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Este filme é uma oportunidade perfeita para demonstrar a irrelevância intelectual do espiritismo. Amada por tudo e por todos, seus amigos falam mais de uma vez a facilidade com que a aclamada autora Hilda Hilst transitava e conversava com pessoas e obras das mais humildes às mais eruditas. Explorando a amizade com físicos teóricos e bebendo de filósofos metafísicos como Kierkegaard, fica fácil entender porque a totalidade dos seus amigos lembram uma elite brasileira no formato classe média “esclarecida”, intelectualizada, que come macarrão e bebe vinho até dormir, e vai nos seus sonhos ter seus delírios de poder. Enquanto isso, não vejo em nenhum deles a figura do humilde, do simples, deixando claro que a autora, embora transitadas por inúmeros níveis de esclarecimento, nunca criou nenhum laço mais duradouro do que o tempo para criar mais uma bela história sobre a lenda do bom humilde.