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Boston Globe
Se Hieronymus Bosch estivesse vivo e fazendo filmes, seu nome seria Bong Joon-ho e "Expresso do Amanhã" seria seu "Juízo Final". Com esta feroz saga de ficção científica - um filme de ação visionário esculpido em sombras arrebatadoras -, o cineasta coreano ascende ao nível de mestre do cinema comercial.
Chicago Sun-Times
Da perspectiva visual, "Expresso do Amanhã" é nada menos que deslumbrante. [...] Do ponto de vista dramático, o filme é igualmente eficiente pelo modo como inclui esperadas emoções melodramáticas e um humor esquisitão, mas também alguns momentos dramáticos que tocam de maneira inesperada.
Collider
Embora "Expresso do Amanhã" seja brutalmente sombrio e impiedoso, ele também mantém um ritmo empolgante, dentro de um mundo interessante, repleto de personagens complexos.
Critikat.com
Bong Joon Ho não se preocupa muito com a proeza visual: a pintura das relações humanas lhe interessa mais que tudo, e a forma aparece apenas como uma consequência lógica, quase sem o espectador perceber, da narrativa.
New York Times
A violência muda para o pastelão e volta ao derramamento de sangue, produzindo uma mistura volátil de humor e horror que presta homenagem ao material de origem conforme colore esses temas com a sensibilidade distintamente perversa e humana do diretor.
Screen International
Um apaixonante passeio que nunca perde o fôlego conforme examina, com habilidade, a questão das classes sociais de uma forma completamente envolvente, além de complexa.
The Playlist
A habilidade do filme de sempre trazer surpresas ao longo da trama funciona, junto de algumas ideias complexas no último ato. De certo modo, "Expresso do Amanhã" traz os temas que marcaram 2013: a sobrevivência e o custo dessa sobrevivência.
Variety
Um épico futurista enormemente ambicioso, visualmente deslumbrante e ricamente gratificante do talentoso diretor de gênero coreano Joon-ho Bong. Um sofisticado filme de fantasia sci-fi feito completamente fora do sistema de estúdio.
Cinepop
Mas mesmo no seu momento mais sem noção, o diretor Bong Joon-ho mantém o mínimo de compreensão e clareza do que acontece ali. O que realmente merece destaque no estilo é a maneira de filmar a jornada do protagonista, Curtis Evertett.
Cineweb
Fosse apenas sobre a revolta dos oprimidos e sua tentativa de tomar o poder já seria grande coisa, mas Bong – trabalhando com um roteiro escrito por ele e Kelly Masterson, que muda radicalmente a HQ – parece estar mais interessado nos avanços e contenções de uma revolução.
Papo de Cinema
"Expresso do Amanhã" é um filme político, não no sentido das contendas partidárias, mas por comentar alegórica e criticamente realidades próximas a nós, tão próximas que, às vezes, fica difícil dimensioná-las.
Screen Rant
Joon-ho extrai o máximo possível de um orçamento modesto para criar a sociedade dentro de um trem em "Expresso do Amanhã". Talvez a única falha do filme seja mostrar suas limitações orçamentárias, mas na maior parte do filme, os cenários e personagens são sombrios e realistas o suficiente...
Cinema em Cena
Tropeçando nos fracos efeitos digitais usados para criar o mundo externo ao trem, "Expresso do Amanhã" ganha pontos, por outro lado, em função de seu ótimo elenco [...]. Ambicioso também em sua temática, o longa emprega seu preciosismo técnico para construir uma alegoria cortante sobre a luta de classes...
Cinepop
Em muitos momentos sentimos toda a atmosfera do cinema asiático em sua glória, principalmente na forma narrativa de conduzir uma história. A produção em si é igualmente magnífica [...]. Todo pequeno detalhe é minimamente pensado e funciona de forma majestosa e orgânica.
O Globo
Bong Joon-ho consegue dar densidade a cada elemento de sua jornada rumo ao nada. As ações casam bem com os mistérios, e o suspense é perfeito para explicar as bizarrices.
The Guardian
Em sua constrita concepção surreal, "Expresso do Amanhã" possui algo de teatro de absurdos, embora desenvolvido em extremidades grotescas - como se Terry Gilliam ou Michel Gondry tivesse sido contratado para reescrever Samuel Beckett.
The Hollywood Reporter
Um thriller de ação fantástico politicamente carregado que é tanto contemplativo quanto divertido, martelando pontos como a injustiça social dos dias de hoje - mas talvez de maneira um tanto solta demais.
Télérama
Com "Expresso do Amanhã", [o diretor] exerce todos os seus talentos ao mesmo tempo, misturando farsa e ação. Ele constrói uma torre de Babel para os atores, desde seus queridos intérpretes coreanos até Chris Evans, cujo rosto temos a impressão de ver pela primeira vez.
Blogs Pop
O filme talvez seja apocalíptico demais, carregando nas tintas para reforçar sua mensagem. Mas isso não quer dizer que não haja uma certa precisão na crítica que constrói; daí, talvez, o bom timing de estreia no Brasil, esse caldeirão sócio-político em ebulição.
Rolling Stone
Joon Ho se esbalda com os muitos sotaques de um excelente elenco, explora de forma impressionante os limites de espaço de um trem, concebe cenas de ação e tensão impecáveis e, por fim, aproveita bem a leitura política e pessimista que a ideia original contém.
Folha de São Paulo
Em alguns momentos, [o diretor] chega perto da excelência. Em outros, beira o infantil. Mas não deixa de ser interessante a sua visão de mundo, em que o sadismo encontra um lugar inusitado...
Washington Post
"Expresso do Amanhã", thriller de ação futurista dirigido pelo cineasta do momento Bong Joon-ho, está sendo colocado como uma inteligente e elegante alternativa aos seus primos mais óbvios do multiplex - uma comparação injusta que é compreensível, mas não inteiramente merecida.