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A Imigrante é filmada como um épico, e apresenta, assim como Era Uma Vez Na América, um retrato depressivo e opressivo da imigração americana no começo do século 19. Além disso, não fornece muitos pontos de escape desse universo angustiante, se tornando portanto uma experiência pesada, ainda que bela e que figurada por grandes atores.
Há filmes que parecem diferentes dependendo do período da vida que você os assiste. A Última Cruzada, última aventura de Indiana Jones nos anos 80, para mim foi quando criança uma aventura sólida, divertida, emocionante e cujos valores cristãos eu compactuava na época. Hoje, mais velho, e alguns milhares de filmes depois, continuo vendo como quase tudo isso (tirando a parte cristã), mas com um sentimento que foi adicionado com o passar ...
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Um romance pode terminar em algo bom ou algo ruim, mas ele sempre será um romance. A montagem de Porto também nos mostra que pedaços de informação não são a mesma coisa que a coisa em si, que pertence apenas aos que viveram o momento. Contando a história de um breve romance de suas problemáticas pessoas, o roteiro do diretor estreante Gabe Kleeman atravessa a questão do final feliz problematizando tanto a questão do ponto de vista ...
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A continuação das aventuras de Indiana Jones é tudo aquilo que eu lembrava de quando era criança e muito mais. A trilha sonora de John William conserta o plágio de Star Wars; "Indy" ganha um jeito mais escrachado, bonachão e cínico; Jonathan Ke Quan é o melhor alívio cômico da década; e Steven Spielberg faz em 1984 o que George Miller fez em "Fury Road": um filme de ação quase que completamente sem pausa para respirar. Dado a ...
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Este é o Antes do Amanhecer se Jesse e Céline fossem pessoas (ainda) mais engajadas com suas opiniões, estivessem ligeiramente mais velhos e mais acostumados com a vida real e os desafios de tentar mudar o mundo. Felizmente, há também diálogos interessantes de se acompanhar, e ele é ligeiramente mais dinâmico que o filme de Richar Linklater, com mais contexto, e uma conclusão.
Este é um filme clássico de aventuras. Ele transforma o personagem James Bond em um arqueólogo e que continua sendo, nos moldes tradicionais, um homem de verdade. Ele mata quando preciso, e as mortes acontecem de verdade -- com sangue e tiros, e não como na nossa geração leite-com-pera atual, se estiver se perguntando. Indiana Jones está disposto a arriscar a vida pelo que acredita. Ele é durão em um filme que ri dos clichês sérios. ...
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Remake do clássico de Akira Kurosawa em 1960, série televisiva em 1998, e agora uma revisita muito bem-vinda à história da defesa dos fracos e oprimidos por matadores profissionais. Menos pela discussão da questão da honra dos sete homens do título; mais como lente de aumento das mudanças ocorridas nos EUA que o fizeram sair do título de país da liberdade para uma ditadura socialista em questão de décadas.
The Disappointments Room é um terror que se aproveita dos clichês já consagrados nesta década -- família em trauma se muda para casa no campo onde algo terrível aconteceu -- para fazer Cinema inteligente, abordando questões como feminismo e o terror dentro de nós mesmos. E, como já comprovou o excelente Babadook, existe pior terror do que o que guardamos em nossos corações?
Um filme com formato enlatado, com uma trilha sonora desvirtuada em um marasmo absurdo. E, mesmo assim, o seu tema consegue atravessar todos esses problemas e encontrar a merecida redenção no capítulo final. Com isso já sabemos que não é um filme fácil de digerir, que pode dar sono ou sensação de mesmice. Porém, dando tempo ao tempo, e adentrando no universo fantasioso de Terra Estranha, é possível receber a recompensa.
Apresentado inicialmente como uma história bonitinha de superação de uma criança que entra em coma, este filme tem o dom de te fazer rever como a compaixão é a pior coisa já inventada pela humanidade. Ela destrói vidas como se estivesse a ajudá-las, mas levada ao extremo, é tão doentio que mostra a outra diferença entre animais e seres humanos: mesmo sabendo o que é errado, seres humanos continuam a fazê-lo.
Demônio de Neon consegue discutir a questão da moda, da arte e do auto-sacrifício sem apelar para mi-mi-mis do feminismo marxista atual. O filme pula essa camada superficial e descerebrada da discussão adentrando no cerne da questão: a fascinação que a estética exerce sobre seres humanos e como isso funciona hoje no mercado da arte. O mais curioso de tudo é como isso lembra a nossa própria querida, industrializada e consumista sétima arte.
Este é mais um dos filmes bobos, praticamente sem graça e datados da Globo Filmes. O Concurso continua fazendo piadas no melhor/pior estilo A Praça é Nossa ou Zorra Total. Pior: sequer tem vergonha de usar um fiapo de história que apenas serve para juntar situações entre humoristas se fazendo de atores com personagens tipicamente rasos.
Há uma coisa de se orgulhar da série Sharknado: ela não tem medo de passar vergonha. Os personagens ruins falando diálogos escritos por crianças de seis anos em situações absurdamente toscas parecem existir nesse universo por apenas um motivo: inserir no meio deles os tubarões voadores criados por uma computação gráfica que tornou o primeiro Sharknado "famoso", tão famoso que gerou uma série de filmes. Porém, diferente da ...
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Este não é um vídeo-game, mas um filme que utiliza completamente a estética dos jogos de tiro em primeira pessoa. Ele tem uma narrativa coesa, e ainda que não tão bem articulada, qual filme de ação você conhece que consegue ser tão realista a ponto de enxergarmos toda a ação do ponto de vista do mocinho? Pior: que filme de ação hoje em dia consegue te entregar todo o pacote 18+, com direito a sangue, esquartejamento, esmagamento, ...
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Sinto muito, Marvel. Sorry, DC. Um dos melhores filmes sobre heróis dos últimos anos é Super. Não que ele tenha efeitos visuais de última geração. Nem que ele tenha um personagem carismático que faz piadinhas escolhidas a dedo pelos produtores (que não querem correr o risco de "subir a censura"). Também não é porque ele entope o roteiro de personagens mascarados, cada um com sua história de origem, rivalizando quem consegue maior ...
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Thomas Vinterberg (A Caça, Submarino) parece ser um diretor obcecado em entender relações humanas. Em A Comunidade, ele nos leva para o misterioso mundo do apego emocional, nos jogando para o mundo onírico dos anos 70 e o confundindo com nossa história seres humanos convivendo com outros. No processo, ele esfrega na cara a realidade do poliamor, ou pelo menos uma de suas vertentes. Tudo bem, Vinterberg, "o sonho acabou". Mas precisava ser ...
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O próprio ato de se fazer filmes é um filme em si. Os irmãos Coen (Bravura Indômita, Fargo, O Grande Lebowski) elencam um alto escalão para fazer parte de uma série de desventuras em várias produções hollywoodianas. Com diferentes gêneros, atores, diretores, roteiristas e figurantes, o filme nos convida a repensar a própria vida sob a lógica do faz-de-conta que tem encantado gerações de famílias. Até, é claro, o surgimento da TV.
Steven Spielberg parece atualmente morrer de amores por política (Munique, Ponte dos Espiões, Lincoln, Cavalo de Guerra), o que não parece ter afetado As Aventuras de Tintim, mas que com certeza afeta O Bom Gigante Amigo. Curioso citar que este é um de seus filmes mais infantis em décadas.
O último filme do argentino Gaspar Noé (Irreversível, Viagem Alucinante) tem um tom autobiográfico demais para ficarmos confortáveis com as diversas introspecções sexuais às quais os personagens se entregam. Porém, o mais perturbador está longe de ser o sexo: mas o seu resultado. Preso em uma casa com a mãe de seu filho indesejado, o protagonista agoniza lentamente enquanto revive os momentos com sua verdadeira amada. Com certeza os ...
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Como sempre, sabemos desde o começo que este é um filme de Pedro Almodóvar, no estilo melodramático dele (e das cores do figurino, da direção de arte de muito bom gosto, etc). A trama mais uma vez envolve o passado misterioso de uma mulher -- a Julieta do título -- e mais uma vez as mulheres são as personagens fortes. E, para não deixar em branco, há uma tragédia grega senso usada como pano de fundo. Almodóvar nunca muda seus ...
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Este é uma animação que não se anima. O movimento lento de seus personagens e o comportamento robótico de cada situação -- além do próprio maxilar das pessoas denotar isso -- leva a crer que há algo de errado naquele mundo, mas ao mesmo tempo, por se parecer tanto com o nosso mundo, se torna uma comparação estranhamente familiar.
Se há um motivo para a existência de Os Oitos Odiados é dar o mais que merecido Oscar para o compositor Ennio Morricone. No entanto, esse prêmio negado ao músico de trilhas icônicas como Os Intocáveis, Era Uma Vez na América e Cinema Paradiso irá agora figurar como o mesmo Oscar negado a Martin Scorsese em toda sua carreira até Os Infiltrados: longe de ser o melhor trabalho; apenas um prêmio de consolação.
Shane Black (Beijos e Tiros, Homem de Ferro 3) costuma usar com eficiência o humor negro, além de brincar com situações bizarras entre seus personagens. Em Dois Caras Legais, essa situação fica ainda mais bizarra pela caracterização tão peculiar dos anos 70. São anos 70 de brincadeira, da geração pera-com-leite. Russell Crowe e Ryan Gosling são ótimos na química, mas não precisava colocar bigode, óculos escuros e uma conspiração capitalista, OK?
Vocês percebem o potencial dramático e narrativo de um filme que usa atores com Síndrome de Down para interpretar personagens com Síndrome de Down? Percebem? Porque talvez os idealizadores de Colegas não tenham tido essa mesma visão. Aliás, o lado comercial da empreitada pode ser a principal responsável por um amontoado de caos envolvido em uma história menos que clichê: simplesmente sem sentido.
As comédias românticas das últimas duas décadas criaram aos poucos um amontoado de clichês. Agora, imagine um filme que tenta enfiar vários desses clichês de uma só vez. Um filme onde a professora gostosa é Marisa Tomei, onde mulheres em crise da meia-idade assistem Crepúsculo (mesmo sabendo quão ruim isso é), onde um triângulo amoroso é criado entre a babá, a criança e seu pai. Onde até um genro-surpresa pode aparecer para a ...
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O diretor Philippe Le Guay, com quem já trabalhou com Jérôme Tonnerre em As Mulheres do Sexto Andar e aqui roteirizam uma peça de Florian Zeller, sabe contar uma história do ponto de vista do espectador. Ao quebrar o tempo em fragmentos de passado, futuro e um presente incerto, ele nos transporta para as sensações do velhinho Claude Lherminier, que interpretado por Jean Rochefort de maneira irrestrita, nos entrega um filme sobre como é ...
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Martin Scorsese apresenta uma comédia de humor negro estrelando Robert de Niro e Jerry Lewis, se bem que o humor não é tão negro assim. Ele brinca com o absurdo do show business e seus candidatos à fama apresentando Rupert Pupkin (de Niro), um aspirante a comediante que aos 34 anos ainda vive com a mãe (Catherine Scorsese, mãe do diretor) e que nunca trabalhou um minuto sequer em sua carreira. No entanto, coleciona autógrafos de ...
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Jack Lemmon consegue a proeza de fazer dois personagens absolutamente distintos em duas comédias de Billy Wilder um ano seguido do outro. A primeira, "Quanto Mais Quente Melhor", Lemmon faz com Tony Curtis dois foragidos da polícia que se vestem de mulher e participam de uma banda que contém ninguém menos que Marylin Monroe. Já em "Se Meu Apartamento Falasse", Lemmon mora em um apartamento que serve de pulada de muro para seus "amigos" no ...
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Kate Winslet e Josh Brolin são atores tão competentes que "Refém da Paixão" sai quase ileso de seu formato drama enlatado com situações previsíveis para tornar tudo um pouco mais tenso. Até Gattlin Griffith, que faz o jovem Henry, e que quando adulto é narrado por Tobey Maguire, consegue um desempenho interessante, e talvez tenha dado a sorte de pegar o personagem mais ou menos acompanhável. No entanto, a mãe amargurada Adele (Winslet) ...
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Mas é claro que este é um caça-níqueis. E é claro que tenta emocionar, tentar ser fofinho, tenta ser engraçado. A única coisa que Procurando Dory não tenta é ultrapassar o seu original, Procurando Nemo. Na verdade, ele se empenha tanto em se tornar um filme divertido para as férias que se perde em sua própria pequenez. Um filme praticamente para TV, onde entram junto nesta lista não-gloriosa da Pixar: Carros, Carros 2, Aviões, Carros ...
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É um daqueles trabalhos épicos dos anos 50 com a trilha sonora pomposa (Malcolm Arnold), cerimoniosa, em torno de um grande feito orquestrado por um grande homem. O coronel Nicholson (Alec Guinness) tem seu batalhão prisioneiro dos japoneses na Segunda Guerra em uma floresta tão densa e tão isolada do mundo que o Coronel Saito (Sessue Hayakawa) dispensa controle de fugitivos. A guerra continua e eles precisam construir uma ponte naquele fim ...
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Este é o filme que levou o Leão de Ouro de Veneza, do diretor estreante Lorenzo Vigas, que também assina o roteiro. Conta a história de um velho tarado por jovens e que sente um rancor incomensurável a respeito do pai, que está de volta a Caracas.
Mais um remake que uma continuação. Infestado de momentos, diálogos e situações idênticas ao original, "Independency Day: Resurgence" se rende à fórmula que o tornou uma das farofas mais divertidas e rentáveis da década de 90.
Operação França é um filme de 1971 estrelado por Gene Hackman e que conta a história de um policial de Nova Iorque que se vê em uma trama da narcóticos envolvendo uma conexão do tráfico com a França. Originalmente chamado de The French Connection, é um dos filmes que todos se lembram quando se fala de filme de ação/policial dos anos 70 envolvendo a guerra às drogas.
Doze anos e toneladas de super-heróis depois, Homem-Aranha 2 continua sendo um dos melhores filmes do sub-gênero já feito, digno de ocupar o pódio junto de pequenas obras-primas como "Superman: O Filme" e "Dark Knight".
Verdade seja dia: Benicio Del Toro é um grande ator. Em Um Dia Perfeito, um trabalho que é um misto de esperança, alto astral e uma crítica ácida sobre guerras sem sentido em fins de mundo, ele faz Mambrú, o chefe de uma ONG de segurança que ajuda comunidades em torno das zonas de conflito. Aparentemente perdido em um fim de mundo, mas se sentido muito mais em casa do que ao lado de sua namorada, Mambrú é uma figura recorrente na ...
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