Lucas Augusto Campos
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Whiplash - Em Busca da Perfeição
Whiplash - Em Busca da Perfeição
4,0
Enviada em 3 de abril de 2015
Quem diria que um filme com tantos poucos recursos poderia se tornar uma grandiosa obra (de uma forma simbolicamente impressiva, quero dizer)? Whiplash é o filme mais tentador do ano, começando pela ambição (e talento) do diretor Damien Chazelle em filmá-lo e a caracterização dos personagens, algo que desde o início provoca o interesse do público. Em Whiplash, não há tramas tão generalizadas, o foco é o personagem principal e sua jornada na perseguição do sonho de ser baterista e como "ajuda", vem um incentivo nem lá tão espontâneo assim de um rígido e imponente professor de um conservatório, que age com frieza e insensibilidade com seus alunos. Não é surpresa um filme de Sundance receber tanta aclamação este ano a ponto de receber uma indicação ao Oscar de Melhor Filme quando trata-se de Whiplash, o segundo filme de um cineasta de vinte e nove anos pródigo e que ainda pode nos mostrar bem além disso.

Na história, repete-se uma fórmula: o personagem principal extravasa os limites a ponto de chegar ao extremo de seu objetivo. No entanto, esta fórmula não prejudica a autenticidade que o filme reproduz. É de fato interessante saber que esta fórmula intenta a repetição mas não falha. O Abutre, lançado este ano, é outro filme que tratou desta técnica e foi muito bem criticado. Mas o ponto crucial desta fórmula não é vê-la como uma qualidade, mas sim utilizar a base na qual ela é usada como esta qualidade.

Whiplash não imita nenhum filme, pelo menos, segundo minha percepção. É próprio por si mesmo. Moderno e inusual, para ser verdadeiro. Mas, é claro, um auxílio muito especial empurra a história retratada no filme para algo surpreendente: as performances. Destacando, é claro, J.K. Simmons. Depois de fazer pontas em diversos filmes, finalmente Simmons conseguiu encontrar um lugar para soltar todo o talento que estava preso dentro de si. E não poderia ser melhor. Simmons atua de forma tão esplêndida que o caráter de seu personagem é liderado na ficção com uma soberania feroz no intuito de causar aos seus espectadores uma experiência pulsante diante da telona. É algo que, infelizmente, não pode ser descrito em palavras. Talvez, eu possa estar sendo bastante otimista ao fazer tais declarações em relação á Whiplash, mas posso garantir aqui ou ali que ele é basicamente o que retrato neste texto. Eu apreciei Whiplash. Não houve, por minha parte, nenhum desapontamento. Isto depende muito de opinião. Mas enfim, quem esteja procurando algo razoável sobre o filme, acredito que eu possa ter facilitado essa "concretização". Whiplash pode ter até exagerado (como eu, na resolução dele), mas sua intenção é clara: causar um impacto. E nessa intenção, posso garantir que Whiplash acertou em cheio! A eficiência dos elementos, a maturidade do roteiro, a estabilidade do elenco! Whiplash é ótimo.