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Direita x Esquerda? Opressores x Oprimidos? Predadores x Presas? A imbecilidade dos liberais americanos apenas compete com sua genialidade nesse novo filme da Disney, que explora um tema político em um filme para crianças que possui 2 ou 3 piadas bem pontuais, mas que no fundo é muito mais para adolescentes e com conteúdo adulto.
Woody Allen é um contador de histórias mediano, pois ele consegue utilizar (ou manipular) os personagens dos seus filmes (que dirige e escreve) ao seu bel prazer. Seu objetivo não é criar uma trama muito complexa, mas apenas discutir os temas recorrentes de sua cinegrafia mais recente. Dito isto, o que pode talvez elucidar porque há muitas pessoas que não gostam dos seus filmes, por outro lado essa ambição de sempre explorar ao máximo as ...
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O clássico problema da ótima direção não salvar um roteiro ruim. E, neste caso, o roteiro consegue construir a história mais fraca desde que "X-Men: O Filme" (do mesmo Bryan Singer, em 2000) deu à luz à série.
Tão diferente que perde o foco. Porém, é um "indie" no conceito básico dessa nova categorização: muitas das coisas que vemos em Palavrões dificilmente estaria em uma produção hollywoodiana.
Bonitinho, britânico, meh. Emilia Clarke com certeza já esteve melhor. Uma das protagonistas da série Game of Thrones e a Sarah Connor do último Exterminador do Futuro, o uso sintomático de suas sobrancelhas fornece simpatia nessa comédia romântica que lida com um interesse amoroso tetraplégico.
Este terror faz jus a produções clássicas como O Exorcista (Friedkin, 1973), inovadoras como A Bluxa de Blair (Myrick, Sánchez, 1999) e instigantes como A Vila (Shyamalan, 2004), sem apelar inteiramente para nenhum desses três formatos. Conta uma lenda/conto antigo inglês e leva ao pé da letra muitas passagens, embora em todas elas haja a tal licença poética e o ponto de vista dos seus personagens, permitindo um verdadeiro jogo de ...
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Abracadabra! Surge um péssimo filme. Embalado naquele formato de reviravoltas, este filme não contém nenhuma, pois ele nunca nos faz crer em X para depois revelar Y. Todas suas "bombásticas" revelações são simplesmente isso: revelações. Geralmente algo novo que não tinha qualquer relação com o que foi mostrado até agora, e se tem alguma, é jogada no ar como uma carta qualquer.
Uma ode aos ripongas? Nem tanto. Vida Selvagem caminha lado a lado com um outro filme _indie_ mais lúdico: The Real St. Nick (que estava disponível no MUBI em 2012 e tive o prazer de assistir). A abordagem de câmera na mão e cenários simples faz todo o sentido aqui. A história gira em torno de viver uma vida fora das normas consumistas da sociedade. Ou melhor ainda: fora das leis que remetem à estupidez e ignorância no trato com seres humanos.
Mas é óbvio que é sobre racismo. Mas não é aquele racismo simplinho, com lição de moral e tudo. É um racismo bem parrudo, que discute não a visão socialista da coisa, partindo da coletividade. Até porque à essa altura do campeonato nós já sabemos que a coletividade sempre será ignorante quando se comporta como massa (e até por isso uma visão socialista seria também ignorante, por tabela). Não. Este é um filme que fala do ...
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Um filme leve e encantador. E isso porque seu núcleo é o julgamento do assassinato de um bebê pelo seu pai. Porém, nem de longe esse é o assunto principal. O que o filme quer discutir, e o faz com propriedade, é esse palco que se monta em torno de réu e testemunhas -- a platéia -- para a criação de uma pela interpretada por atores de improviso -- o júri -- dirigidos pelo protagonista supremo desta farsa -- o juiz.
Esse não é um filme do Capitão América. Mas acho que todos vocês já estão acostumados com esses títulos bizarros e tão insignificantes quanto a história que é apresentada. Desde seu filme solo, o personagem interpretado por Chris Evans quase nunca consegue manter as rédeas de um protagonista. Quando está com os Vingadores, então, particularmente com o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), essa suposta "protagonisse" some ...
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A deturpada, mas heroica, Alice da Disney. Nem podemos compará-la com o desenho icônico dos anos 50, onde a mocinha era bem próxima de sua irmã literária dos livros de Lewis Carrol. Aqui e em seu predecessor caça-níqueis em 3D do diretor dark Tim Burton, Alice é essa feminista tímida que ganha bilheteria aos poucos no cinema hollywoodiano. Passados seis anos desde a primeira produção, já vemos rapidamente o que mudou no panorama ...
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Jim Carrey possuía uma energia invejável. O seu timing cômico e sua atuação de exageros é responsável por praticamente todo Ace Ventura, o filme. Note como ele caminha na ponta dos pés de fininho e mastiga sementes de maneira completamente idiota, acumulando as cascas na mesa de sua cliente. Quando oferecido um cinzeiro, responde: "obrigado, eu não fumo; este é um ato nojento".
Ricky Gervais arrisca pouco, mas ganha. Special Correspondents tem a cara e o gosto do diretor/roteirista em suas inúmeras comédias (The Office, Derek, Life is Too Short), mas por se tratar de um longa-metragem, evita a batidíssima câmera na mão e tenta criar uma ficção de fato.
Sim, é um filme socialista. Como poderia ser diferente, em meio a uma crise europeia, e no seu núcleo, a odiosa França, cheia de ódio pelas liberdades individuais? A França é um exemplo a ser seguido por todos os Estados: controla cada pedaço da vida de seus habitantes, e quando tudo dá errado, culpa o capitalismo.
Este é provavelmente um projeto de longa data da diretora Mary Agnes Donoghue, que não dirige desde 1991. Ele fala de um relacionamento gay entre duas moças como se estivéssemos ainda em 1991. E se formos analisar que a protagonista é ninguém menos que a "comédia romântica" girl Katherine Heigl, ancorada por um elenco de peso no piloto automático, talvez faça até sentido a história disfarçada de ousada, mas que no fundo carrega um ...
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Uma animação imortal e irretocável. Meu Amigo Totoro é um dos primeiros filmes dos Estúdios Ghibli, de Hayao Miyazaki, e foi feito no auge dos anos 80. Ele apresenta uma história simples e ao mesmo tempo fascinante, sobre duas meninas que se mudam para um vilarejo no interior com o pai e a mãe, internada em um hospital. A região é conhecida pelas plantações de arroz, e pela imponente floresta. Totoro e seus amigos, espíritos ...
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Sou um anarquista, e deveria me sentir representado. Nem tanto. A despeito disso ser impossível para uma pessoa que não acredita nessas besteiras de democracia, em Os Anarquistas, o que interessa mais é manter um romance entre o protagonista e a bela moça de "Azul é a Cor Mais Quente", e o fato deles serem anarquistas é apenas um acidente contemporâneo (é um grupo que está ficando na moda, com tantas discussões políticas no mundo). O ...
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Equilibrium é um filme que parece sofrer do próprio efeito afetado de seus personagens, pertencentes a uma espécie de paródia de "1984" a respeito de um futuro distópico onde é proibido sentir. Se o sentir para os personagens é algo natural, transformar isso em linguagem cinematográfica é um desafio que o diretor/roteirista Kurt Wimmer topa conduzir, gerando no processo resultados mistos.
Não é fácil lidar com a própria ignorância. Viciados em ciência e suas explicações muito boas para o nosso mundo, além do fato de nosso código genético conter uma necessidade incontrolável de extrair sentido para tudo, e portanto anseia por explicações a todo momento que não deixe margens para dúvida, muitas vezes nos esquecemos que na realidade há muito nela que é nossa interpretação. Podemos ter uma boa ideia do que ela ...
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Justiça seja feita: Matrix Reloaded é um esforço monumental dos irmãos (ou irmãs) Wachowski e o produtor Joel Silver em expandir e comentar o universo criado em seu antecessor, "Matrix". O filme e o roteiro tentam instigar a todo momento o espectador a pensar fora da caixa. Usa metáforas com o mundo dos computadores e argumenta tanto de maneira mística quanto filosófica. Exibe momentos cinematográficos exuberantes, muitas vezes apenas ...
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Esse talvez seja um dos mais decepcionantes filmes com Ricardo Darín, mas não deixa de ser interessante em alguns momentos, como quando discute a diferença entre ser tratado como um ser humano ordinário e um ser humano moribundo.
Não, esse não é o "original". Aliás, o conceito de originalidade, ou individualidade, é justamente o que é atacado em Ghost in the Shell, uma animação japonesa que precede em muito toda a discussão filosófica gerada pelo filme Matrix, dos irmãos Wachoski, e que marca a predominância do tema em Hollywood.
Eis um dos primeiros filmes de um "isentão". Pelo menos um dos primeiros feito depois que o termo foi cunhado. Um argentino judeu leva 15 anos para editar o documentário de suas memórias gravadas da viagem que fez para a terra prometida quando mais jovem. Talvez tentando achar o equilíbrio perfeito de opiniões a respeito do conflito palestino, acaba se transformando em uma ode à covardia.
Os Dez Mandamentos da TV Itália. Para quem não sabe, a novela do Edir Macedo virou um filme de duas horas que passou nos cinemas e que cobrava dos fiéis uns 50 reais por entrada (um dos porteiros aqui do prédio que confirmou). Esse Maravilhoso Boccaccio fala sobre alguns contos do autor italiano do século 14, e estrutura sua narrativa em torno dessas novelinhas que parecem aqueles textos de literatura juvenil que lemos quando estamos no ...
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Você irá rir pelos motivos errados. Este é um filme que apresenta a realidade de um escritor de Hollywood quando ele decide escrever um roteiro com sete psicopatas e zero violência. Não há a menor surpresa que ele não irá conseguir.
Esse filme é uma bagunça de dois gêneros. Ele começa como uma comédia romântica um tanto dramatizada a respeito de como o tempo -- e filhos, e rotina, e a velhice -- desgasta um relacionamento. Há piadas com certeza inspiradas na vida real de alguns dos participantes na criação do filme, pois ele se alimenta do lugar-comum e consegue trazer simpatia para esse lado.
Como seria o original se ele não tivesse graça. Não seria uma novidade se a sequência de Todd Phillips repetisse a fórmula exata da ótima comédia que é o filme original, que é o que este Parte II faz do início ao fim. A novidade é que, mesmo juntando o elenco original, o curioso é que quase nada funciona, quase nada é engraçado e muito pouco é imprevisível.
Eis uma comédia que aproveita clichês consagrados não para discuti-los, mas usá-los como ferramenta narrativa e atingir o cerne de uma questão: em que momento viver com pessoas se torna um empecilho para viver?
Esse é um filme que começa de um jeito, mas acaba terminando de um outro completamente diferente, mas com seu "objetivo" concluído. A primeira fala do filme é de um professor de matemática, que faz algumas elucubrações sobre possibilidades históricas no melhor sentido de "e se". Termina dizendo que, uma coisa pelo menos é certa: dois e dois sempre serão quatro.
Uma romance para ser realista ele tem que ser um drama. E para ser um drama ele tem que levar em conta a personalidade de seus personagens e levar isso até as últimas consequências. As últimas consequências para o herói de "The Spectactular Now" são trágicas, mas são reais. O que vimos de fato no final do filme é uma traição aos princípios desse personagem (que nunca mudaram) e, consequentemente, uma traição ao espectador que ...
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Esse é um filme de ação com ideias, o que é uma excelente notícia. Acostumado a explosões descerebradas, o gênero já foi muito judiado. Esse trabalho ambiciona usar sua premissa de ficção-científica para discutir política e filosofia, levantando questões interessantíssimas, como personalidade, a essência do indivíduo, e, de quebra, a natureza e a função inerentemente violenta do estado.
Star Wars, se Star Wars fosse filme de guerra. Mas não é. Starship Troopers é sobre as tropas de um mundo futurístico, é sobre a curva de responsabilidade dos jovens, é sobre a violência gore disponível aos montes, graças ao diretor Paul Verhoeven ("Robocop O Policial do Futuro"), e, por último, mas não menos importante, sobre a insanidade da guerra, e como ela se repete indefinidamente, de ambos os lados. Mesmo que o outro lado sejam ...
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Um terror mais sobre ideias, embora recheado de violência. Utilizando uma premissa simples e um desenvolvimento econômico, Martyrs não precisa contar muito sobre seus personagens, embora se tornaria muito mais palatável do que a velha aposta no sofrimento genérico em seres humanos que acabamos de conhecer e não sabemos nada sobre eles.
Um musical brasileiro que pega leve sobre a morte. Mas será que realmente este é um filme sobre a morte? Ou será sobre a vida e seus mistérios vistos por um caipira sensível? Se for, temos uma boa ideia no filme de como ele seria de fosse ótimo. Infelizmente, sabotado pelo roteiro água-com-açúcar e manipulativo, o que podemos elogiar são seus números musicais, cujos efeitos de som estão tão bons e naturais que quase não parecem ...
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Uma experiência lúdica que infelizmente se entrega ao televisivo. Pee-wee Herman já é um personagem conhecido, um misto cômico de Bob Esponja e Mr. Bean que não consegue desempenhar bem nenhuma dessas personas (e se pudesse, seria uma simples cópia) e o resultado é muitas vezes o inverso, tal qual aquele palhaço que vimos na infância e nos apavorou por noites seguidas em nossos piores pesadelos.