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O ditado de que um bom vendedor vende qualquer coisa para qualquer pessoa é bem típico para este filme que arrecadou mais de 320 milhões de dólares, para um orçamento de 17 milhões. Um filme de suspense com pontas de terror (devido os monstros a solta), que usa muito da fotografia e da edição de som para contar sua história. É quase um filme mudo com toda a tecnologia de hoje. Isso torna um filme de um gênero específico mais artístico e poético. As atuações são maravilhosas especialmente por Emily Blunt que trabalha todo o drama do filme com grande destaque para a cena do parto. Seu marido na vida real e no filme, John Krasinski, deu uma de faz tudo, direção, atuação, produção executiva e assina o roteiro com outros parceiros. Um risco incalculável que ele resolveu pagar e que valeu a pena, visto que sua atuação não fica tão aquém da esposa e dá um peso masculino a trama e a educação dos filhos, que juntos são outro show a parte. O roteiro possui algumas falhas (propositais ou não, já que pouco se conhece do início catastrófico da história, e o que pode ser considerado um erro, numa possível continuação pode ser um gancho para alguma surpresa, como em Cloverfield e seus desdobramentos). Ainda assim, pelo que nos apresenta, existem cenas típicas de filme de terror onde vemos a personagem escolher a pior opção que a leva a um resultado não tão bom. O filme é lento e trabalha em detalhes como luz e sombra, fotografias e ângulos, como um filme de romance, assim se a história fosse contada como geralmente se conta uma história de terror, ela teria uma edição de uma meia hora.