Marcel C
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The Dirt: Confissões do Mötley Crüe
The Dirt: Confissões do Mötley Crüe
5,0
Enviada em 27 de março de 2019
Cinema e música são duas das minhas grandes paixões. Felizmente tive o prazer de trabalhar por um tempo com a sétima arte, embora hoje o meu trabalho e lazer seja no mercado musical.

Mesmo não sendo um crítico com um background extenso para avaliar uma filme de maneira profunda, nos mais diversos aspectos técnicos, eu posso me sustentar no meu conhecimento musical, principalmente no que diz respeito a cinebiografias de bandas que amo, cresci ouvindo, descobrindo, pesquisando e conhecendo.

"The Dirt" é certamente uma das melhores biografias já feitas até o momento. Ao meu ver só não supera "Ray" e "Johnny e June". Mas se tratando de rock n' roll, nada do que foi feito até aqui foi tão honesto (embora exagerado e despretensioso).

"Bohemian Rhapsody" foi um sucesso de bilheteria, mas nos entregou uma história higienizada. Já "The Dirt" surpreende, embora algumas horinhas não sejam o suficiente para nos mostrar 30 anos de banda, pelo menos temos uma ideia do que foi o Mötley Crüe, o lado bom, e o lado podre.

A narrativa é dinâmica, o filme não se torna cansativo nunca, ele diverte, enoja, comove, é até capaz de nos fazer chorar. A direção é bem consistente, as quebras da quarta parede são pontuais, e o filme faz questão de dividir o real da ficção.

E talvez o maior acerto do longa, foi transforma-lo em um filme da banda, onde cada um dos integrantes tem a sua importância. Os atores estão demais nos papéis, eles realmente parecem a banda e agem como tal. Mas o destaque especial vai pro rapper Machine Gun Kelly, que incorporou o baterista Tommy Lee de maneira sublime.

Se você não conhece a banda, vale a pena ver o filme e conhecer o trabalho dessa bandaça. Se você detesta Mötley Crüe, não se acanhe, tenho certeza que você ira se divertir. Agora se você é fã, se prepare para ver e rever esse filmaço. Porque eu já vi cinco vezes, em três dias.