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Sean Penn é um bom ator além de ser uma pessoa que parece querer ajudar realmente o mundo através de um empenho filantropo. Por isso ele deve, ao ler "The Prone Gunmam", ter visto no livro a possibilidade de falar sobre um tema que se encaixa com sua vida. Ele iria realizar um filme com um conteúdo sério e que iria prender as pessoas na cadeira do cinema a fim de se entreter com qualidade. Infelizmente o resultado foi um filme cheio de clichês de gênero, com um roteiro fraco e atuações que não honram os atores que realizaram e o que acaba restando é a denúncia sobre as empresas disfarçadas de filantropia, mas que na verdade são lobos em pele de cordeiro.
Jim Terrier (Sean Penn) é um homem que está no Congo para realizar a segurança de uma empresa. Ele vive com Annie (Jasmine Trinca), uma médica que se dedica a uma ONG. Após uma missão Terrier tem que partir e acaba deixando para trás Annie. Os anos se passam e ele retorna ao Congo, porém quando um grupo de pessoas chegam na aldeia em que ele trabalha querendo o matar ele passa a investigar o porquê dessa ação.
Com um roteiro adaptado por Pete Travis e Sean Penn do livro “The Prone Gunmam” de Jean-Patrick Manchette o filme permeia cenas fáceis de se prever, as ações dos personagens idem e não há cenas que envolvam o espectador a ponto de prendê-lo na cadeira. Começa-se sem entender direito o que o personagem de Penn realmente faz. Começando o filme dessa maneira gera-se um afastamento do protagonista, pois chega-se um ponto que não nos envolvemos tanto com o personagem. No decorrer da projeção a história é somente superficialmente clara.
O filme em seu discurso quer falar de filantropia e das empresas que se dizem filantropas, mas na verdade é a ganância que dita qualquer diretriz. Nesse último ponto o filme até que consegue passar algo. As imagens no começo com a narração deixaria qualquer espectador pensativo sobre os acontecimentos no Congo. Porém a parte filantropa de Terrier é um aspecto da narrativa que não se encaixa no todo. O fato dele portar armas para controlar algo faz com que ele se iguale a todas as outras que também usam. Isso, somado ao início do filme, nos faz pensar que o protagonista faz parte daqueles que ajudam a trazer miséria e destruição ao país. Então com o seguimento, a ação tomada pelo protagonista é de uma irracionalidade extrema.
O roteiro deixa tanto a desejar que a Interpol é algo nulo no filme. Parece que o roteiro a colocou para preencher alguma lacuna, para que nos interroguemos se não há ninguém investigando os acontecimentos e lembrarmos que ela está ali fora de quadro. Então sua interferência na narrativa é quase nula e só entra mesmo para fazer número e ajudar o filme terminar. Totalmente forçado. Por fim, mais uma vez, não se sabe quando é a hora de acabar o filme e, eu diria, o efeito Hollywood prevalece sobre qualquer vontade que os roteiristas/diretor possam ter sobre o final do filme.
Aliás o diretor Pierre Morel conduz filme em um piloto automático e filma de maneira excessiva nosso protagonista de maneira a mostrar características físicas. Até o figurino tem momentos que são compostos para mostrar Sean Penn como Sylvester Stallone em um filme da série Rambo. Enquanto outros personagens usam os coletes a prova de bala com camisas, nosso protagonista não. É uma pena essa maneira de filmar para mostrar físicos de maneira forçada. Um momento ou outro tudo bem, mais chega a ser excessivo. Isso somado ao roteiro só me faz pensar que esse filme é mais um enlatado da indústria Hollywoodiana.
E se o diretor não ajuda os atores também. Sean Penn que é um bom ator parece que se esqueceu de como atuar e seu par, Jasmine Trinca, executa sua expressão facial de maneira nada emocional e sim forçada. O que resta é um Javier Barden que se esforça e consegue executar seu personagem de maneira ao menos correta. Idris Elba em uma ponta não faz mais nada do que apenas aparecer nas filmagens.
O Franco Atirador é um filme que queria ter uma boa intenção, mas que se contradiz em falar de filantropia com um protagonista que de filantropo não tem praticamente nada (sem contar que seu cérebro parece estar em músculos). O pior é que o diretor acha isso também e nos entrega uma massa corpórea em vez de um filme. Infelizmente, lembrando o termo que Renato Russo utilizou em uma música, o filme faz parte dos “enlatados do USA”.
Jim Terrier (Sean Penn) é um homem que está no Congo para realizar a segurança de uma empresa. Ele vive com Annie (Jasmine Trinca), uma médica que se dedica a uma ONG. Após uma missão Terrier tem que partir e acaba deixando para trás Annie. Os anos se passam e ele retorna ao Congo, porém quando um grupo de pessoas chegam na aldeia em que ele trabalha querendo o matar ele passa a investigar o porquê dessa ação.
Com um roteiro adaptado por Pete Travis e Sean Penn do livro “The Prone Gunmam” de Jean-Patrick Manchette o filme permeia cenas fáceis de se prever, as ações dos personagens idem e não há cenas que envolvam o espectador a ponto de prendê-lo na cadeira. Começa-se sem entender direito o que o personagem de Penn realmente faz. Começando o filme dessa maneira gera-se um afastamento do protagonista, pois chega-se um ponto que não nos envolvemos tanto com o personagem. No decorrer da projeção a história é somente superficialmente clara.
O filme em seu discurso quer falar de filantropia e das empresas que se dizem filantropas, mas na verdade é a ganância que dita qualquer diretriz. Nesse último ponto o filme até que consegue passar algo. As imagens no começo com a narração deixaria qualquer espectador pensativo sobre os acontecimentos no Congo. Porém a parte filantropa de Terrier é um aspecto da narrativa que não se encaixa no todo. O fato dele portar armas para controlar algo faz com que ele se iguale a todas as outras que também usam. Isso, somado ao início do filme, nos faz pensar que o protagonista faz parte daqueles que ajudam a trazer miséria e destruição ao país. Então com o seguimento, a ação tomada pelo protagonista é de uma irracionalidade extrema.
O roteiro deixa tanto a desejar que a Interpol é algo nulo no filme. Parece que o roteiro a colocou para preencher alguma lacuna, para que nos interroguemos se não há ninguém investigando os acontecimentos e lembrarmos que ela está ali fora de quadro. Então sua interferência na narrativa é quase nula e só entra mesmo para fazer número e ajudar o filme terminar. Totalmente forçado. Por fim, mais uma vez, não se sabe quando é a hora de acabar o filme e, eu diria, o efeito Hollywood prevalece sobre qualquer vontade que os roteiristas/diretor possam ter sobre o final do filme.
Aliás o diretor Pierre Morel conduz filme em um piloto automático e filma de maneira excessiva nosso protagonista de maneira a mostrar características físicas. Até o figurino tem momentos que são compostos para mostrar Sean Penn como Sylvester Stallone em um filme da série Rambo. Enquanto outros personagens usam os coletes a prova de bala com camisas, nosso protagonista não. É uma pena essa maneira de filmar para mostrar físicos de maneira forçada. Um momento ou outro tudo bem, mais chega a ser excessivo. Isso somado ao roteiro só me faz pensar que esse filme é mais um enlatado da indústria Hollywoodiana.
E se o diretor não ajuda os atores também. Sean Penn que é um bom ator parece que se esqueceu de como atuar e seu par, Jasmine Trinca, executa sua expressão facial de maneira nada emocional e sim forçada. O que resta é um Javier Barden que se esforça e consegue executar seu personagem de maneira ao menos correta. Idris Elba em uma ponta não faz mais nada do que apenas aparecer nas filmagens.
O Franco Atirador é um filme que queria ter uma boa intenção, mas que se contradiz em falar de filantropia com um protagonista que de filantropo não tem praticamente nada (sem contar que seu cérebro parece estar em músculos). O pior é que o diretor acha isso também e nos entrega uma massa corpórea em vez de um filme. Infelizmente, lembrando o termo que Renato Russo utilizou em uma música, o filme faz parte dos “enlatados do USA”.