Amarcord

Amarcord 2010-05-22 Francisco

Título original: (Amarcord)

Lançamento: 1973 (França, Itália)

Direção: Federico Fellini

Atores: Pupella Maggio, Armando Brancia, Magali Noël, Ciccio Ingrassia.

Duração: 127 min

Gênero: Comédia

Status: Arquivado

5           10 10 5

(10 votos)

                   

Sinopse

Através dos olhos de Titta (Bruno Zanin), um garoto impressionável, o diretor dá uma olhada na vida familiar, religião, educação e política dos anos 30, quando o fascismo era a ordem dominante. Entre os personagens estão o pai e a mãe de Titta, que estão constantemente batalhando para viver, além de um padre que escuta confissões só para dar asas à sua imaginação anti-convencional.

 

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Elenco

  • Pupella Maggio (Miranda Biondi)
  • Armando Brancia (Aurelio Biondi)
  • Magali Noël (Gradisca)
  • Ciccio Ingrassia (Teo)
  • Nando Orfei (Pataca)
  • Luigi Rossi (Advogado)
  • Bruno Zanin (Titta Biondi)
  • Gianfilippo Carcano (Don Baravelli)
  • Josiane Tanzilli (Volpina)

Comentários

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Carlos em 02/01/2012Nota: 10     

...Fellini é um mestre do cinema...ao lado de Sérgio leone forma a maior dupla de cineastas italianos da história, em minha opinião. Tarantino e Scorsese não aprenderam nada da doçura e respeito a arte que Fellini mostra em sua obra. Fellini trata o sexo de forma sublime e respeitosa, diferente destes dois que citei e muito diferente também de Bertolucci, que abusava da morbidez e psicoses em cenas eróticas ou amistosas. Amarcord dá um exemplo de pureza no realismo da vida de jovens e adultos que estão dentro da obra. Através dessa obra observamos as fanfarras e exageros do jeito de ser dos italianos, fortemente emotivos. E ainda cenas muito engraçadas...nos fazem voltar a ser ingênuos como crianças e lembrar da beleza da vida em gestos simples e humanos. Trilha sonora maravilhosa...Nino Rota estava inspirado para compor como fez com o tema musical de O Poderoso Chefão. Amarcord, sem dúvida um grande clássico do cinema-arte!!

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Rafael Vespasiano em 04/01/2010Nota: 5     

Amarcord:


Como sempre Fellini dá uma aula de direção; a forma como ele trabalha as reminiscências de sua infância e adolescência é o sustentáculo do filme e a trilha sonora é cultuada até hoje como uma das melhores de todo o cinema mundial, ela é de Nino Rota. Um dos melhores filme s de Fellini sem dúvida, onde se mistura o real e fantasioso, mas de forma equilibrada. Nota: 10.

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Marcos Antônio Alexandre Bezerra em 04/01/2001Nota: 5     

"Amarcord" é, ao lado de "Fellini 8/2", o filme mais auto-biográfico de Federico Fellini. O genial cineasta italiano é tomado pela nostalgia e faz aqui uma viagem pela Itália da sua juventude. A história se passa numa pequena cidade italiana, na região de Emilia-Romagna. O filme resgata a década 30, em plena efervescência do facismo. Nesse cenário, o cineasta nos apresenta suas lembranças, navegando pelo humor, sexo, política, família e religião. Através dos olhos de Titta (Bruno Zanin), um garoto impressionável, o diretor observa a vida. Entre os personagens estão o pai e a mãe de Titta, que constantemente batalham para viver, além de um padre que escuta confissões só para dar asas à sua imaginação anti-convencional. Amarcord é extremamente bem humorado, marcado pelas presenças de atores desconhecidos e pelo calor do povo, característica de todos os filmes de Fellini. Mas não deixa de ser uma crítica pertinente aos valores da época, uma sociedade extremamente provinciana e cheia de pudores. Curiosamente, todos os atores interpretam bem seus papéis, sempre conduzidos pelos olhos perscrutadores de Fellini. Aliás, aqui especialmente, ele se mostra também um mestre da luz, que tem destaque em todo filme. O seu uso minucioso possibilita uma relação mais próxima dos espectadores com os personagens, marcando sua entrada e saída das cenas. Não é à toa que Amarcord ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1975. A trilha sonora de Nino Rota, que acompanhou Fellini em toda a sua trajetória, por exemplo, é memorável. Um clássico inesquecível.

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Rodrigo Lima em 07/01/2001Nota: 3.5     

O filme tem belas imagens e ótimas piadas. O que me incomoda em alguns filme de Fellini é o fato de eles são feitos apenas para o próprio Fellini gostar e entender.

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Alexandre Batista Araújo em 02/01/2001Nota: 5     

Amarcord não é um filme qualquer. Diferente de todos os filmes "normais", esse filme te faz recordar um pouco do seu passado e fica na sua cabeça por um bom tempo ao invés de ser apagado da sua mente instantaneamente como a maioria dos filmes. Com certeza, um dos melhores filmes já feitos por Fellini e um dos melhores filmes já feitos na história do cinema. Um filme que te prende do começo ao fim mesmo tendo um roteiro totalmente fora do normal. Recomendo a todos. Um filme essencial para qualquer cinéfilo.

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Renata D'Eliaa em 06/01/2001Nota: 5     

Uma obra prima! Uma poesia...um filme de sensibilidade pura. Engraçado,comovente, sem jamais cair no piegas nem no clichê. Um dos melhores filmes de todos os tempos.

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Humberto Sartini em 05/01/2001Nota: 4.5     

Para quem gosta de filmes sem "ação" ( entenda como: tiros, perseguições, socos e explosões de carros pelas ladeiras americanas) vale a pena assistir a um daqueles filmes com estória. Pena que não existam mais os Fellinis.

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Jairo Braga da Silveira em 03/01/2001Nota: 5     

Obra prima irretocável, Amarcord trata das reminiscências de um adolescente e de seu "grupo social", em uma cidadezinha do interior da Itália, durante o regime fascista de Benito Mussolini. A genialidade do filme, aliado à todo o resto, está no fato de que mesmo se tratado de uma realidade que pode parecer distante à maioria do espectador, os tipos de personagens e situações que são apresentadas fazem com que nos sintamos habituados com o que está na tela.É fato que a genialidade de Fellini lhe permite projetar na tela, as mais inusitadas situações, sem que resvale no vulgar ou no humor gratuito. E, embora não seja considerado como tal, AMARCORD é a melhor comédia de todos os tempos, sem que tenha se prestado para tal. Explico, há, no desenrolar do filme (principalmente na 1ª metade), situações que jamais soaram tão engraçadas, docemente e incrivelmente engraçadas. É verdade que na metade final, o filme ganha um enfoque mais lúdico, melancólico até. Portanto não é absurdo qualificá-lo como "comédia dramática". Outra nota interessante é que ao longo das 2 horas, o filme é dividido em 6 seqüências (situações) de aproximadamente 20 minutos cada. E entre uma seqüência e outra, e até mesmo no meio delas, somos apresentados a um grupo de pessoas, cujas situações, de tão singelas, se tornam sublimes e nos divertem e emocionam. A trilha sonora é merece um capítulo, ou melhor, um tratado à parte. É covardia. Realmente o gigantismo de Amarcord na tela, a emoção que seu lirismo provoca, deve-se muito às lindas canções de Nino Rota (em especial à famosa canção tema, que deliciosamente permeia quase todo o filme). Ao nos depararmos, dentre outras cenas, com um grupo de adolescentes dançando uma valsa imaginária, ou um lindo avestruz nos esbaldando com sua beleza, permeados pelas composições de Rota, passamos a ter a compreensão do conceito de poesia em uma projeção cinematográfica. Pois afinal, se o cinema é arte (infelizmente alguns fimes nos fazem esquecer disso), AMARCORD é um de seus mais belos e magistrais exemplos.

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