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Ótimo. O diretor Paul Schrader reúne o versátil e talentoso Willem Dafoe com Nicolas Cage (muito bem, em seu único personagem da vida), e nos apresenta um divertidíssimo filme, q lembra o cinema cult de Guy Ritchie ("Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes" e "Snatch - Porcos e diamantes"). Drogas, humor ácido, roteiro despretensioso, ênfase nas atuações e na refinada estética de um thriller delicioso.
Brilhante atuação da melhor atriz do mundo, Isabelle Huppert ("A Professora de Piano"). História simples, realizada com bastante competência. Um encontro com um colega de trabalho mais jovem quebra a "estabilidade" melancólica de uma ex-cantora. Atuações excelentes, articulação drama-comédia feita com fino trato. Vez por outra o diretor resvala em alguma pieguice, mas nada q comprometa o resultado.
Surpreendente. É bastante raro q o cinema de suspense possa abordar com extrema categoria questões emocionais profundas, numa proposta onde o medo tende a ser o protagonista exclusivo ("Deixe Ela Entrar" é outra ótima exceção). Diversas situações delicadas do tenso período da adolescência de um grupo de garotos é condensada num dia de Halloween. Bullying, afeto, paixão, insegurança, autoafirmação, amizade, vazio emocional. Cinema de primeira.
O melhor dos q assisti no Festival do Rio 2016. Rara comédia simples e inteligente, com risos do início ao fim. Um cômico pai percebe q a distância emocional de sua filha - q mora em Budapeste - atingiu níveis excessivos, ao vê-la o tempo todo no celular, durante uma visita dela à família. Ele decide então visitá-la, e invadir com humor seu cotidiano de executiva. Com o tempo, o vazio das amizades e trepadas de sua vida ficam evidentes, ...
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Bom. História simples, boas atuações, tensão suave. Crível, mas sem surpresas. Darín está bem, como sempre, mas nada especial.
Bom. Uma alemã de uns cinquenta e tantos anos anos vive reclusa num ponto tranquilo da famosa ilha de Ibiza, quando um novo vizinho de menos de 30 se aproxima de modo bastante delicado. As questões de idade e as memórias da 2a Guerra são apresentadas de forma simples e interessante.
Bom. Obviamente não se aproxima da qualidade do primeiro, obra-prima máxima do cinema de horror. De acertos, o clima e a história. Quanto às falhas, o pouco tempo pro espectador criar identificações com os personagens, e um apelo excessivo ao barulho para provocar tensão e medo.
Ótimo. Pra quem gosta do gênero, James Wan é o melhor diretor da atualidade. Seu toque garante sustos e entretenimento de qualidade a todas as histórias q pega.
Muito bom, especialmente pelo conteúdo - a história de 50 meninos negros levados a uma fazenda de latifundiários nazistas no Brasil para trabalhos forçados, contada por 2 sobreviventes, já idosos. Baseado na tese de doutorado de um historiador, o filme só perde no aspecto subjetivo dos protagonistas, preterido pela direção do documentário.
Ótimo. Excelente direção e fotografia. Personagens interessantes, boas atuações. A discussão dos direitos femininos no Irã remete ao israelense "O Julgamento de Viviane Amsalem".
Ótimo. Excelentes atuações e construção de personagens. História forte sobre um convento invadido por estupradores, e a repercussão devastadora, a partir da gravidez de várias freiras. Culpa, desespero, perda da fé, e a detenção do poder de qualquer decisão na mão de uma atormentada madre superiora.
Excelente. O melhor Woody Allen desde "Meia-Noite em Paris". História interessante, várias frases com a inconfundível marca do diretor ("Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta.").
Muito bom. O brilhante diretor da obra-prima "O Som ao Redor" mostra seu valor novamente, posicionando sua câmera de forma descentralizante, ratificando sua assinatura. No entanto, não consegue chegar perto de seu outro filme, pois quase todas as atuações são marcadas por uma certa artificialidade, q nos faz não esquecer q são atores, algo básico em cinema. As exceções são o salva-vidas e o jornalista, muito bem em seus papeis. Ainda ...
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Muito bom, especialmente pelo conteúdo - a história de 50 meninos negros levados a uma fazenda de latifundiários nazistas no Brasil para trabalhos forçados, contada por 2 sobreviventes, já idosos. Baseado na tese de doutorado de um historiador, o filme só perde no aspecto subjetivo dos protagonistas, preterido pela direção do documentário.
Bom. Ótimas atuações, ambientação interessante. A arrogância da protagonista lembra a última cena de "Dogville".
Muito bom. Filme realista e poético, trazendo múltiplas vivências do cotidiano indígena, não se restringindo à violência dos colonizadores. Conflitos entre grupos, solitude, medicina natural..., tudo apresentado de forma cuidadosa, delicada.
Excelente. Sutil, afetivo, não piegas. Um homem de 40 anos vive de forma simbiótica com sua mãe. Solitário, tem apenas um amigo, com quem simula jogos de guerra com bonecos; fora isto, tem seu trabalho como carregador de malas no aeroporto. A chegada de um amante de sua mãe e a nova amizade com uma garotinha vizinha do prédio operam novos arranjos emocionais. Belo, singelo. Ótima atuação do protagonista.
Outra obra-prima de Paolo Sorrentino. Soa como uma espécie de extensão de "A Grande Beleza" (Oscar de Filme Estrangeiro, brilhante). Mais uma vez, o diretor abusa de sua extraordinária capacidade artística, compondo incrivelmente fotografia, elenco, conteúdo, discursividade suavemente fragmentada e ironia fina constante. Estilo magistral. Uma aula de cinema.
O brilhante diretor Atom Egoyan (da obra-prima "Ararat", inexplicavelmente pouco assistida) traz aqui um filme envolvente, sutil, q ganha corpo bem aos poucos, sustentado pela excelente atuação de Christopher Plummer. Decadência física e vingança dão o ótimo contorno à misteriosa trama, com final de extrema qualidade.
Surpreendente. Para quem gosta de terror, vale a pena. O roteiro aparentava ser um tanto tosco, porém algumas reviravoltas garantem a boa diversão.
Muito bom. Como sempre, Ricardo Darín ("O Filho da Noiva") e Javier Cámara ("Fale com Ela") estão excelentes e conduzem o filme. Afetos, vínculos profundos, câncer, eutanásia - todos os temas são abordados de maneira interessante e cuidadosa. Não fosse um tom um tanto novelesco, seria maravilhoso.
Interessante pela bela história da psiquiatra junguiana Nise da Silveira. Os atores q interpretam os pacientes, excelentes, sustentam o filme. Ao contrário de Glória Pires, fraca, e dos atores q fizeram os médicos, péssimos (destaque para Zecarlos Machado, um dos piores atores da atualidade, sofrível)
Lindo. 3 histórias tocantes - sem o mínimo exagero melodramático ou piegas - sobre o encontro de personagens solitários. Com suaves traços tragicômicos do brilhante "Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência", este excelente filme usa uma atípica dramaturgia "bege". De brinde, Isabelle Huppert, a melhor atriz do mundo, e Michael Pitt, um excelente ator, subvalorizado.
Obra-prima. Impressionante Alceu Valença estrear no cinema - na direção, roteiro e atuação coadjuvante - com tal pujança. Belíssimo filme, com uma multiplicidade de detalhes feitos artisticamente - especialmente o roteiro, todo feito em forma de poema rimado. As idas e vindas no tempo, a linguagem onírica, o humor lúdico, a história do Brasil. Enfim, o filme é um grande cordel. Alceu Valença fez um dos melhores filmes brasileiros dos ...
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Excelente. Fortíssimo, inteligente e sensível. Se não fosse hollywoodiano provavelmente seria insuportável, pela força da história. Atuação incrível do menino, diferente da vencedora do Oscar, Brie Larson, apenas ok no papel. Surpreendentemente imperdível.
Maravilhoso. Um tratado brilhante sobre errância psicótica. Atuações SOBERBAS dos 2 protagonistas Maggie Smith e Alex Jennings. O filme e os atores mereceriam todos os prêmios possíveis. Direção irretocável de Nicholas Hytner. Imperdível!
Muito bom, porém desperdiçou a chance de ser brilhante. Tal e qual "Má Educação", de Almodóvar, o filme perde a potência quando migra de drama a thriller policial. A história é excelente, o diretor Carlos Vermut é bastante talentoso, e os atores estão muito bem. O outro furo do filme é o final um tanto exagerado, destoando do restante.
Bom. Posições interessantes a respeito do tempo, filosoficamente, e através de outras ciências. Codirigido pelo excelente Walter Carvalho. Vale conferir.
Ótimo! Mais uma vez, um excelente filme candidato ao Oscar de Estrangeiro - melhor do q o vencedor. Uma história simples, profunda, repleta de belas sutilezas. Os dramas intensos de um menino e seu irmão num deserto terra-de-ninguém, sem nenhum apelo sensacionalista. Sentimentos paradoxais inundam decisões por minuto q mudam a vida dos personagens.
Bom. Por considerar Wim Wenders o melhor diretor de todos os tempos, sempre espero algo próximo de uma obra-prima. A história de um escritor autocentrado após atropelar um menino, apresenta uma melancolia q não é sustentada pelos atores escolhidos por Wenders, especialmente James Franco. As exceções são a excelente e sempre depressiva Charlotte Gainsburg - a única a suportar Lars von Trier 3 vezes - e os atores q fazem seu filho.
Excelente. Retrato belíssimo sobre uma pequena e pacífica sociedade na Islândia, toda organizada em torno da criação de ovelhas. A relação entre 2 irmãos vizinhos q não se falam há 40 anos é evidenciada a partir de um concurso e de uma doença nos animais. Preciso, econômico, desfecho intenso e sem barulho. Premiado em Cannes.
Interessante, porém tinha potencial pra ser incrível.
O diretor Robert Eggers - após estudar minuciosamente a época das bruxas de Salém - acerta muito no clima, na escuridão progressiva como fotografia.
A ideia dum terror psicológico, passando a sobrenatural, é bem legal.
Mas essa passagem foi feita de forma abrupta, trazendo um pouco de risos e esvaziando um tanto o ótimo clima q o próprio diretor conseguiu construir.
Além disso, as ...
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Entretenimento hollywoodiano tecnicamente muito bem realizado. Mereceu alguns prêmios do Oscar. As cenas com Charlize Theron sem um braço são incrivelmente bem feitas. O roteiro, claro, é simplório.
Bom. Documentário sobre a bela e trágica história da vencedora do Nobel da paz por sua luta pelos direitos femininos à educação, proibidos pelo regime talibã. Apesar da força da história, o diretor não consegue transmitir emoção.
Forte, muito pesado, muito bom, pra quem tiver estômago para uma história seca, sem apelações ou descansos. As piores violências não são explícitas, aparecem no clima cotidiano.
Excelente. Como sempre, os indicados ao Oscar de filme estrangeiro têm muito mais qualidade q a grande maioria dos indicados aos prêmios "principais". História contundente, onde os silêncios são extremamente eloquentes do início ao fim. Atmosfera intensa, fotografia diferenciada.