Sergio Batisteli
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Fama
Fama
3,5
Enviada em 21 de julho de 2025
Fama (2009) - Crítica

Na tela vemos um grande ensaio com músicos, atores, dançarinos. Corpos e almas dedicando-se ao máximo para entrarem na cobiçada Escola de Artes Dramáticas de Nova Iorque. Essa é uma instituição que realmente existe nos EUA, onde estudaram nomes como Robert De Niro, Al Pacino, Liza Minnelli, Jennifer Anniston etc.

Fama (Fame, EUA – 2009, 106 min.) trata-se da refilmagem produzida em 1980, vencedora de dois Oscars (melhor trilha sonora e melhor canção original). O filme não é uma simples cópia do original, porém as raízes bem plantadas do importante diretor inglês, Alan Parker, Pink Floyd – The Wall (1982), Coração Satânico (1987), Mississipi em Chamas (1988), Commitments – Loucos Pela Fama (1991), germinaram novamente em linguagem cinematográfica. Com corte seco, super close e histórias paralelas que se juntam em outros takes (planos-sequência). Essa forma de costurar várias cenas sucessivamente dá um grande dinamismo ao filme, pois é uma excelente forma de mostrar o ritmo intenso dos alunos, na escola onde são formados artistas completos (dança, interpretação, música).

O produtor de televisão, Kevin Tancharoen, que também tem uma carreira como dançarino e coreógrafo, marca sua estreia como diretor de cinema com a refilmagem de Fama. Kevin seguiu a cartilha de Parker ao pé da letra.

A nova versão do musical dos anos 80, só não é uma cópia fiel pelas mudanças de personagens e dos contextos históricos que eles vivem. O responsável pelas alterações do roteiro original, veio pelas mãos do roteirista Allison Burnett. Um dos exemplos de mudança é uma famosa cena do original. Quando o taxista, pai de um dos alunos instala um potente aparelho de som no carro e para em frente à escola. Logo os alunos ouvem, vão dançar no meio da rua e param o trânsito de Nova Iorque. Essa sequência faz parte de um tempo que a juventude saia às ruas para protestar, nas décadas de 60, 70 e a primeira metade de 80. No Fama de 2009, essa cena não foi feita, pois certamente ficaria sem sentido atualmente. Allison inseriu linguagens como o rap e o cinema. Vale destacar as boas atuações de Collins Pennie (Malik), Asher Book (Marco) e Naturi Naughton (Denise).

Fama pode ser uma opção para os fãs de musical, sem preconceito de gêneros. Nessa nova versão há espaço para o rap, música clássica, jazz-groove, pop/rock, entre outros.

Texto publicado originalmente em 2009

Sergio Batisteli é jornalista, criador de conteúdo do 'Blog do Sergio Batisteli - CineConecta'