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Num primeiro momento, parece estapafúrdia a ideia de um filme brasileiro épico ambientado na Capadócia no ano de 300 D.C. e protagonizado pelo soldado transformado num dos santos mais populares do catolicismo. Se essa iniciativa fosse norte-americana, talvez não gerasse tanto estranhamento. Mas, por quê? Sendo o centro industrial do cinema mundial, os Estados Unidos assumiram uma espécie de direito auto-outorgado de contar todas as histórias do mundo, não importando o quão longínquas geográfica e culturalmente estejam da América do Norte. Nesse panorama, parece que cada cinematografia comercialmente periférica tem legitimidade apenas sobre as tramas situadas em seus domínios.