Murilo Fazan
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Encontro Marcado
Encontro Marcado
4,0
Enviada em 16 de julho de 2025
"Because the truth is, honey, there's no sense living your life without this. To make the journey and not fall deeply in love, well, you haven't lived a life at all."

Brad Pitt interpreta Joe Black, um homem possuído pelo espírito da morte, que veio ao mundo dos mortais para vivenciar a experiência humana.

A fotografia e cenografia da produção são impecáveis. Porém, eu acredito que o diretor, Martin Brest, falhou ao construir o personagem de Anthony Hopkins, William Parish, como um magnata excessivamente admirado e quase perfeito, ignorando seus defeitos como pai e como pessoa.

Outra falha foi a supervalorização dos assuntos profissionais de William na narrativa, afinal, ele deveria preocupar-se em aproveitar o tempo restante com seus entes queridos. Ademais, a obra deveria apresentar valores menos materialistas e mais éticos, a fim de ressaltar que a verdadeira plenitude está na simplicidade da vida.

Como fã de The Sandman, obra de Neil Gaiman, é difícil acreditar que o conceito personificado da Morte se apaixonou pela personagem de Claire Forlani. Por isso, como um fã de Supernatural, criação de Eric Kripke, compreendi que a entidade de Joe Black é um psicopompo, como, por exemplo, o Ceifador da mitologia celta, as valquírias da mitologia nórdica, os Shinigami da mitologia japonesa, e o Anjo da Morte da mitologia judaico-cristã.

Por fim, o filme revela a beleza da ordinariedade e das conexões que se formam durante a vida. Lembrando que nossa única certeza é a morte, mas podemos aproveitar enquanto estivermos vivos.