Thiago B.
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Cidadão Kane
Cidadão Kane
5,0
Enviada em 13 de setembro de 2015
Considerado o melhor filme estadunidense de todos os tempos pelo American Film Institute, "Cidadão Kane" proporciona ao espectador um magnífico contexto da história da imprensa entre as décadas de 1930 e 1940, principalmente por suas ácidas críticas aos magnatas da época e ao condicionamento sensacionalista pelo qual essas indústrias passavam durante o período.
O filme faz jus à frase de Godard: "uma história possui início, meio e fim. Mas não necessariamente nessa ordem", iniciando com a magnífica cena da morte de Charles Foster Kane (Orson Welles), passando por um breve curta-metragem sobre sua história e então combinando de uma forma soberba a montagem paralela entre o passado e o presente.
Durante o decorrer da obra, o jornalista amador Jerry Thompson sai em busca do significado da última palavra dita por Kane antes de seu falecimento - a misteriosa "Rosebud" (outra crítica ácida ao contexto da época). Conversa com personagens marcantes da vida do magnata da imprensa, como Susan Alexander Kane, Jedediah Leland, Mr. Bernstein e Walter Thatcher, transformando uma reportagem em uma trama complexa que leva o espectador a "amar a odiar" a figura de Charles Kane e a mergulhar nas histórias em flashback que contam sua ascensão e sua queda.
O filme foi um fracasso de bilheteria de estreia - tanto que foi boicotado -, mas tornou-se um sucesso de crítica. Foi indicado a onze categorias de Oscar, incluindo melhor filme, melhor diretor (Welles), melhor ator (Welles) e melhor roteiro (Welles). Sua injustiça: ter sido considerado um dos melhores filmes clássicos APENAS por seu roteiro (único prêmio conquistado, inclusive).