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Uma Noite de 12 Anos
Imperdível! Quando valores democráticos se esgarçam, apodrecem, a fibra dos combatentes se põe à prova. No pequeno Uruguai, que naufraga em sanguinária ditadura militar, as grades e torturas maltratam seres rebeldes que resistem, bravamente, ao flagelo dos tempos e sobrevivem para servir à Pátria, recuperada a democracia. Dentre eles, Mujica, aquele que virá a ser Presidente da República. A lição é exemplar; a ...
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Ferrugem
Crescer dói, sobretudo psicologicamente, e, de modo todo particular, na adolescência. Tempo de avançar e também de indecisões e temores. A iniciação sexual, o sentido de "pureza" e "pecado" familiar, a necessidade atual de tudo registrar em apelativos vídeos e a crueldade dos colegas, sob a forma de bullying, uma espécie de vingança no próximo a partir da fraqueza e pequenês de cada um de nós. A menina verde, delicada ...
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A condição humana, no seu avesso mais sórdico, íntimo e sofrido, pode ser risível, ridícula. A prova disto é a reunião de casais de amigos para festejar a ascensão da anfitrioa ao Ministério Britânico. A navalha que corta e expõe costumes e dores é a pena que nos faz rir das angústias alheias, talvez para fugir ou, simplesmente, negar as nossas.
O Desmonte do Monte
O documentário é de forte interesse, sobretudo para o carioca. As primeiras imagens remetem à fundação da cidade; são belíssimas representações artísticas de nossos índios e paisagens que encantam de tal modo as retinas que as tornam menos sensíveis ao período do desmonte propriamente dito. A grande lacuna da "fundação" do Rio foi clara negligência em relação aos pioneiros franceses. No desmonte do Morro do ...
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A opressão reinante, a pequena cidade uruguaia sob o tacão de um coronel néscio, mentalmente nanico, o deplorável ambiente da ditadura militar uruguaia. E, no entanto, o filme flui com a leveza de personagens de tocante pureza e ingenuidade. Por que não furtar os anões do jardim do coronel, já que seus "anões" mentais são intocáveis? Que a vida simples e o convívio alegre e brincalhão sempre vençam as ditaduras implacáveis e ...
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Bergman 100 anos
Conviver com o gênio do cinema atrás de suas câmeras, palpitar com suas paixões, vaidades e criatividade desafiadora, além de visitar sua infância e formação, eis a bagagem intelectual e emocional de um documentário vibrante, que nos arrasta para a tela e para um outro mundo. Gostei imenso.
Conviver com o gênio do cinema atrás de suas câmeras, palpitar com suas paixões, vaidades e criatividade desafiadora, além de visitar sua infância e formação, eis a bagagem intelectual e emocional de um documentário vibrante, que nos arrasta para a tela e para um outro mundo. Gostei imenso.
Conviver e melhor conhecer Romain Gary em sua juventude; apreciar Charlotte Gainsbourg no excelente papel de sua devotada mãe. Nada mais motivador para quem quer fazer do cinema algo além de pura diversão fácil e de mal cheirosas pipocas! A vida de Romain Gary presta-se ao movimento, à ação, ao mesmo tempo que enseja meditação sobre os males do mundo, como os preconceitos raciais (antissemitismo) e a guerra. Assisti e aplaudi.
Sabe que eu até veria de novo? Não que o filme exija esforço redobrado, grande reflexão, ginástica cerebral apurada. Nada disso. Trata-se de assistir ao choque entre universos irreconciiáveis, numa sociedade plural e efervescente como a francesa. De um lado, o professor universitário erudito, mas conservador e engravatado; de outro, a aluna muito inteligente, mas de família árabe imigrante, residente no subúrbio, com roupas e ideias ...
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E não mais do que de repente você se vê envolvido por uma história qualquer, com circunstâncias atraentes, numa deslumbrante paisagem mediterrânea. O drama da morte, que está prestes a colher o patriarca da família, reúne os filhos, expõe suas chagas e suas forças, os tombos e amarguras da vida ao lado dos sucessos alcançados. A casa patriarcal (la villa) é bela, o cenário, belíssimo, os seres humanos que ali transitam e se ...
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Charlotte Rampling é Hannah, nela, em sua arte e talento, tudo se resume e agrada. Ela protagoniza, com força e sem medida, o personagem e o próprio enredo, num filme com muita amargura, sutileza e, acima de tudo, psicologia. Não há banalidade no sofrimento, na vida crua. Tudo o que é humano merece nossa atenção e respeito.
O enredo é interessante. Os atores, bons. Acontece, todavia, que o cinema francês não pode travestir-se de americano, assumir ritmo, suspense e "surpresas" à la Hollywood. Há uma tradição francesa que exige uma abordagem psicológica que não seja sensacionalista e cosmética. É preciso percorrer um caminho de atenção e zelo pelos personagens, sem espetáculo, sem "clichés", sem que o óbvio contamine a narração. Não ...
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Filme que apresenta realidades extremas contrastantes, no ritmo certo, na medida exata, com arte e delicadeza, sem deixar de jogar luz e inteligência na fratura existente entre o mundo fechado de uma comunidade judaica de Londres e as volições desobedientes das duas excelentes protagonistas.