e a relação dos viciados com as drogas não terá sido mera coincidência. Para quem curte observações mirabolantes, seria o nome da empresa Cobol Engineering uma "homenagem" a clássica linguagem de programação? Ou é só um devaneio deste que vos escreve? (risos) Com chances de sobra de ser comparado por vários aspectos (e não sem razão) com Matrix, o mais importante é que o longa é um sonho que já virou pesadelo para os concorrentes ao Oscar 2011. Portanto, sem sombra de dúvida, aposte na certeza de que você precisa descobrir A Origem e boa viagem.

5,0

Fascinante Nolan
De Francisco Russo


Em 2000, Christopher Nolan surpreendeu o mundo ao lançar Amnésia. Seu grande atrativo era a engenhosidade de roteiro e edição, que permitia que a trama fosse contada, literalmente, de trás para frente. Era um exercício de talento de um diretor ainda iniciante e, ao mesmo tempo, um desafio aos espectadores. Uma década depois, Nolan repete a proeza com A Origem. Só que em níveis bem mais ousados.

A Origem é, acima de tudo, um filme de diretor. Esta afirmação pode parecer estranha diante da grandiosidade do exibido, mas certos detalhes a confirmam. Um deles é a complexidade do roteiro, envolvendo o mundo dos sonhos em diversos níveis, e o ritmo acelerado com o qual as informações pouco a pouco são transmitidas. Outro é a engenhosidade no lado visual, visto em cenas impactantes como a Paris com as ruas sobrepostas e a luta com o corredor girando. Momentos que demonstram a segurança e ousadia de Nolan e, mais ainda, sua capacidade de criação.

Criação, sim. Há em A Origem momentos que deixam o espectador de queixo caído, com o inevitável questionamento de como aquilo foi feito. E não se trata apenas do lado plástico de uma cena, mas também de seu significado. Christopher Nolan conseguiu proezas do porte de tornar palpável uma situação abstrata, como a implantação de uma ideia na mente de uma pessoa. Afinal de contas, é esta a missão da equipe liderada por Cobb (Leonardo DiCaprio, competente). Mas como tornar isto possível? A maneira como a missão acontece surpreende não apenas pelo desenrolar dos fatos como também pelo modo encontrado para plantar uma ideia inexistente até então. É usado um artifício engenhoso, que valoriza muito o roteiro.

Para tanto, o filme conta com mensagens transmitidas ao longo de sua primeira metade, de forma que o espectador compreenda melhor o universo apresentado. Algo tipo "a ideia é o maior parasita existente", essencial para o posterior "a ideia nasce pequena e cresce aos poucos". Ou "a dor está dentro da mente" e "uma reação positiva sempre supera uma negativa". Por outro lado, a dualidade entre realidade e sonho faz com que, de certa forma, A Origem lembre Matrix. Pela complexidade da trama e a existência de mundos paralelos, onde os personagens são capazes de atos impossíveis em condições normais.

A Origem é um filme fascinante, que lida com o que há de mais íntimo na mente humana: as lembranças. É a partir delas que nos tornamos quem somos e, sabendo disto, Nolan desenvolveu um roteiro que não apenas corrompe esta individualidade como também a manipula. O lado ético deste ato não é analisado, mas é inevitável não pensar nisto. Assim como em questões como se iludir com a felicidade, mesmo sabendo que ela é irreal, e o quanto isto é necessário para seguir em frente. Tudo isto entremeado com cenas de ação empolgantes, protagonizadas por um elenco coeso e seguro. Excelente filme, que com certeza estará na disputa do Oscar 2011.

5,0

Um sonho que não se esquece
De Lucas Salgado

Uma das muitas funções de um crítico de cinema é não se deixar influenciar por grandes expectativas. Um julgamento objetivo só será possível se analisado aquilo que o filme é e não aquilo que se esperava que fosse. Obviamente, como vivemos em um mundo globalizado, em que tomamos conhecimento dos grandes acontecimentos no momento em que ocorrem, algumas vezes não é possível escapar do nascimento de certa expectativa por um projeto tão elogiado e discutido como A Origem. Quando isso acontece, cabe ao crítico apenas assumir o que esperava do filme e como este se saiu diante desta expectativa, somado claramente às análises pertinentes de estrutura e conteúdo.

Desta forma, em tom confessional, admito que esperava que A Origem fosse um grande filme. Acontece que, ainda assim, estava errado. O longa é muito mais do que um "grande filme". Trata-se do melhor filme da carreira de Christopher Nolan, o que não é pouca coisa, tendo em vista que dirigiu Amnésia, Batman Begins e Batman - O Cavaleiro das Trevas, e o melhor de 2010, até a data de seu lançamento. Dizer que trata-se de uma obra-prima seria exagero, uma vez que para tanto devemos esperar para ver como o filme vai envelhecer, mas assumo o risco de afirmar que o longa virá a ser uma obra-prima.

A história gira em torno de um grupo de ladrões que rouba segredos valiosos do profundo subconsciente durante o sono das pessoas, quando a mente está em seu estado mais vulnerável. E só cabe dizer isso sobre a sinopse, para não cair na tentação de revelar detalhes importantes da trama.

Nolan é o diretor mais criativo de sua geração e com Inception (no original) esta criatividade atinge um ponto que somente os grandes gênios atingiram. Por essas e outras, o diretor tem sido constantemente (e erroneamente, diga-se) comparado com ícones do cinema como Stanley Kubrick e Federico Fellini. A própria ideia de criatividade e originalidade repele essas equivocadas comparações. Ser original, neste caso, significa ser único.

O longa promete ser tão significativo neste início de século XXI quanto Matrix foi no final do século XX. Os dois filmes, a propósito, têm muito em comum, principalmente o fato de criarem um universo fantástico através de efeitos visuais mas sem ignorarem a necessidade de um roteiro interessante. Neste sentido, A Origem até supera o referido filme, uma vez que, por mais que a complexidade seja parecida, deixa menos pontas soltas. Matrix, já prevendo continuações, deixou uma série de coisas a completar que acabaram mal solucionadas nos dois últimos filmes. Já no longa de Nolan isso não acontece, em que tudo o que precisava foi explicado.

Com mais uma brilhante atuação de Leonardo DiCaprio, um ator cada vez mais competente, A Origem tem como principal mérito o fato de abranger diversos gêneros cinematográficos sem fracassar em nenhum deles. É uma ficção científica fascinante, uma ação pungente e, por que não, um drama romântico de proporções surpreendentes. Marion Cotillard (lindíssima), Joseph Gordon-Levitt, Cillian Murphy, Michael Caine, Tom Berenger, Ken Watanabe e Ellen Page completam o elenco do filme. A atriz de Juno, inclusive, tem papel fundamental de representar a plateia na produção. É através de sua personagem, uma novata no grupo, que os espectadores tem acesso às explicações mais diretas sobre o universo fantástico.

Apesar de bem desenvolvido e explicado, e até por isso, é importante destacar que o filme exige do espectador curiosidade e perspicácia para captar suas principais nuances. Resumindo, o longa não trata o espectador como ignorante.

A Origem é uma união de multiplos acertos. A direção de arte e a fotografia são excepcionais, variando de forma significativa dependendo do sonho em foco. É interessante notar, no entanto, que o roteiro não usa a fiigura do sonho para tomar grandes liberdades com relação ao mundo real. Ou seja, não é porque estamos vendo um sonho que veremos estradas de tijolos amarelos ou elefantes voadores. A trilha sonora merece destaque a parte, com um trabalho excelente desenvolvido por Hans Zimmer. O compositor vencedor do Oscar realizou um trilha intensa, utilizando-se basicamente de duas notas musicais - lembrando o tema clássico de Tubarão, desenvolvido por John Williams. A música "Non, Je Ne Regrette Rien", cantada por Edith Piaf, está presente no longa e é muito mais que uma referência à personagem que rendeu o Oscar à Marion Cotillard. O tema principal composto por Zimmer é derivado justamente desta canção.

Primeiro trabalho completamente original de Nolan desde sua estreia na direção com Following (1998), A Origem é um sonho do qual você não vai esquecer quando acabar. Um filme para ser visto e revisto.  

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Comentários

  • James Bonde Carioca

    Fantástico filme. Enredo ótimo, chegando a ser muito melhor que Matrix. Unico pecado sao os primeiros minutinhos do filme..fiquem atentos para nao se perderem. 
    Melhor filme do ano.

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