Rafael Vespasiano
|
Ler suas 211 críticas
|
3.5 - Bom
Direito de Amar tem um roteiro com algumas falhas, mas as atuações valem e fazem as deficiências do roteiro ficarem esquecidas. Colin Firth compõe uma personagem complexa, sensível, melancólica, com seu modo de falar, trejeitos, olhares, tudo favorece à construção de sua personagem: um professor universitário em crise existencial após o falecimento do amante. os silêncios e olhares contemplativos do filme se sobrepõem às falhas de roteiro. Julianne Moore aparece pouco, mas quando aparece, mostra todo seu talento, sua personagem é o contraponto da vivida por Firth. Porém, as duas são personagens melancólicas e em crise. O direito de amar é discutido e é valorizado o amor em qualquer que seja sua maneira e/ou vertente. E o valor à vida também é sugerido na obra. Porém, o roteiro poderia explorar melhor esses dois últimos fatores por mim levantados, contudo não explora e o filme, no geral, fica a desejar. As atuações é que valem o acompanhar do desenrolar da obra. A parte técnica é notável. A fotografia e a trilha sonora principalmente. O diretor Tom Ford tem um futuro promissor, mas precisando trabalhar melhor seus roteiros. nota: 6,0.
Adicionado em 09 de fev de 2011 às 05h47
Denunciar um abuso