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Um dos filmes que mais me chamou a atenção nos últimos dias foi o comentado e aclamadíssimo O Jogo da Imitação. Uma série de elogios, avaliações de cinco estrelas e indicações ao Oscar qualificam ao drama um tom de ostentação. E para ser bem sincero, e esclarecer tudo logo no início do post, não há como reclamar de O Jogo da Imitação, mesmo que eu ainda descorde dele em algumas partes. A obra é primordial, feita em sequências belíssimas, que nos capacitam a experiência triunfal de assistir a um dos épicos mais sensacionais do ano. De um elenco fantástico á uma direção inovadora, O Jogo da Imitação usufrui dos elementos mais requisitados para se transformar num filme digno de aplausos e reconhecimento. A capacitada história real do criptoanalista inglês Alan Turing, que durante a Segunda Guerra Mundial desenvolveu uma máquina para desvendar um enigma nazista, é incrivelmente de "tirar o fôlego".
Para facilitar a compreensão do meu apreço pelo filme, vou começar pelo elenco. Citando, é claro, Benedict Cumberbatch. What an actor, what an actor! No início, desconfiei da performance do britânico, que me deu palpites o suficiente para estranhar a acidez da atuação. Mas no final, esclarece-se o porque da aparição de Cumberbatch em cada lista de indicados na categoria de Melhor Ator Principal este ano. E nenhuma vitória (é claro, "embriagada" pelos favoritos Michael Keaton, de Birdman e Eddie Redmayne, de A Teoria de Tudo, ainda na minha lista de desejados, ambos lutando pelo Oscar este ano).
Mas, vamos dizer o que é true: 2014 é o ano das atuações. E quantos filmes, também, não é? J.K. Simmons, Michael Keaton, Eddie Redmayne, Benedict Cumberbatch, Patricia Arquette, Julianne Moore (de Para Sempre Alice, outro desejado), Amy Adams... Todos estão simplesmente formidáveis, e com certeza memoráveis. Gostei muito de ver Keira Knightley aqui, apesar da performance da atriz não ter me convencido tanto quanto ao seus anteriores destaques impiedosos em Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação. Não sei não. Desta vez, Knightley me deixou um pouco confuso, pois a achei salgada demais. Enfim, acabei considerando o papel de K.K. como a noiva temporária do criptoanalista e sua braço direito, que no final, é bem rentável. Triste por alguns atores terem sido desconsiderados ao Oscar por este filme, por tanto quase merecerem, como Matthew Goode e/ou Mark Strong.
Independente desses pequenos acasos que tanto ocasionaram minha privada rebeldia ás premiações deste ano, O Jogo da Imitação merece cada indicação que recebeu. E pensar que estava criando algumas falsas previsões do filme, e que todas elas estavam erradas. Mas acontece, aliás, nunca se sabe. O Jogo da Imitação colocou dois atores de um público menor numa película de um público (bem) maior, (não que eu esteja inferiorizando Keira e Benedict); a direção vem do norueguês Morten Tyldum, até agora desconhecido mesmo dos olhos mais atentos, em seu quarto longa, do qual por ter igualmente feito opiniões errôneas, desculpo-me; um roteirista novo numa adaptação seríssima que necessita de um olhar profano ao fazê-la (e Graham absolutamente o fez e mostrou uma lealdade enorme á película). Estes três pontos já eram bastante significativos para mim em relação ao pré-receio do fracasso, que felizmente, não foi.
Apreciei demais o estilo técnico do épico: colocando em foco a fotografia decente e surreal do espanho Óscar Faura, que infelizmente, não foi indicado á grande premiação do Oscar este ano (algo perceptivelmente irônico). À trilha sonora blindada e verossímel comandada magnificamente pelo mestre (é óbvio) Alexandre Desplat, que nos mobilizou recentemente com O Grande Hotel Budapeste.
E, ao último, mas não menos importante (e já citado): roteiro. Graham Moore liderou com coragem uma adaptação complicadíssima de Alan Turing: The Enigma, de Andrew Hodges. Mesmo tendo falhado em alguns aspectos básicos mas dispensáveis, o roteirista é um competente co-realizador desta obra de arte. Além de ganhar minha confiança, Moore também ganhou minha aposta ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. E os previno de conclusão: O Jogo da Imitação raramente deixará seu espectador insatisfeito. É tão espirituoso que por muitas vezes, me afoguei no telão, pego por uma onda de um puro realismo. Ao mesmo tempo, foi interessante avaliar através desta obra que a Segunda Guerra Mundial continua sendo um assunto tratado superiormente no cinema, e isto é uma das coisas que me deixaram feliz ao assisti-la: a competência.
O Jogo da Imitação foi indicado ao Oscar em Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Benedict Cumberbatch), Melhor Atriz Coadjuvante (Keira Knightley), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora, Melhor Edição e Melhor Direção de Arte.
Para facilitar a compreensão do meu apreço pelo filme, vou começar pelo elenco. Citando, é claro, Benedict Cumberbatch. What an actor, what an actor! No início, desconfiei da performance do britânico, que me deu palpites o suficiente para estranhar a acidez da atuação. Mas no final, esclarece-se o porque da aparição de Cumberbatch em cada lista de indicados na categoria de Melhor Ator Principal este ano. E nenhuma vitória (é claro, "embriagada" pelos favoritos Michael Keaton, de Birdman e Eddie Redmayne, de A Teoria de Tudo, ainda na minha lista de desejados, ambos lutando pelo Oscar este ano).
Mas, vamos dizer o que é true: 2014 é o ano das atuações. E quantos filmes, também, não é? J.K. Simmons, Michael Keaton, Eddie Redmayne, Benedict Cumberbatch, Patricia Arquette, Julianne Moore (de Para Sempre Alice, outro desejado), Amy Adams... Todos estão simplesmente formidáveis, e com certeza memoráveis. Gostei muito de ver Keira Knightley aqui, apesar da performance da atriz não ter me convencido tanto quanto ao seus anteriores destaques impiedosos em Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação. Não sei não. Desta vez, Knightley me deixou um pouco confuso, pois a achei salgada demais. Enfim, acabei considerando o papel de K.K. como a noiva temporária do criptoanalista e sua braço direito, que no final, é bem rentável. Triste por alguns atores terem sido desconsiderados ao Oscar por este filme, por tanto quase merecerem, como Matthew Goode e/ou Mark Strong.
Independente desses pequenos acasos que tanto ocasionaram minha privada rebeldia ás premiações deste ano, O Jogo da Imitação merece cada indicação que recebeu. E pensar que estava criando algumas falsas previsões do filme, e que todas elas estavam erradas. Mas acontece, aliás, nunca se sabe. O Jogo da Imitação colocou dois atores de um público menor numa película de um público (bem) maior, (não que eu esteja inferiorizando Keira e Benedict); a direção vem do norueguês Morten Tyldum, até agora desconhecido mesmo dos olhos mais atentos, em seu quarto longa, do qual por ter igualmente feito opiniões errôneas, desculpo-me; um roteirista novo numa adaptação seríssima que necessita de um olhar profano ao fazê-la (e Graham absolutamente o fez e mostrou uma lealdade enorme á película). Estes três pontos já eram bastante significativos para mim em relação ao pré-receio do fracasso, que felizmente, não foi.
Apreciei demais o estilo técnico do épico: colocando em foco a fotografia decente e surreal do espanho Óscar Faura, que infelizmente, não foi indicado á grande premiação do Oscar este ano (algo perceptivelmente irônico). À trilha sonora blindada e verossímel comandada magnificamente pelo mestre (é óbvio) Alexandre Desplat, que nos mobilizou recentemente com O Grande Hotel Budapeste.
E, ao último, mas não menos importante (e já citado): roteiro. Graham Moore liderou com coragem uma adaptação complicadíssima de Alan Turing: The Enigma, de Andrew Hodges. Mesmo tendo falhado em alguns aspectos básicos mas dispensáveis, o roteirista é um competente co-realizador desta obra de arte. Além de ganhar minha confiança, Moore também ganhou minha aposta ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. E os previno de conclusão: O Jogo da Imitação raramente deixará seu espectador insatisfeito. É tão espirituoso que por muitas vezes, me afoguei no telão, pego por uma onda de um puro realismo. Ao mesmo tempo, foi interessante avaliar através desta obra que a Segunda Guerra Mundial continua sendo um assunto tratado superiormente no cinema, e isto é uma das coisas que me deixaram feliz ao assisti-la: a competência.
O Jogo da Imitação foi indicado ao Oscar em Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Benedict Cumberbatch), Melhor Atriz Coadjuvante (Keira Knightley), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora, Melhor Edição e Melhor Direção de Arte.