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    Capitã Marvel
    Críticas AdoroCinema
    4,0
    Muito bom
    Capitã Marvel

    Uma heroína à procura de sua humanidade

    por Barbara Demerov
    Num primeiro momento pode-se pensar que as duas personagens entregam a mesma mensagem, mas as semelhanças entre Mulher-Maravilha e Capitã Marvel se limitam ao fato de que ambas são as primeiras heroínas abordadas nos universos cinematográficos DC e Marvel. Se o filme protagonizado por Gal Gadot abraça o heroísmo fantástico para contar a origem da princesa de Themyscira, o segundo procura contar suas raízes de forma bem mais humana e ligada a uma representatividade que vem de dentro. O foco em simplesmente dar voz às mulheres não só é válido como também funciona duplamente, mas o resultado de tais forças é bem singular.

    Em Capitã Marvel, nossa protagonista encontra forças sendo Carol Danvers - e não o contrário, com Carol se espelhando na ideia da heroína perfeita. O filme trabalha bem a abordagem de que uma metade completa a outra, mesmo que vejamos todo seu crescimento e entendimento interno fora de uma ordem cronológica - como se essa "bagunça" temporal fosse necessária para seguir sem alguns questionamentos que vão e vem no futuro. De certa forma, tal confusão é importante tanto para Carol saber quem é quanto para nós entendermos o que se passa. O que antes parecia ser um buraco negro de incertezas transforma-se em uma camada mais clara de informações que, apesar de não estarem enfileiradas, se encaixam.



    Começando na metade de sua jornada, com Carol atendendo pelo nome Vers, um ser da raça kree, a história ganha grandes proporções ao utilizar como cerne a inevitável soltura de amarras que a heroína já demonstra ter no início - mesmo com dificuldades relacionadas à memória e sua vida antes de treinamentos e lutas. Os limites que seus superiores impõem à sua personalidade e poderes são a base de todo o questionamento que começa a transparecer na protagonista, especialmente quando ela vem à Terra após uma missão no espaço dar errado.

    É inegável que Brie Larson traz uma densidade a sua personagem que é fácil absorver, mas só após certo tempo em tela. Sua seriedade na pele de Carol Danvers vai ganhando cada vez mais sentido ao passo que vai compreendendo seu papel no universo e na Terra, e assim é possível sentir empatia por alguém que já foi pilota, amiga e protetora antes de se tornar uma poderosa guerreira intergalática. É curioso notar que o maior nível de grandiosidade de sua personagem é encontrado justamente no local em que começou como humana: em nosso planeta, com pessoas comuns e lembranças de uma vida normal. Carol sempre teve o instinto de justiça, mas seu espírito amoroso ganha traços emocionantes ao lado da amiga Maria Rambeau, com quem viveu por muitos anos antes de seu acidente e posteriormente é o único elo entre seu presente e passado.



    Por ser um filme que se passa ora no espaço, ora em terra firme, a originalidade da ambientação logicamente precisava ser forte. Capitã Marvel não entrega um show de referências do MCU, mas é um deleite para fãs de música e das décadas de 80 e 90. Desde o figurino utilizado por Carol (a blusa da banda Nine Inch Nails traduz bem o movimento da época, assim como citações ao grunge) até os locais apresentados (seja a icônica Blockbuster, a profissão como pilota, que remete a filmes como Top Gun, ou o bar que tanto visitou), o longa consegue transmitir parte da essência da época transcorrida, ainda mais por ter forte importância na linha do tempo dos filmes da Marvel como um todo. As referências são mais contidas, mas as selecionadas já têm ótimas e empolgantes justificativas.

    Nick Fury (Samuel L. Jackson) representa toda a relevância citada junto de Agente Coulson (Clark Gregg) e não só participa dos alívios cômicos do roteiro como também se faz necessário na jornada de aprendizado da protagonista. Da mesma forma está Goose, a gata (cujo nome é uma clara alusão ao personagem de Top Gun), que exerce o mesmo papel - mas a níveis elevados por ser um animal carinhoso e atento a tudo que acontece à sua volta. Juntos de Jude LawLashana LynchBen Mendelsohn (excelente e com ótima maquiagem), estes personagens formam um poderoso elenco que transita entre a entrega de boas atuações e valorosos pontos de discussão.



    Capitã Marvel, além de elaborar uma história de origem sem seguir completamente o padrão já consagrado pela Marvel (visto em Homem de Ferro, Thor e Capitão América: O Primeiro Vingador), prioriza mais o que é interno do que propriamente a criação de imagens impactantes - não que elas não estejam lá, mas elas aparecem de forma mais contida. Não vemos longas batalhas (apesar de todas serem bem executadas e coreografadas) pois o foco não é esse. A discussão que o filme traz vai além, pois Carol não busca guerra, mas a paz que sempre lhe foi pertencente. No meio disso tudo, o roteiro encaixa um subtexto político ao fazer referência à crise dos refugiados e fugir de discursos rasos onde supostas verdades sobre o bem e o mal são entregues de bandeja, um padrão de dialogar com questões sociais muito utilizado nas HQs e presente também nas adaptações para cinema de X-Men e Pantera Negra. O enredo se apropria de um twist narrativo um tanto já utilizado, mas a mensagem sobre a relação entre opressor e oprimido é muito bem aproveitada.

    Capitã Marvel mostra que ser humano pode se tornar sua maior força e companhia - até mesmo quando falamos de super-heróis capazes de mudar o rumo da história (como possivelmente veremos Danvers agir com relação a Thanos em Vingadores: Ultimato). Ao falar de memórias e antigos traços, o fato é que o filme se torna muito mais poderoso quando tiramos o traje vermelho e azul de vista e focamos apenas na essência da protagonista, cuja segurança vem do local mais difícil de achar, porém o mais óbvio quando finalmente é compreendido: da certeza em saber quem você foi para atestar quem você é. Quem Carol será no futuro? Veremos em breve, como uma das cenas pós-créditos já adianta. A única coisa que fica tão clara como um faixo de luz é que ela já está pronta para prosseguir com sua carga de poder em potência máxima.
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    Comentários

    • Jackson A L
      Até que superou minhas expectativas, já que demorei pra assisti-lo. Tem boas cenas de ação e um roteiro agradável e divertido. Brie Larson de volta a uma boa atuação, depois de O Quarto de Jack!
    • Mactatus2014
      Pode crer é uma puxação de saco com os estúdios Disney/Marvel que dói, por parte dos fãs mais do que normal, mas da mídia que se diz fazer uma crítica séria é demais ver como amenizam para o lado Disney/Marvel. Gosto muito dos filmes, só que esse não foi tudo isso que falaram, longe de ser ruim, foi bom mais nada do que isso um filme bom.
    • Thiaguin
      Eu gostei do filme, ele está bem feito... Claro que podia ter momentos mais interessantes e com mais Ação mas em si o filme esta muito bom. Nota 4 de 5 .P.S:Podia ser mais criativo em algumas partes.
    • Red Sky
      fácil ser o maior filme de heróina. quase não existe um filme de uma que preste, é vencer por W.O. Quero vencer é vencer como filme de super herói.
    • Red Sky
      então a mulher só sorri quando é para cozinhar? kkkkkkkkkkkkkkj. essa mulher tá com paranoia
    • FSociety
      Bla, blá, blá e o afeminado continua abrindo a matraca.
    • FSociety
      Suas respostas também são totalmente irrelevante, pode espernear dar piti mas a Marvel não vai agradar a minoria que no caso são vocês, 90% dos fãs são héteros então se contente com esses 10% da sua turminha.
    • Marcello
      Querido, vc não manda no universo cinematográfico e sua opinião é completamente irrelevante. Se os caras quiserem fazê-la ser lébica, farão. E vc dará seus ataques de pelanca e continuará assistindo, sabe pq? Pq isso não muda nada de relevante pra história.
    • Marcello
      Onde falou q ela é lésbica?
    • Marcello
      Mds, o site não compartilha da minha opinião, logo, não tem credibilidade.
    • Marcello
      Não mais, pois agora está sem a senha do Twitter e não sabe ler o teleprompter.
    • Evandro Roodriiguez
      kkkkkkkkkk teve partes do filme que cuchilei kkkk fraco mesmo
    • Freeduuh#6829
      Ai é que tá Erika, pq não pegaram uma atriz gorda pra interpretar? PORQUE NINGUEM IA GOSTAR. Por isso homem prefere uma gostosa corpo violão, doq uma gorda cm 3 dobra na barriga
    • Lucas
      Nao, na verdade que tipo de homem nao gosta de uma mulher sexy e bonita num filme? Ex: Mulher-Maravilha, atriz maravilhosa pow. Mas o filme da Capitã Marvel não foi muito bom. Atriz toda hora de cara fechada, pra ser um herói não precisa ser sério, e os melhores heróis são os mais descontraídos. Ex: Homem de Ferro, Homem Aranha, Hulk, etc.
    • Lucas
      Ninguem falou nada de lavar cozinha, se você pensou isso é pq é oq vc exatamente quer fazer.
    • Indianara Auane
      Teria sido mais interessante se a Marvel tivesse feito o filme solo da Viúva Negra. Não conheço os quadrinhos, então a minha opinião é baseada no filme exclusivamente. Ficou faltando alguma coisa nesse filme, ele destoa muito dos demais. É seco, frio, sem emoção, nem um pouco cativante. A personalidade da capitã Marvel é muito vazia, completamente diferente dos Vingadores. Não sei se foi o roteiro ou a atuação da Brie Larson, mas a Capitã Marvel parecia um robozinho, sem expressão nenhuma. Ela pode até ser poderosa, destruir o Thanus e sei lá mais o quê, mas o filme é muito fraco. Outra coisa que me incomodou foi o Nick Fury. Parece outro personagem.
    • Joicinha
      Ele quer uma desculpa,só pode...kkkk
    • Joicinha
      Talvez, tenha ido assistir A Capitã, decidido a não gostar, pq não faz nenhum sentido esse comentário, desculpa.
    • Arthur Morgan (the Joker)
      Que orgulho oq, minha honra ta no vermelho e marromeno sim
    • Frederico Francisco
      A MARVEL entrou pra lacrosfera. Agora tem que fazer filme com negros, depois com mulher sapat ão... tá phoda.
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