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Diários de Motocicleta

titulo original: (The Motorcycle Diaries)

lançamento: 2004 (EUA)

direção: Walter Salles

atores: Gael García Bernal , Susana Lanteri , Mía Maestro , Mercedes Morán , Jean Pierre Nohen

duração: 128 min

gênero: Drama

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:The Motorcycle Diaries
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 08 min
  • ano de lançamento:2004
  • site oficial:http://www.motorcyclediaries.net/
  • estúdio:Southfork Pictures / FilmFour / Tu Vais Voir Productions / Senator Film Produktion GmbH
  • distribuidora:Buena Vista International
  • direção: Walter Salles
  • roteiro:Jose Rivera, baseado nos livros de Che Guevara e Alberto Granado
  • produção:Michael Nozik, Edgard Tenenbaum e Karen Tenkhoff
  • música:
  • fotografia:Eric Gautier
  • direção de arte:Laurent Ott
  • figurino:Beatriz de Benedetto e Marisa Urruti
  • edição:Daniel Rezende
  • efeitos especiais:

imagens - 14

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sinopse:

Che Guevara (Gael García Bernal) era um jovem estudante de Medicana que, em 1952, decide viajar pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado (Rodrigo de la Serna). A viagem é realizada em uma moto, que acaba quebrando após 8 meses. Eles então passam a seguir viagem através de caronas e caminhadas, sempre conhecendo novos lugares. Porém, quando chegam a Machu Pichu, a dupla conhece uma colônia de leprosos e passam a questionar a validade do progresso econômico da região, que privilegia apenas uma pequena parte da população.

elenco:

  • Gael García Bernal (Che Guevara - jovem)
  • Susana Lanteri (Tia Rosana)
  • Mía Maestro (Chichina Ferreyra)
  • Mercedes Morán (Celia de la Serna)
  • Jean Pierre Nohen (Ernesto Guevara Lynch)
  • Rodrigo de la Serna (Alberto Granado)
  • Gustavo Pastorini (Passageiro)
  • Jaime Azócar
  • Ulises Dumont
  • Facundo Espinosa

comentários

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Antônio Joaquim Pereira Neto
02/01/2004
nota:Rate010
O filme é profundamente humano e,junguianamente falando, também profundamente simbólico. A cena em que o "Che" atravessa o rio é, de fato, uma iniciação, a travessia na noite é um rito de passagem, eminentemente simbólica. O encontro com a moça enferma no Leprosário San Pablo,é o encontro com o feminino doente, em vias de se curar. Genial.Diria mais: o filme é profundamente evangélico.Parabens ao Walter Salles e equipe."
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Hércules Landim Filho
03/01/2004
nota:Rate010
Diario de Motocilceta é um filme grandioso, passando a todos mensagens de liberdade, de reflexão sobre a vida. É um filme que traz a tona os sonhos reprimidos, a coragem, a aventura, a capacidade de realização, fazendo com que reflitamos sobre as nossas próprias vidas. A fotografia é algo esplendido expressando o sentimento do puro prazer de observar as coisas simples da natureza. É um filme que voce sai preenchido, VALE A PENA VER."
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Alexandre Hino
04/01/2004
nota:Rate010
Belo filme, mostra o lado humano de um mito que para muitos está ligado apenas a uma figura barbuda e rebelde. A forma na qual o W. Sales leva o filme faz vc refletir bastante com aqueles que na época não passavam de dois sonhadores aventureiros indignados com o que estava acontecendo com o mundo. No final fiquei com um orgulho patriota ao lembrar que esse belo filme foi feito por um brasileiro."
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Andréia Silvaa
05/01/2004
nota:Rate09
O filme é emotivo e nos explica com sensibilidade o que faz uma pessoa a se dedicar à cuidar dos outros. Gael e Rodrigo estão fantáticos nos papeis de Ernesto e Alberto... sem aquele jesto exagerados que o falso ator acreditar precisar para ser bom... Porém a minha nota foi 9 pela imagens que qualse não deu para julgar no inicio se são boas ou não pois exageradament são movimentada como se estivesse escondendo algo."
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Carolinaa
06/01/2004
nota:Rate010
É um otimo filme!!! nao só para quem gosta do Che, e sua filosofia, mas sim para todos, para refletirmos um pouco sobre as diferenças etinicas do nosso povo, o precoiceito, pobreza e etc. Tudo isso e discutido nesse filme de um modo as vezes divertido, mas muito comovente. E no fim, voc~e acaba descobrindo os reais motivos que levaram Che Guevara a criar uma nova ideiologia."
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Joyce Fradea
07/01/2004
nota:Rate010
Eu simplismente amei esse filme. Quem vai ao cinema imaginando uma forte conotação política, se engana, porém, é através dessa viagem impressionante, que Che Guevara elabora suas concepções socialistas frente ao excluídos. É simplismente lindo e emocionante esse filme. Muito sensível, humano. Parabéns, Walter Salles. Nota 10."
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marcelo
08/01/2004
nota:Rate010
ADOREI O FILME POR CAUSA PRINCIPALMENTE DA FOTOGRAFIA AS PAISAGENS DO FILME SAO SENSACIONAL, A HISTORIA E EMPOLGANTE COM A DOSE CERTA DE HUMOR E DRAMA, OS PERSONAGENS ESTAO MUITO BEM INTERPRETADOS (E CLARO QUE SIMPATIZAMOS MAIS PELO COMPANHEIRO Alberto Granado,PELO ESTILO BEM HUMORADO E SAFADO DE VER A VISÃO DA VIDA)O CHE GUEVARA ESTA BEM INTERPRETADO PELO BALADO Gael García Bernal SO QUE AS PESSOAS ESPERAM UM REVOLUCIONARIO E NA VERDADE E SOBRE "A SEMENTE SENDO PODADA" NO CHE."
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Becco
09/01/2004
nota:Rate09
Gostei muito do filme pois ele mostra, de maneira leve e interessante, uma fatia da vida de uma figura relevante do nosso tempo. É um filme para diversão e informação nos dando oportunidade de rir (em certas partes o filme tem um delicioso tom cômico) e refletir enxergando a realidade pela ótica de Guevara. Valeu a pena."
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Janio
10/01/2004
nota:Rate010
Excelente filme, a altura dos principais trabalho de Water Salles. O expectador é capturado pela narrativa bem construída do filme, que sem sobressaltos transcorre as mais de duas horas de projeção numa leve fluidez. A fotografia por si só já valeria assisti-lo, pelas paisagens exuberantes de "nuestra América", pelas figuras humanas tratadas com sensibilidade, e a luz que exibe cada quadro como o fio da lembrança na memória. No filme, há diante dos olhos de que assiste uma transmutação de Ernesto para Che, sem que um perca o outro - a cena da travessia do rio é uma síntese disto. A interpretação dos atores é tão boa que o amadurecimento dos personagens é notado quando já está. Excelente!!! Nota especial para o arranjo de imagens P&B tão bem intercaladas na montagem do filme e a boa música, especialmente a canção final que acompanha os créditos que, em geral desprezados pelos expectadores, mas respeito ao trabalho coletivos devem ser lidos são neste filme, extremamente apreciável com aquela canção."
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Danielle Bittencourta
11/01/2004
nota:Rate010
Falado em espanhol, o filme Diário de Motocicleta conta a história da viagem, realizada em 1952, que o jovem médico Ernesto Guevara fez com seu amigo Alberto Granado saindo da Argentina rumo a Venezuela, com o propósito de percorrer oito mil quilômetros em cinco meses. A trama consegue prender a atenção do espectador desenvolvendo os dois personagens mostrando a jornada de conhecimento e auto-conhecimento em que os dois embarcam. Conhecimento do continente e do complicado cenário social que o forma e auto-conhecimento ao perceberem até onde vão seus próprios limites diante das privações que passam e à miséria que encontram. A viagem é realizada em uma moto, que acaba quebrando após oito meses. Eles então passam a seguir viagem através de caronas e caminhadas, sempre conhecendo novos lugares. Porém, durante a viagem a dupla conhece uma colônia de leprosos e passam a questionar a validade do avanço econômico da região, que acaba com as oportunidades de boa parte de seus habitantes. A estrutura do filme não permite um aprofundamento na história, que fica reduzida a uma espécie de documentário bem fotografado com algumas cenas arrojadas. Além disso, induz que aquilo tudo de fato vivido há cinco décadas atrás. As paisagens pertencem a um continente admirável, mas com desigualdades sociais. O longa se baseia em "Viagem em motocicleta", diário que Che fez durante o périplo e no livro "Com Che pela América do sul", de seu amigo Granado, e em uma série de entrevistas que o diretor e os produtores fizeram em Havana com este último e com a viúva de Che, Aleida March, e sua família. Esse é o primeiro filme que Walter Salles dirige cuja língua predominante não é a portuguesa, e traz uma profunda e apaixonada reflexão sobre a identidade latino-americana."
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Léslie Carolina de Souza Batistaa
12/01/2004
nota:Rate010
O filme Diário de Motocicleta possui imagens belíssimas da América Latina, pois foi filmado em vários países, como o Chile, Peru, Argentina e Venezuela. Me senti fazendo parte da aventura e conhecendo a América do Sul junto com Che e Alberto. Além disso, o filme passa um sentimento verdadeiro de amizade, de companheirismo não só entre os dois amigos, mas entre as pessoas, os humanos. Transmite um sentimento de amor à humanidade, uma lição de sensibilidade, principalmente quando aparece o local onde ficam os leprosos. É um filme que mostra o quão íntegro e amoroso foi este homem chamado Ernesto Guevara, o Che. A escolha dos atores foi bem acertada.Toda a produção está de parabéns!"
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Sérgio Ronaldo Vilar
13/01/2004
nota:Rate09
Walter Salles comprovou sua genialidade. O filme pareceu uma construção de um diário mal escrito, cheio de retalhos, transformados em um roteiro primoroso, com uma fotografia poética e criativa das belezas e mazelas da América do Sul. A idéia de convidar o ator Gael García Bernal para interpretar o protagonista foi excelente, uma vez que este já havia vivenciado o mesmo personagem no bom filme "Fidel", em uma fase posterior a que foi mostrada em Diário de Motocicleta, quando Che tornou-se um dos ícones da revolução cubana. É uma história de coragem, de um espírito idôneo e aventureiro, de um personagem repleto de ideais, amparados por um senso de justiça social comparado aos grandes mártires da nossa história, que lutou por uma América Latina única, unida."
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Luís Carlos
14/01/2004
nota:Rate010
Infelizmente não ha como dar uma nota maior que 10. Parabéns pelo filme!!! Em breve vou fazer uma viajem cultural pela Inglaterra e tenho certeza que este filme me deu uma outra visão do que é conhecer outros povos e culturas. Desde que assisti indico o "Diário de Motocicleta" para todos."
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Simonea
15/01/2004
nota:Rate09
Muito bom mesmo...Vale a pena... É do tipo que desperta no jovem o seu instinto de reflexão quanto à situação dos outros, uma vontade de mudar, de revolucionar e deixar pra trás os padrões impostos por uma sociedade mediocre.... Guevara descobriu que tinha um espirito livre.... e passou isso pra nós, conforme atesta a história."
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Simone Cristina Garciaa
16/01/2004
nota:Rate010
Sinceramente eu não esperava tanto do filme. Walter Salles consegue retratar a sensibilidade humana como ninguém. Através de detalhes de fotografia, roteiro e dos personagens enriquecem a trama. É um filme de natureza humana , valores humanos e não apenas uma história sobre Che. Sem contar da trilha sonora que é riquíssima!"
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Thiago Tristão
17/01/2004
nota:Rate09
O filme é excelente. Talvez as palavras do Che tomaram um aspecto mais poético no filme, porém passou o espírito revolucionário nascendo diante da injustiça. Diário de uma motocicleta não apenas um ótimo filme, é um ótimo filme que muda seu modo de ver as coisas ainda hoje e acrescenta uma experiência preciosa na sua vida!"
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Ayres Pereira Filho
18/01/2004
nota:Rate08
Com Diários de Motocicleta, Walter Salles mostra, mais uma vez, que brasileiro também sabe fazer cinema. Com uma obra internacional desse porte, com uma direção de atores firme e segura, leva-nos por uma viagem envolvente junto às belezas naturais da América do Sul e se ombreia a clássicos de duplas de aventureiros produzidos em 1969, como Butch Cassidy, Perdidos na Noite e, principalmente, Sem Destino, de Dennis Hopper, que também tem a motocicleta a carregar sonhos e emoções pela estrada da vida."
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Danielle Ferreiraa
19/01/2004
nota:Rate010
Ontem fui ao cinema.... ver o filme " diario de uma motocicleta" , filme que foi aplaudido de pe durante 13 minutos, no festival de cannes.. do brasileiro walter salles. Conta a historia do che guevara... entre os seus 23 e 24 anos... numa viagem pela america latina que fez juntamente com o seu amigo (ainda vivo) alberto granada em cima da sua motocicleta endiabrada. mudou a visao do povao sobre o che guevara.. deixou de ser o bicho papao, comedor de criancinhas. As imagens nao deixam a desejar.. estao belissimas!!!! a interpretaçao do ator idem!!!! ao final, as imagens em preto e branco encerram o filme de maneira esplendida!!!! adorei!!!! um filme muito bom... nao muito comercial.... colocou o cazuza no chinelo (este sim, totalmente comercial). O mais legal, eh que a pessoa que foi comigo me deu uma verdadeira aula antes do filme começar... me explicava o pq das cenas.... sobre os lugares q ele passava.... sobre a lingua.... td! assstiria novamente.... vale a pena!"
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Renataa
20/01/2004
nota:Rate010
Fui ver o filme com um certo receio, acreditava que a imagem de Che pudesse ser banalizada e que " talvez " se tornar "pop". Muito pelo contrario, achei o filme de uma ternura, o assunto foi tratado de uma forma quase poetica, não no sentido de versos poéticos, mas na beleza das cenas, no conjunto com a trilha sonora e fotografia. da para perceber o toque do Walter Salles, tem traços caracteristico de outros filmes deles. Rabiscando toda sua tradição burguesa, ignorando o fato de ter a industria cinematografica em sua mão devido ao seu poder de capital, ele trata do cinema brasileiro com certo carinho. Parabens pelo filme."
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Isabel von Gurpa
21/01/2004
nota:Rate010
Ha muito tempo que eu nao via um filme tao forte, que me fez pensar ate na minha propria vida. Sai, do cinema com a sensacao de traidora. Trai a revolucao, esqueci do eu mais acreditava. Me transformei numa burquesa...AMEI O FILME. Conheci o Che de uma maneira que nem imaginava que um dia ele podia ter sido. Um jovem...Tudo e lindo.
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Alessandra Silva Zana
22/01/2004
nota:Rate010
O melhor filme que Walter Salles já filmou se chama Diários de Motocicleta! Um belíssimo filme, com atuações perfeitas de Gael Garcia Bernal e Rodrigo de la Serna, uma fotografia de tirar o fôlego e um personagem encantador.
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Paulo Neto
23/01/2004
nota:Rate08
Rapazes se tornam homens, em jornada linear e madura, desvirginando a costa oeste sul-americana. O último trabalho de Walter Salles, o aclamado diretor brasileiro dos belíssimos "Central do Brasil" e "Abril Despedaçado", é um filme claro, narrativo e simples. Formidável. Ao contrário do que possa parecer, não é um filme de "arte", biográfico. É um filme de apelo popular, redondo, para levar multidões aos cinemas do mundo inteiro. O diretor não abriu mão de muito humor, aventura e emoção. Ingredientes-chave em qualquer blockbuster que se preze. Mas, claro, nem todos os arrasa-quarterões têm a mão mágica, talentosa de um senhor do calibre de Walter Salles, capaz de mostrar um jovem Ernesto Guevara antes de tornar-se mito, como um ser humano normal, ordinário. Como é dito em uma breve legenda na abertura, não é a narração de uma aventura espetacular, é apenas a história de uma viagem de duas pessoas que tinham sonhos e aspirações em comum. Para filmar, Salles percorreu as mesmas estradas nas quais, Ernesto e seu amigo Alberto Granado passaram, em 1952, inicialmente no "dorso" de "La Poderosa" (a problemática e efêmera motocicleta) e depois, quando a motocicleta "faleceu", continuaram a pé a viagem que faria com que enxergassem a verdadeira América Latina; sua beleza e sua miséria, suas injustiças. Seu povo bondoso, sua humildade. Saem da Argentina, percorrem o Chile, Peru e Venezuela. Ao pisarem em Machu Picchu, numa cena muito bonita, Ernesto diz que acha estranho sentir nostalgia por um lugar no qual nunca estivera antes. Antes de dormir (quando o faziam), escreviam pequenos comentários em diários. É neles em que se baseia o roteiro muito bem acabado do argentino José Rivera. Salles tem uma certa paixão por filmes de estrada (road movies). " Central do Brasil" e "Terra Estrangeira" também partem de um ponto a outro, trazendo mudanças a seus viajantes. Em "Abril Despedaçado", Rodrigo Santoro deixa o sertão e encontra o mar. Aqui, nesta empolgante jornada pela costa oeste da América do Sul, percorrendo a Patagônia, o frio desesperador da Cordilheira dos Andes e o Rio Amazonas, os dois amigos perdem a inocência e abrem os olhos para as questões sociais. É um primeiro rascunho do desenho do líder guerrilheiro que viria a se tornar anos mais tarde. Há quem ache que é o filme mais belo do diretor até agora. Eu, particularmente considero "Abril" deslumbrante. Claro, há um crescimento e amadurecimento visíveis aqui. É um filme à prova de qualquer indiferença. A edição é do brasileiro Daniel Rezende, indicado ao OSCAR e vencedor do BAFTA (O Oscar britânico) pelo trabalho em "Cidade de Deus". Aqui, fez uma montagem linear, descritiva, não deixando de enxugar os segundos desnecessários e otimizar o ritmo do filme. O diretor abre mão dos extraordinários Walter Carvalho e Antônio Pinto, respectivamente fotógrafo e músico de seus filmes anteriores. Contratou para a trilha sonora, o compositor e guitarrista argentino Gustavo Santaolalla, que compôs a trilha de "Amores Brutos". Os acordes andinos, as flautas, a emotividade de certos arranjos, deram a filme uma carga dramática extra. No final, uma bela canção, "Al Otro Lado el Río", cantada pelo uruguaio Jorge Drexler. A fotografia do francês Eric Gautier tem pouquíssimos closes e planos fechados. Dando lugar à paisagem, aos planos abertos. Há algo granulado e documental na textura. O mexicano Gael García Bernal, ator dedicado de filmes como "E Sua Mãe Também", "O Crime do Padre Amaro" e "Amores Brutos", incorpora um jovem Che Guevara sem esteriótipos nem preocupações. Atuou com uma naturalidade desconcertante, digna de atores veteranos. Está também no novo e polêmico filme de Almodóvar, "La Mala Educación". O parceiro de cena, o argentino até então desconhecido Rodrigo de la Serna (vindo de tele-filmes) é uma grande revelação. Conseguiu uma atuação estupenda, apaixonante. Muito do humor cativante do filme se deve a ele. Guarde seu nome para um futuro próximo.É uma co-produção entre Argentina, França, Brasil e Estados Unidos. Robert Redford é um dos produtores. Foi muito aclamado em Sundance, em janeiro. Concorre à Palma de Ouro do Festival de Cannes, com muito respaldo e excentes resenhas. Terá pela frente, muitos festivais e prêmios a acrescentar.É sem dúvida um dos melhores filmes do ano. Muito aguardado, fala-se nele desde as filmagens. Walter Salles não desapontou. Muito pelo contrário, surpreendeu, com uma 'película' muito além das expectativas.
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Josafá Marcelino Veloso
24/01/2004
nota:Rate09
"Diários não é um filme histórico". Essas são palavras do diretor brasileiro Walter Salles sobre seu novo filme, "Diários de Motocicleta",em que narra -se a primeira viajem de Ernesto Guevara pela América Latina com seu amigo Alberto Granado em 1952. Mas como foi dito acima, o filme certamente discorre sobre a aventura de dois amigos pelo continente latino no início dos anos cinqüenta e ainda assim não é um filme histórico? Você leitor, pode até se arriscar a ler qualquer resenha sobre o filme já em cartaz, pode quem sabe, até contemplar esse belo filme no cinema e achar estranho o próprio realizador pontuar que o filme não é "um filme histórico" em sua essência. O alerta de Salles, simplesmente remete ao caráter ainda atual de um dos temas centrais do filme,a situação que se encontra a nossa América Latina.O sentimento de que não muita coisa mudou nesses últimos cinqüenta anos,as mesma deficiências, seqüelas e contradições que se encontra nosso continente. E como se sabe, essas questões não são de um século para cá, mas sim, problemas gerados desde a nosso "descobrimento", quando o homem europeu percebeu o potencial de exploração que o Novo Mundo oferecia, seu poder de abastecer as diversas metrópoles com ouro,prata, alimentos tropicais etc. Tendo em mente essa reflexão, sugere em nós um sentimento de "atemporalidade" ao ver "Diários", as imagens finais em branco preto de injustiça e opressão do povos latinos seriam necessariamente datadas de 1952? No cinema de Salles, sem muitos esforço, esse sentimento já se encontra em outros de seus filmes. Em "Central do Brasil", pelo seu início na homônima estação, claramente se vê que é um filme contemporâneo, mas quando a personagem de Fernanda Montenegro, Dora, e o menino Josué iniciam sua jornada de descobertas pelo Brasil em busca do pai do segundo, um Brasil do passado e do presente se apresenta diante do espectador. Outro exemplo é seu filme feito após o sucesso de "Central", "Abril Despedaçado". Se não houvesse a datação inicial de "1910", ninguém duvidaria se alguém falasse que o filme se passava nos dias atuais, em algum lugar da Bahia. Desconfortável pensar em tudo isso...Mais do que desconfortável traze-nos uma necessidade de debate sobre a questão, o que, na verdade,Walter Salles tinha em mente quando aceitou conceber o projeto."Quero que o filme abra debates sobre a América Latina", disse ele ontem no Festival de Cannes, onde o filme participa concorrendo á Palma de Ouro. Assistir um filme dessa envergadura e maturidade é mais que obrigação para qualquer Latino que medita sobre o mundo em que vive e tem consciência da sua responsabilidade, como "..membro de uma raça mestiça.." (Como diz Ernesto no filme na festa de seu aniversário.) explorada e parada no tempo.
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Joycea
25/01/2004
nota:Rate010
Mutio bom o filme, mostra a primeira tragetoria de um grande lider, de forma leve, muitas vezes divertida e facilmente absorvida.Meu filho, de 9 anos, admirou-se das historias contadas,das imagens ,da realidade latinoamericana.Enfim, imperdivel!
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Marcos Rodrigues
26/01/2004
nota:Rate010
É difícil expressar em palavras o tão envolvente que éo filme.Pode ser que muitos não se comovam mas, quem conhece um pouco da história de Ícone Sulamericano, certamente irá se emocionar.Che foi tudo isso e muito mais...Che, é eterno nos corações daqueles que "tremem perante uma injustiça cometida a qualquer pessoa em qualquer parte do mundo"...Viva Che! Viva la revolucion!!Viva a América do Sul!
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Paulo Sérgio Mathias
27/01/2004
nota:Rate010
Há muito tempo nao via um filme tao espetacular!!! que mostra toda a capacidade que o ser humano tem em ajudar ao proximo,, que sirva de exemplo para qualquer mortal.
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Eulina Gabrielaa
28/01/2004
nota:Rate010
Particurlamente, adorei muito o filme, pois ele transmite uma idéia humanista, e isso é importante.É necessário que as pessoas de hoje conhecam esse lado, por que o mundo está precisando, as pessoas egoistas, que não tão nem aí pra ninnguém, enfim,o filme é espetacular, além da idéia dita acima ele é romantico, tem aventra...De tudo um pouco.Vale a pena assistir!
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Rebecca Fernandes Barbosaa
29/01/2004
nota:Rate010
Para começar dizendo não só por mim, tendo a certeza de que falo por várias pessoas também: este filme mudou completamente minha percepção sobre quem realmente foi Che Guevara. Eu sinceramente não imaginava quais eram os motivos que o levaram a ser o famoso revolucionário Che. A atuação de Gael Garcia Bernal e a direção de Walter Salles elevaram o filme. Gael está perfeito no papel, a música principal então nem se fala Al Otro lado Del Rio, realmente conquistou a academia e a nós!! E o melhor de tudo isso é que revela um continente encantador, o nosso continente, com belezas singulares!
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Thaíza Murraya
30/01/2004
nota:Rate010
Excelente filme! Parabéns a direção Walter Sales! Interpretação nota 10 para os atores! Um dos melhores filmes que já vi em termos de fotografia, direção, trilha sonota e emoção. Muito bom!
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Danielaa
31/01/2004
nota:Rate09
O filme é muito bom.Em sua complexidade, ela proporciona entendermos a organização do socialismo.O che enquanto vivo fez muito pelo povo Cubano e nos dexou seu legado para que possamos lutar e construirmos uma nova sociedade. "Endurcerse siempre se perde la ternura jamas"!
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Demetrius
06/09/2009
nota:Rate02
A produção em se não é muito boa, porém a sua tematica salvou o longa. Por se tratar da historia de vida do nosso HEROI Ernesto Guevara de la'Sierna(CHE) o filme se superou. Em resumo conta sobre a viajem que Che fez antes de forma-se em medicina e como as vidas miseraveis das pessoas que ele viu o fez torna-se um socialista, liderando, assim, junto com Fidel Casto a revolucão cubana.
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Danieli
26/09/2009

Esse filme me vez olhar o Che com outros olhos. Ele era um homem de  bom coração, que renunciou sua vida que até então era  normal e tranquilo para lutar pelas vidas de centenas de pessoas.

é um filme que vale muita pena assistir!!!

 


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Alessandro Batella
01/01/2010

Excelente filme. Nota 9.


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Rafael Vespasiano
04/01/2010
nota:Rate010

Diários de motocicleta:

     Um filmaço do diretor brasileiro Walter Salles, chamado "Diários de Motocicleta", porém a produção do filme é americana e os atores latinos e falado em Espanhol, é o Brasil invandindo o cenário do cinema internacional; o filme retrata uma viagem que Che Guevara fez pela América Latina, sua primeira de tantas, quando ainda era jovem, mas que solidificou seus ideais socialistas. O jovem Che Guevara é vivido pelo excelente ator Gael García Bernal (Má Educação, O Crime do Padre Amaro, Jogo de Sedução, etc.), ele viaja pela a América Latina com seu amigo Granado (vivido pelo ótimo Rodrigo de la Serna), a bordo de uma motocicleta muito velha e cheia de defeitos mecânicos, chamada, ironicamente, de "La Poderosa"; os dois abandonam os seus respectivos cursos universitários e suas estabilidades econômicas e sociais de vida, para viverem essa "aventura socialista", pois foi a partir daí que Che Guevara resolveu lutar por uma América mais justa e para todos, pois nessa viagem viu de tudo, exemplos: exploração da classe trabalhadora, miseráveis vivendo em extrema pobreza, além de doentes abandonados à própria sorte, em especial, os leprosos, etc.; hoje ele é um mito até mesmo vulgarizado, mas no filme de Salles, por sinal muito bem dirigido, roteirizado, conduzido, realizado, interpretado e de forte e profundo conteúdo político, social, cultural, e muito sentimental, tocante e comovente, Che aparece de uma forma muito humana e até mesmo ele, graças a Bernal, nos parece um homem extremamente carinhoso e cordial com quem merece esse comportamento por parte dele. Parabéns a todos que participaram e realizaram essa obra-prima da cinematografia mundial! Ao final do filme, é mostrado por meio de legendas, que Che liderou a Revolução Cubana, e tentou ajudar o Congo e a Bolívia, nesta é preso e morto a mando da CIA (novamente os norte-americanos!), e também no final do filme aparece o verdadeiro companheiro de viagem de Guevara pela América Latina, o Granado, ainda vivo atualmente, com 93 anos de idade. Maravilhoso! Esplêndido! Dez! Walter Salles motra que é um grande diretor não só para o Brasil, mas para o mundo! O filme ganhou o Oscar de melhor canção original. Mas merecia outros prêmios, como roteiro e até mesmo concorrer a melhor filme de língua não-inglesa. Mas o importante é o primor do filme! Nota: dez!


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Tyna
09/01/2010

Eu não gostei do filme. Achei ele muito parado.


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jpvarp_25
31/01/2010
nota:Rate010

Um filme para ser considerado bom não precisa ser uma superprodução! Assistam Diários de Motocicleta, pois  é muito rico e emocionante porque mostra Che Guevara e seu amigo viajando da Argentina até a Venezuela se eu não me engano, passando por vários povoados, culturas e problemas sociais. Foi a partir dessa viagem que Che Guevara criou o seu ideal. Não tem nada de guerrilha nesse filme, e sim uma construção de ideal. O filme é muito digno e humano, principalmente ao tratar dos leprosos, qye eram seres excluídos da sociedade e que não devia nem ter contato físico com eles. Che Guevera, como era um estudante de medicina, sabia que a lepra não se passava com contato físico e deu um grande exemplo de humanidade e igualdade.

Desculpem, os fãs de megaproduções, mas Avatar fica no chinelo diante desse filme!


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