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Federico Fellini é um diretor italiano que navega bem entre o realismo e a fantasia. Conseguindo ignorar um pouco as estritas regras roteirísticas de Hollywood e ao mesmo tempo ignorar o tom despretensioso das produções europeias, Fellini navega entre os dois, ou entre todos, voando em altura média, de vez em quando encostando seus pés no chão, e muitas vezes se elevando acima de si mesmo, questionando nossa existência e a existência das ...
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Não é sintomático que um filme chamado Emoji tenha tão poucas emoções? Talvez não. Afinal de contas, os emojis basicamente são a simplificação de nossa linguagem e dos nossos sentimentos. Onde um email com uma poesia é colocado na lixeira porque “usar textos é tão retrô” e onde no lugar de um emoji com uma única emoção enlatada surge um emoji com várias!
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Esta é uma continuação nos mesmos moldes do primeiro e do segundo filme. O mesmo estilo de piada nos acompanha, seja de Gru, de Agnes, das outras meninas, da sua agora namorada, e agora do seu irmão gêmeo e um vilão que, ao contrário do primeiro moderninho Vetor, agora é um bandido ao estilo anos 80. E também descobrimos que o pai de Gru era um vilão estilo anos 60, digno dos filmes de James Bond. Ou Austin Powers.
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RAP é Ritmo e Poesia. A música que emerge de repente dos esgotos e das bocas dos excluídos do sistema opressor. Que sistema é esse? Não importa. Sempre existirá um sistema e sempre existirão os excluídos. E é através de suas vidas insignificantes e sem sentido que emerge essa poesia, essa transformação da realidade, que mistura todas as emoções, músicas e estilos em uma composição bizarra que estranhamente se torna a expressão ...
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Nico é um ator de sucesso na Argentina que sofre desilusões amorosas e no serviço ao mesmo tempo. Com dinheiro e tempo de sobra, ele vive o grande sonho da esquerda caviar: se sentir um imigrante com poucos recursos em uma cidade rica como Nova Iorque. Que babado, hein? Fica até difícil entender como alguém consegue ficar triste nessa situação.
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Thelma é a continuação visualmente temática do último filme de Joachim Trier, o Mais Forte Que Bombas. E quando digo visualmente me refiro à paleta fria, aos enquadramento deslumbrantes e aos ângulos inusitados. Tudo para construir-se um thriller que leva contornos de Carrie, a Estranha, porém sem a parte humana de Brian de Palma. Apesar deste thriller flertar com drama intimista, ele é muito insípido e não nos dá o gosto de se ...
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Eu já me envolvi com uma pessoa como Claudia. Claro que minha Claudia não era “cinematográfica” como Lucia Mascino, mas muito provavelmente ela protestaria nesse momento em que lesse meu texto, contrariada como Claudia estaria. Sim, pessoas assim existe. Claudia disse no filme que era “produção exagerada de ocitocina”. Sabe, a droga do amor e do medo. Sim, porque enquanto esse hormônio aparentemente serve para aumentar a atração ...
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Em todos esses anos dessa indústria vital, essa é a primeira vez que isso me acontece. Nem os novos desenhos politicamente corretos do pica-pau de cabeça vermelha estragaram a magia. Mas este “Pica-Pau: A Animação de Computador da Década de 90” de fato consegue nos fazer renegar que esse passarinho biruta tem qualquer relação com os desenhos originais.
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O Outro Lado da Esperança é o cinema filandês mostrando mais uma vez como é bizarro. E aqui o humor é bizarro. A ideia é contar uma história sobre imigração, mas o resultado é limpinho demais, formatado demais, para que seja apenas isso. Vemos paredes e cenários comportados e personagens com diálogos surreais. Um vendedor se separa de sua mulher alcóolatra para abrir um restaurante, que sempre dá certo porque as pessoas bebem quando ...
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Olhando para as Estrelas era um curta-metragem do mesmo diretor, Alexandre Peralta. Deveria continuar assim, ou ser expandido no mínimo. Porém, este longa possui bons momentos, que entretem. Perde-se um pouco da intensidade da história nos primeiroa quinze minutos. O que aconteceu? Talvez os grandes desafios das protagonistas não existam. Elas são bailarinas de sucesso, já. Qualquer tentativa de estereotipá-las cai na mesma armadilha de ...
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Para os que estão acostumados com os média-metragens do diretor/roteirista Makoko Shinkai, como O Jardim das Palavras, vão perceber uma característica marcante em seu novo trabalho, Your Name: não há aqui uma história completa a ser contada; mas sensações. É a jogada de uma miscelânea de ideias cativantes, como se colocar no lugar do outro, que dá origem à sua essência, que é explorada inúmeras vezes em lindas sequências de ...
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A morte pode ser um catalisador de emoções. Através dela passamos por uma transformação dentro de nós que ao mesmo tempo que nos enfraquece pela dor insuportável também nos fortalece pela nossa capacidade de sobreviver. E no fim de um processo de luto algo maravilhoso acontece: voltamos para a vida mais fortes. De vez em quando iremos mexer nessa ferida do passado, e certamente irá sangrar. Mas é através desse sangue que fazemos novos ...
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Taylor Sheridan, roteirista de A Qualquer Custo, estreia na direção com outro conteúdo sócio-político relevante. Aqui há um pouquinho a mais de discurso politicamente correto, e um quê de moralista. Mas nada disso atrapalha a atuação de Jeremy Renner, uma de suas melhores. Olhe como Renner incorpora totalmente o caçador de predadores Cory Lambert. E Coby Lambert merecerá ser um nome de personagem digno de ser lembrado no ...
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Este é o terceiro filme solo do Thor, e talvez o mais longo deles? Bom, isso não importa. Thor Ragnarök passa voando. Não apenas o personagem-título, mas o filme como um todo. Isso talvez porque ele tenha esse elenco secundário tão fofinho, fazendo piadas bem-humoradas, de bem com a vida, entrando em seus personagens. Tudo isso para suportar o Avenger mais sem-graça. E do jeito que ele perde vários elementos de sua história nessa ...
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Kristen Wiig é uma mestre da comédia física. Aqui ela faz uma protagonista bipolar que ganha na loteria e escala rapidamente seu distorcido mundo em uma versão com muito dinheiro. É possível dar boas risadas de sua performance, que consegue não apenas convencer, mas deixar uma pulga atrás da orelha: esta é uma comédia ou um drama?
E é justament essa pulga que diminui os resultados do filme do diretor Shira Piven, que através do ...
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A Leoa é um filme norueguês que passaria despercebido não fosse sua produção cara e sua característica peculiar: ser um filme sobre um caso anormal que no fundo é a história da vida de uma pessoa que, independente de sua situação física, parece estar muito bem obrigado. Dessa forma, a grande “atração” do filme é servir de isca para o grande público comprar a ideia de acompanhar a vida de uma mulher que sofre de uma anomalia ...
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As Aventuras do Capitão Cueca prova que no Cinema, dado qualquer conceito, ele pode ser explorado e se tornar um ótimo filme. Mesmo que este conceito envolva duas crianças criativas e zoeras que falam com o espectador, pregam todas as peças da escola e criem um super-herói em seus quadrinhos que não usa uma cueca por cima das calças, mas apenas a cueca.
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O diretor de Eu Não Sou Seu Negro achou relevante observamos, em carne e osso, os primeiros anos da vida intelectual de Karl Marx e de sua amizade com seu sustento material, Friedrich Engels. O resultado é um filme que obedece à cartilha do MEC, mas que consegue ao mesmo tempo dar uma visão crítica a respeito de quais bases teve o filósofo alemão em sua pequena janela de realidade, nos primórdios da Revolução Industrial, para inventar ...
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Meryl Streep em um dos melhores papéis de sua carreira (o que não é pouca coisa). Olhe sua entonação entediada, sem levantar a voz, sem sequer olhar para os olhos de seus funcionários. Olhe como enumera de maneira apática e precisa de onde veio o azul que sua nova secretária está usando. O azul dela tem um nome específico, a secretária não se liga pra moda, e Streep simplesmente a coloca em seu lugar.
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Esta é uma história interessante sobre quando a Coreia do Sul era uma ditadura. E ela caiu. E uma nova estava a caminho. O filme de Hun Jang dá praticamente todos os passos para entendermos o que aconteceu com a Coreia do Norte. Mas esta é a do Sul. Então ainda há esperança.
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Human Flow é o documentário sobre refugiados que precisava ser feito, tanto pela sua qualidade estética quanto pela sua urgência social e política. Seu idealizador, o diretor também refugiado (da China) Ai Weiwei, é o homenageado da Mostra desse ano. É dele também a melhor tirada na entrevista coletiva após o filme, quando ele aponta a solução para um mundo mais justo e humano como sendo o invidívuo. “O poder está no ...
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E eis que Al Gore, alvo de piadas inspiradas em South Park, volta para a continuação sobre os perigos da extinção do homem-urso-porco. Sabe, aquela criatura mística que é metade homem, metade urso e metade porco. Sem pretensões de explicar para o público em geral que não existem três metades de uma coisa, o que Gore faz efusivamente é apelar para gráficos, imagens, vídeos de catástrofes e muita emoção. E ele consegue. Pelo menos ...
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“My Little Pony: O Filme” continua sendo tudo que os fãs de My Little Pony poderiam querer mais um pouco. E estou falando até dos fãs adultos da série de animação. Applejack, Rainbow Dash e suas amigas continuam usando o poder da amizade para enfrentar todos os perigos e transformar seus inimigos em leais aliados.
Tudo isso, contudo, não faz muito sentido na narrativa épica onde as princesas são congeladas para que juntar elas ...
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Enquanto Somos Jovens mantém um roteiro tão bom e atuações tão alheias a isso (embora sempre interessantes) que suas falas parecem querer dizer muito mais ao espectador do que para seus próprios personagens. Ou talvez seja apenas a voz dentro da minha cabeça relembrando minha decisão atual de não ter filhos. Ainda é bom lembrar que, se a discussão central girasse em torno de ter ou não rebentos de carne-e-osso, essa seria uma das ...
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Várias Razões Para Você Recomeçar a questionar seus gostos por cinema. Por que assim não dá. Quantas vezes você entrou na sala de cinema para ver filme que faz chorar e só? É só isso que se resume sua experiência cinematográfia? Fazer chorar? Por que não assiste novamente aquele filme do cachorro e do Richard Gere, baseado em um spam por email dos anos 90? Assista “Deus Não Está Morto” (1 e 2), que tem até bandinha gospel no ...
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Guerra dos Sexos é o terceiro filme da dupla de diretores de Pequena Miss Sunshine e Ruby Sparks. Eles coordenam o roteiro de Simon Beaufoy (Jogos Vorazes: Em Chamas) que se baseria em um evento real: o encontro de dois tenistas de sexos diferentes. De um lado a feminista campeã Billie Jean “King” (Emma Stone). Do outro o porco chauvinista Bobby Riggs (Steve Carell). Billie representa as mulheres independentes de sua época tentando ganhar ...
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Breno Silveira (2 Filhos de Francisco) parece ter descido mais um degrau qualitativo com esse Entre Irmãs, cujo título já diz a que veio: tentar ser mais um filho sobre relacionamentos familiares conturbados. Porém, diferente de “2 Filhos”, esta história não é boa. É clichê, previsível e arrastada. Apesar de tecnicamente impecável, com boas fotografias do Sertão (não tanto da insossa Fortaleza) e uma direção de arte que parece ...
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Churchill, assim como Dama de Ferro, trata os líderes políticos da história da Inglaterra no mínimo de forma ambígua, e no pior dos casos com um escárnio que beira esquizofrenia. E curiosamente ambos os filmes são ruins. No caso de Dame de Ferro ao menos ainda temos mais acontecimentos ocorrendo. No caso de Churchill temos apenas diálogos e momentos farofa de baixa produção, feito para televisão, onde quase nada é relevante. Não há ...
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Este é o mais novo trabalho da diretora especialista em retratar eventos da vida real como ficção estilizada, Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror, A Hora Mais Escura). Aqui ela reproduz um incidente tenso ocorrido em um motel durante as revoltas do verão de 1967 em Detroit. E tudo no filme carrega emoção. As luzes amarelas, a fotografia granulada (evocando a época) junto da direção de arte e dos recortes de imagens reais. Até as falas ...
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Laerte é um cartunista famoso que em uma fase avançada da vida decide sair do armário da maneira mais torta possível: começa a se vestir de mulher. Só isso. O que se segue é um filme que analisa de maneira repetida, clichê e bem morna as “aventuras” deste artista simples, humano e, ainda que saindo palavras militantes saindo de sua boca, extremamente avesso a qualquer problematização da classe violenta e hierarquizada dos ...
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Vinte anos depois revejo este drama épico de James Cameron. Na época em que estava em cartaz assisti umas cinco vezes, então sabia de todos os movimentos de câmera e diálogos de cor. Mas o que torna este filme um exemplo de Cinema em seu máximo, mesmo sendo extremamente brega?
Pra começar, seu lado piegas e clichê é abraçado sem ressalvas. O filme de fato acredita no amor incondicional entre dois jovens que se conheceram no navio, ...
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O segundo longa ficcional de Júlia Murat (“Histórias que Só Existem Quando Lembradas”) é uma espécie de introspecção do artista, visto sob os olhares do público. Poderíamos esperar desse filme alguma história envolvendo o processo de criação, os devaneios e os esforços de seus criadores, ou até mesmo algo sobre a composição da personalidade das pessoas que fazem o pós-moderno existir. Porém, o projeto se boicota logo no ...
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Hoje em dia até os títulos dos filmes encomendados pela Netflix são ruins. E nesse caso não há erro: esse filme é muito ruim. Não ruim de trash (para se divertir), nem ruim de estilo (para ficar com ódio). Ruim de você não sentir nada, mesmo.
Talvez não seja exclusivamente deles. Ultimamente os filmes de sci-fi enlatados (Série Alien, Vida) estão em franco declínio de ideias. Toda uma vasta literatura do gênero e porções ...
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Darren Aronofsky é um diretor obcecado com perfeccionismo, gnosticismo, auto-superação e talento. E ele leva isso sério demais em “Mãe!”. Tão sério que a dupla-camada (ao menos) no filme é bem escondida, mas vai parecer óbvia depois que você termina. E de uma forma ou de outra, o filme irá revelar mais sobre o espectador do que sobre as opiniões de seu criador. Trocadilho intencional e hermético. Já escrevi o texto sobre o filme ...
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A Gente é um filme de pouca repercussão feito em 2013 pelo diretor/roteirista Aly Muritiba (do ótimo Para Minha Amada Morta) quando ele ainda não era tão famoso. Agora que ele é famosinho as distribuidoras pensaram em lançar em alguns cinemas do país. Sabe como é: Brasil. Com tons de documentário caseiro, Muritiba volta à sua antiga vida de agente penitenciário por sete anos e faz uma imersão de quase dois anos para ganhar a ...
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Scarlett Johansson possui uma beleza natural que encanta tanto pela beleza quanto pelo natural. E nem ela parece conseguir trazer algo de novo ao remake ocidental live-action de um dos trabalhos filosoficamente mais ambiciosos dos últimos tempos. E se nem ela consegue, não serão efeitos digitais nem diálogos em inglês que o farão.
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