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Depois de ter visto Miss Julie eu vou parar um pouco pra fazer minha crítica ao filme porque eu me surpreendi tanto que sinto essa necessidade.
Eu não conheço a peça original, então não posso fazer uma comparação entre ambas, mas não acho que isso levaria ninguém à lugar algum, dado que releituras, refilmagens e re-qualquer-outra-coisa-do-gênero mudam de acordo com a visão e objetivo pessoal do responsável pelo projeto.
O filme possui uma trama que muito interessa, é extremamente sugestivo, erótico e até um pouco romântico na primeira hora do filme, o desenvolvimento das personagens se dá de uma forma bem estruturada – e, contando que o filme se passa em cerca de seis cenários, tendo uma cozinha como o principal, onde vemos apenas três atores contracenando durante duas horas. – não era necessário o uso dos diálogos para se envolver com as emoções de cada um deles.
Na segunda hora o drama toma conta e perturba a sanidade de cada expectador, embora possa se tornar maçante caso ele esteja esperando um simples romance dramático do fim de século XIX.
Ao meu ver, o foco do filme está aí: psicológico. O entendimento das motivações de cada personagem e suas atitudes.
Os diálogos muito bem formados nos fazem ir além e, principalmente a partir da segunda hora de filme, há todo o cenário puxado para o drama com extremo teor psicológico, abrindo ainda mais a personalidade de cada um.
Quanto à atuação do Ferrel, além da imitação fraca de um sotaque anglo-irlandês e momentos cujas emoções lhe pareciam muito teatrais - o que eu entendo, dado ao fato do filme ser originalmente uma peça teatral - seu papel foi bastante bem feito, tanto que eu não sei até que ponto meu ódio pelo personagem termina e o pelo ator começa.
Eu, como seguidora da Chastain preciso focar na minha absoluta surpresa com sua atuação no filme – e o auge dele. Extremamente diferente de qualquer outro trabalho que ela tenha feito até então, o melhor deles, em minha opinião. Sua entrega à personagem é absurdamente notável e de caráter ridiculamente perturbador, o que me engoliu por inteira e destruiu cada pedaço da pouca sanidade que havia em mim. Talvez pelo sofrimentos em seus olhos, talvez por ser a atriz que mais admiro nos dias de hoje, talvez por me identificar com os distúrbios visíveis de Julie.
Caso você se atente aos detalhes e se permita receber a “benção” de cair de cabeça no filme, não vai segurar as lágrimas.
Eu não segurei e garanto que não fui a única naquela sala de cinema.
Eu não conheço a peça original, então não posso fazer uma comparação entre ambas, mas não acho que isso levaria ninguém à lugar algum, dado que releituras, refilmagens e re-qualquer-outra-coisa-do-gênero mudam de acordo com a visão e objetivo pessoal do responsável pelo projeto.
O filme possui uma trama que muito interessa, é extremamente sugestivo, erótico e até um pouco romântico na primeira hora do filme, o desenvolvimento das personagens se dá de uma forma bem estruturada – e, contando que o filme se passa em cerca de seis cenários, tendo uma cozinha como o principal, onde vemos apenas três atores contracenando durante duas horas. – não era necessário o uso dos diálogos para se envolver com as emoções de cada um deles.
Na segunda hora o drama toma conta e perturba a sanidade de cada expectador, embora possa se tornar maçante caso ele esteja esperando um simples romance dramático do fim de século XIX.
Ao meu ver, o foco do filme está aí: psicológico. O entendimento das motivações de cada personagem e suas atitudes.
Os diálogos muito bem formados nos fazem ir além e, principalmente a partir da segunda hora de filme, há todo o cenário puxado para o drama com extremo teor psicológico, abrindo ainda mais a personalidade de cada um.
Quanto à atuação do Ferrel, além da imitação fraca de um sotaque anglo-irlandês e momentos cujas emoções lhe pareciam muito teatrais - o que eu entendo, dado ao fato do filme ser originalmente uma peça teatral - seu papel foi bastante bem feito, tanto que eu não sei até que ponto meu ódio pelo personagem termina e o pelo ator começa.
Eu, como seguidora da Chastain preciso focar na minha absoluta surpresa com sua atuação no filme – e o auge dele. Extremamente diferente de qualquer outro trabalho que ela tenha feito até então, o melhor deles, em minha opinião. Sua entrega à personagem é absurdamente notável e de caráter ridiculamente perturbador, o que me engoliu por inteira e destruiu cada pedaço da pouca sanidade que havia em mim. Talvez pelo sofrimentos em seus olhos, talvez por ser a atriz que mais admiro nos dias de hoje, talvez por me identificar com os distúrbios visíveis de Julie.
Caso você se atente aos detalhes e se permita receber a “benção” de cair de cabeça no filme, não vai segurar as lágrimas.
Eu não segurei e garanto que não fui a única naquela sala de cinema.