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Filme fundado em um controverso incidente real ocorrido na Rússia em 1959. Nove pessoas morreram nos Urais em circunstâncias muito estranhas. O roteiro é intrincado e bem aproveita os mistérios de um pretenso paradoxo temporal, com direito a gancho para o "Projeto Filadélfia" (alegado experimento americano com um navio de guerra envolvido com teletransporte, com resultados horríveis --- vale dar uma pesquisada). Há dicas durante todo o ...
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Exige atenção. O ritmo não entusiasma, mas é filme típico de quem gosta do tema em si e não de mero entretenimento para as sensações. A não linearidade do tempo como abordada no enredo, apesar de expressa, pede que o expectador acompanhe a personagem central na aparente confusão. Se todos entendemos que o passado interfere no futuro, devemos pensar que o futuro interfere no passado.
Sem inovações. Mas o filme é bem conduzido. A despeito de ser intuitivo, até mesmo os clichês funcionam por conta do clima e da atuação competente. Alguns aspectos de um pretenso fundamento "científico" ficam a cargo de dedução pelo espectador, mas nada muito difícil de alcançar. Entretém.
Filme Islandês bem conduzido. O ritmo é cadenciado mas o mistério mantém o interesse em alta. Sem grandes pretensões, o filme conta uma história forte e amarga. Envolve perda, emoções, transcendência da alma. Final com clímax de amargura. Bom. Veja.
Difícil contar e recontar as histórias que compõem o credo cristão... Considerando que em 2016 o Vaticano reconheceu Maria Madalena como Apóstola, o filme ganhou seu justo ensejo. Atores de excelente nível, numa narrativa sem apelações e pirotecnia. Um filme com o ritmo próprio de tal proposta. Bom! Veja, ciente de que não é uma obra religiosa, tampouco fria.
Filme memorável. Formidável produção, história tocante e sem pieguices, tampouco cede excessivamente ao drama. Ótimo!!! Não deixe de ver.
Não inova, tampouco tem grandes pretensões. Mas é bem conduzido e as atuações convencem. A atmosfera ortodoxa campesina da Romênia é bem explorada, com suas igrejas robustas e indumentária soturna. O cenário já estava pronto. Vale assistir.
Mais um belo filme, feito como antes. Uma trama urdida sobre um amor surgido durante a II Guerra, entre uma judia holandesa e um oficial alemão. Mas não só isso. Histórias se entrecruzam nas armadilhas do destino. Desnuda-se a extrema frieza do nazismo, a indignação dos alemães tradicionais com os rumos da violência desmedida, a difícil busca de equilibrar-se a fidelidade com a consciência. Vale assistir.
Suspense/Terror feito aos moldes antigos, sem predominância de efeitos especiais. O tema é simples mas funciona bem: o caos se instala ao estilo "final dos tempos". Mas sem hecatombes pirotécnicas, nem grandiloquência demoníaca. Bullok e Malkovitch estão bem. Não tem grandes pretensões, não chega a inovar, mas prende a atenção. Final suficientemente resolutivo mas deixando uma fresta para eventual sequência. Veja.
O sonho do estrelato e a realidade interesseira que desconstrói o glamour da sétima arte. Ilusões, vaidade extrema, egolatria, decepções. um passeio pelos anos de ouro que denuda a realidade podre do cinema em seu auge. Nada além.
Elenco de primeira para um filme que, a despeito da ótima produção, não passa da categoria "C"... História confusa em que nada se alinhava com coisa alguma. Escritor em crise criativa que se vê progressivamente em circunstâncias mais e mais bizarras. A esposa, a despeito de todo o pânico em que se envolve, simplesmente se deixa levar. O final não convence e torna tudo não mais que uma fantasia sem pé nem cabeça. Desperdício total.
As ...
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Drama amargo. Conta uma dessas histórias que, vez por outra, sabemos ter ocorrido com pessoas que nunca conhecemos. Circunstâncias de vida que fazem o mundo parecer um roteiro sádico. Diferente de "Lua de Fel" (Polanski), aqui o amargor vai sendo lentamente inoculado. Traições, questões mal resolvidas, sofrimento de inocentes, mal uso da liberdade. E, como na vida, termina sem outro sabor.
As últimas horas de Jesus, a traição, o martírio e a crucifixão. Gibson montou um filme perturbador pela crueza com que o martírio é mostrado. Caviezel parece ter compreendido o exato intento de Gibson e atua de modo impressionante. Houve acusações de antisionismo mas, ao menos é o que permanece, a produção simplesmente desnuda o que outros preferiram manter sob maior simbolismo. Não é propriamente um filme "religioso", mas sim um ...
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Gibson encarna a persona que com mais competência caracteriza. Com algumas variações e atenuações, aí está o cop de "Máquina Mortífera" e o aloucado de "Teoria da Conspiração". Mas isso não é um mal; Gibson, como tantos outros astros, tem mesmo um padrão que lhe cabe muito bem. Neste filme faz o pai torto com uma filha teen "revoltosa" que se enfia em problemas. Clichê, sim, porém bem levado, que prende mesmo, máxime pela ...
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Clooney e Sandra interagem bem neste filme. Uma relação acima da atração, o que fica ainda mais evidente na parte final. O nome foi bem escolhido, porquanto é tudo o que há de esperança para a protagonista. Filme bem conduzido, faz o argumento, aparentemente singelo demais, crescer na junção das circunstâncias com a ótima troca entre os personagens. Difícil explicar os porquês de um filme assim ser tão agradável; de todo modo, ...
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Banderas é o típico escritor em crise criativa. Afora o clichê, o enredo envolve bem o espectador com a crescente curiosidade por um desenrolar sempre sob tons algo bizarros. O filme se insinua como thriller psicológico mas não se afasta do suspense clássico. O que está acontecendo afinal de contas? Veja e descubra. É um bom entretenimento. Sem maiores pretensões.
Histórias entrelaçadas com temática emocional em que a paixão efervesce alheia ao controle de todos, sempre sobre um fundo amargo mal dissimulado, com as dores dos encontros e desencontros e idiosincrasias. O elenco é muito bom e as atuações bem convincentes. Bem conduzido, o ritmo mantém o interesse do espectador porquanto cada história tem características bem próprias. Mas entrelaçam-se. Bom filme.
Shyamalan!!!??? Não creio... O mesmo de "Sexto Sentido"? Não creio!!! O que acontece com alguns sujeitos geniais? Febre maculosa?
Este filme é, no máximo, do pseudogênero "terrir", ou "terromédia"... O garoto é um estereótipo à la Jonah Hill pré-adolescente. As cenas de algum suspense (bem pouco suspense) não desbordam do bizarro. Fraldas usadas, glúteos provectos, anciãos de quatro... Parece algo feito por alunos do colegial em ...
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Drama. O filme permanece envolto num constante clima amargo, pessimista, depressivo. Às frustrações do personagem principal se agrega a retomada de enfrentamentos pretéritos e uma "missão" que lhe é atribuída com a perda do irmão. Fica um sabor de decepção até o fim, com um desfecho frio. Mas, neste contexto, é um filme bem estruturado.
Michael Douglas está inexcedível na pele de Liberace. Damon também atua muito bem. A vida do grande pianista, um dos primeiros artistas a sobrepor preconceitos com sua performance rebuscadamente gay, é mostrada sem condescendência mas sem cair em apelações excessivas. O resultado é um filme que surpreende, transcendendo à expectativa inicial.
Um autêntico drama. Eastwood encarna sua mais característica "persona": o homem prático, heróico (ex-combatente), com dificuldades nas relações familiares, preconceituoso em face a imigrantes. Nesse contexto, termina sendo levado a um estreitamento em relação a um jovem oriental, paulatinamente "invasivo" de sua vida. O final é tocante. O Gran Torino é o pivô da circunstância central, tanto da aproximação quanto da tensão.
Leiam a sinopse publicada neste site por sua conta e risco. Se não parecer interessante, veja assim mesmo. Não, não é que a sinopse esteja errada; é que este tipo de filme não permite adiantar, nem como mera referência genérica, o ponto crucial da história. Ainda assim, arrisco-me a dizer: Banderas só está no sonho. Veja. O filme é bem mais interessante do que inicialmente pode parecer.
Foi aceito amplamente logo início dos anos 90, quando a temática espiritualista apenas excepcionalmente aparecia fora de produções de terror ou suspense. Ghost chegou com uma proposta essencialmente romântica e o casal Swayze e Moore funcionou muito bem. O filme conta ainda com uma música-tema bem marcante. O público adorou ver que os fantasmas não são mais que pessoas além desta dimensão, com suas emoções, sonhos, dores, e sob ...
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É a crueza, a dor pela dor, a violência nua, o desmantelamento de todos os ideais, tudo isso vivido por um novato que, chegando com algum idealismo, rapidamente percebe que a guerra é apenas barbárie, drogas, disputas personalistas, enfim, uma dimensão dantesca. Platoon é a contraparte rústica de "Nascido para Matar", como se este fosse um sniper e aquele um frio pistoleiro.
Kubrick perdeu a corrida, por força de seu perfeccionismo, e Platoon foi lançado antes que o soberbo Nascido para Matar. Mas não tem a menor importância. Esse filme é magnífico! A crueza da guerra ganha cores de drama em meio à amargura dos personagens, brutalizados mas com suas dores à mostra. Conquanto desnecessário, impossível não mencionar a antológica sequência já no início, quando o recruta desborda do equilíbrio e ...
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O filme recebeu muitas críticas do Hayes real (sim, há um livro em que Hayes descreve sua prisão na Turquia), por ter se afastado do relato original. Até o governo da Turquia protestou à época ante o grande sucesso nos cinemas. De toda forma, o filme é MUITO BOM. Amargo, tenso, perturbador, triste, dramático, com ótimas atuações do elenco. A trilha sonora é um fator relevante: melodia triste e tocante, cíclica, enovela-se nas cenas ...
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Feito com base num conto de mesmo nome (da coletânia "Tripulação de Esqueletos"), o filme traduz bem para a linguagem cinematográfica o enredo de King. Há um crescente envolvimento do espectador e o final, de fato, é puro Stephen King... Como sempre (com King), não espere respostas. Veja e se deixe levar.
Obra-prima!!! Referência obrigatória para o gênero. Um primor. O ambiente de caos-tecnologia futurista é até agora o mais bem concebido e copiado. Trilha sonora inexcedível (Vangelis). Atuações belíssimas (Ford e Young). A versão do Diretor é a que vale ser vista (sem a narração de Deckard). Jamais a criatura tecnológica esteve tão bem conceituada diante de seu criador humano. A dica deixada pelo origami é a chave para o final ...
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Sim, é um clássico, um cult e tudo o mais. Além disso, advém da pena de King. Influenciou e influencia até hoje as produções do gênero. A história envolve a chamada "síndrome da cabana", com a aura macabra que situa Torrance entre a psicose e a possessão. A magia de King foi bem transposta para a linguagem cinematográfica. Apenas tenha cautela (caso realmente não tenha visto até hoje) com a síndrome da expectativa --- não espere respostas.
Filme que vai de tocante a perturbador. Argumento relativamente simples, porém não pobre, que em muito é superado pela atuação de Bale e do elenco em geral. A icônica dedicação de Bale, que não só emagrece mas se torna cadavérico, garante o tom de dramaticidade que informa o filme com a credibilidade inalcançável ainda que pelos mais rebuscados efeitos especiais. Veja.
Tema bom mas exaurido. Hanks sempre competente. O filme dá mais do mesmo, o que torna tediosa a elucidação do simbolismo. Enfim, creio que não haja muito mais a se explorar sob essa mesma fórmula. Os mistérios medievais sobre o misticismo cristão, se fosse para aprofundar a abordagem, se tornariam um documentário sobre Catarismo, Alquimia etc.
Interessante. Uma meditação sobre o desenvolvimento das mídias eletrônicas e os efeitos na privacidade humana em cotejo com ganhos de segurança pública e acesso à informação. Mas não passa muito disso. Divertimento mediano porquanto previsível. Desfecho clichê. Sempre vale ver Hanks.
Essa é, efetivamente, uma obra-prima!!! Pacino e Reeves bailam nas telas. O envolvimento do jovem advogado pela personalidade extremamente magnética do... Diabo... se dá por meio de diálogos brilhantes. Numa sequência fascinante, Pacino convence Reeves a fazer sua vontade dando-lhe preciosos conselhos revestidos de valores morais... É a sedução. Simplesmente veja.
A saga do "american way of domination" ou "pax americana" em agonia diante dos desfechos terríveis da guerra contra os vietcongs. Cruise é a America ferida, destruída e persistente. Excelente atuação. O filme chega a emocionar. Uma coisa é certa: o próprio americano bem cuida de se criticar e expor suas mazelas para o mundo.
Tarantino... Filme denso, com figuras humanas sempre bem peculiares que desnudam arquétipos incômodos que a maioria de nós prefere ignorar. Como sempre a violência está presente. É daqueles filmes que, sei lá o porquê, prende desde o início.
Outra prova da excelência de King (também "Um Sonho de Liberdade"), que vai muito além dos contos de terror. Filme edificante, lindo... Não vale a pena comentar a magnífica história em si, porquanto cada sequência merece ser apreciada e descoberta. Hanks em atuação fantástica acompanhada de perto pelo ótimo elenco. Veja. Reveja.