Lucas Augusto Campos
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Bastardos Inglórios
Bastardos Inglórios
5,0
Enviada em 3 de abril de 2015
Tarantino está mais genial do que nunca! Bastardos Inglórios consegue ter o equilíbrio entre a sua violência e o humor ácido e irônico, sempre presentes nos filmes de Quentin Tarantino, que nos brinda com o sucesso e a originalidade de sua mais nova obra-prima.

Após não ter nos surpreendido tanto em Death Proof, Tarantino retorna com todo o fôlego neste filme, que logo pelos momentos iniciais exala uma significância bem mais clara recuso aos outros filmes do diretor, e isto é propriamente lógico: a implosiva violência. E é claro, não deixaríamos de falar de Quentin Tarantino sem mencionar o roteiro brilhante por trás de cada uma de suas grandes obras. Em Bastardos Inglórios não é diferente. A violência e o humor irônico são os dois elementos mais vibrantes e emocionantes do filme, que a cada cena, a cada situação, nos causam um choque, um sentimento breve, mas marcante, gravados peculiarmente na complexa trama que se instala entre os personagens deste drama neo-guerra. É essa a sensação de assistir a um filme de Quentin Tarantino: um "choque" visual, porém poético e livre, como todo filme dirigido por ele.

Exibido em Cannes, indicado a oito Óscars, Bastardos Inglórios é um dos melhores de Tarantino. Pode até não fazer o estilo próprio do diretor, por relacionar algumas personalidades históricas (Hitler) em suas histórias, mas o roteiro é brilhante, a direção é magnífica e o elenco, sensacional. É claro, quando se fala no elenco, é quase obrigatório destacar e mencionar as performances de: Christoph Waltz, vencedor do Óscar, Globo de Ouro, BAFTA e SAG Award de Melhor Ator Coadjuvante por seu papel como o general Hans Landa, que nos embate e nos emociona com seu característico e rude personagem, um cruel general nazista, mais conhecido como "O Caçador de Judeus". Brad Pitt, em seu personagem irreverente, violento, bem-humorado e irônico como Aldo Raine, um tenente americano judeu líder de um grupo que caça e assassina os nazistas. Melánie Laurant, que entra numa performance emblemática, porém objetiva e talentosa, que pode desprender alguns pequenos encaixes literais do foco, já que a francesa é um tanto inexperiente.

De maneira contrária como muitos pensam, Bastardos Inglórios não subtrai a guerra, e nem adiciona o requisito ficcional, mas os divide. Para evitar a linguagem matemática, pode-se afirmar: Bastardos Inglórios inversamente reutiliza os dois padrões para recriar a Segunda Guerra Mundial conforme o roteiro planeja. Como visto, nada no filme é ao acaso. Sempre aqui ou ali, instala-se um clímax genuíno e excitante, que deixa o público com um gostinho de "quero mais". Tarantino é um velho conhecido. Faz filmes por temporadas, o que nos atrai ao seu conhecido método verborrágico e universal de fazer cinema e ainda por cima exige um pouco mais de nós a cada dois ou três anos quando lança um novo filme. Bastardos Inglórios é um presentão desse mestre. Dane-se a duração duas horas e meia, e também toda a trupe alemã no elenco! Bastardos Inglórios já impressiona por sua pureza gradativa. Tudo é tão esclarecedor a partir da película. Assistir legendado? Que problema tem? Vou lá perder uma das experiências mais instintivas de toda a minha vida apenas por estes detalhes, ainda mais quando o dono da obra é Quentin Tarantino em direção e roteiro, minha gente? Alguém me mostra qual é o defeito de Bastardos Inglórios? Nenhum. O filme é danado de bom! Por isso, eu lhes asseguro: quando tiverem a oportunidade de assistir a este filme, assistam. Se já tiveram, assistam de novo. Seria impassível ou decepcionante rejeitar esta obra. É livremente essencial. Por mim, já pode ser qualificado como um dos melhores filmes já feitos na história, e isto por que ainda tem Kill Bill e Pulp Fiction antes dele. Apesar de não ser o melhor filme do diretor, para ser mais técnico e crítico, Bastardos Inglórios mantém o estilo original de Tarantino de fazer filmes com essa temática bem agressiva, mas não "clichê". Tudo o que se pode resumir do filme é uma obra-prima característica e essencial do diretor Quentin Tarantino: revoltante, vivaz, pungente, cheio de ação e sangrento, com um elenco majestoso (uh... That's a Bingo!)