Lúcio T.
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O Grande Hotel Budapeste
O Grande Hotel Budapeste
5,0
Enviada em 14 de junho de 2016
Como surge uma irmandade aos seus olhos? Apenas pelo ventre de uma mesma mãe? Lógico que não! Ela nasce com uma amizade entre mulheres e da qual seus filhos são apresentados, surge entre vizinhos e acontece até mesmo quando se está sentado em um corredor da faculdade, sem conhecer ninguém e até então um estranho, senta ao seu lado. E por que não entre um chefe e seu subordinado? Não se negue a um dos maiores prazeres da vida: ter uma bela e eterna amizade. E nesta obra-prima dirigida e escrita por Wes Anderson, cuidadosamente temos tal relacionamento. Com um enorme e espetacular elenco, que estão impecáveis a cada personagem que lhes foi dado, temos quatro histórias em uma, retratando dois personagens interligados em cronologias diferentes, tudo fluindo normalmente, com coerência e detalhes para diferenciar cada momento. Em um deles, é simplesmente mágico, colorido, vivo, chamativo, curioso e divertido como todo conto deve ser. Sim, um conto! Começamos por uma moça ler um livro contendo memórias de um autor que começa por dizer que escritores não inventam histórias, mas reproduzem o que vêem e o que escutam, e assim, relata o encontro com certa pessoa ilustre e interessante e como tal pessoa conta seu passado. Anderson (o diretor/roteirista) não pudera ter melhor ideia! Pelo ano em que se passa a trama e por ser uma narrativa de terceiros , todos os acontecimentos são cabíveis e até o maior do pecados é perdoado (todos apenas falarem inglês não estando em um país que esta seja a língua nativa). Um filme leve e gostoso de se assistir, com uma trilha sonora deveras perfeita, que me arrancou lágrimas de tamanha e simples beleza! Uma película com suas peculiaridades de seu criador, que encanta, que renova o sentimento de amor por está sétima arte, que pelo bom Senhor, está por toda parte! O ator Ralph Fiennes (que interpreta o concierge Gustave) merecia o Oscar e, seu entrosamento com o novato Tony Revolori (que interpreta Zero em sua juventude) está impecável, merecendo igualmente um prêmio! E é incrível como reparamos em algo após dada certa importância, estava sempre ali, mas passava se despercebido por tamanha ignorância ou por perdido...