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O último pedido em vida de uma pessoa, algo que para quem escuta ou lê, pode se tornar uma responsabilidade e cabe a ela (ou elas), realizar ou não. E se fosse seu amigo, seu irmão quem efetuou este último desejo? Eu o faria, sem dúvidas! Perder alguém querido já não é fácil, imagina deixar alguma vontade pendente do mesmo? Será que ele iria se mexer sem parar no caixão? Será que ele iria em paz? Será que ele iria puxar meu pé toda a noite? Será? Ou, simplesmente não iria acontecer nada! Mas eu o faria para ficar em paz comigo e me satisfazer em poder realizar tal sonho. Aqui, não só uma como três pessoas resolvem fazer isso, sendo uma delas irmão do falecido. O diretor Juan Taratuto nos conta tal história de uma maneira levemente confusa (pois altera entre passado e presente) e mostra superficialmente a máfia que existe no futebol argentino , mas que chega em um resultado satisfatório, do qual os amigos realmente fazem de tudo para satisfazer seu ente querido, mesmo entre dramas pessoais, conflitos de interesse entre os mesmos e dificuldades no processo. Uma trama bela, não pelo enredo, mas pela ideia. Acho que os atores atuam bem e que só não foi destaque pelo roteiro ou pela direção. O tema envolvendo o futebol não é um chamativo de fato para os amantes de tal esporte, mas fundamental para o desenvolver da história. E o legal, pelo menos eu achei, é que o título é explicado em uma das cenas. Uma comédia dramática bonita de se assistir que me deixou uma mensagem para refletir: mesmo que não exista esta última demanda, então que as demais sejam realizadas em vida...