Ricardo M.
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Westworld
Westworld
(Sobre a temporada 2)
4,0
Enviada em 30 de agosto de 2018
Na imensa, em escala, segunda temporada de WESTWORLD acompanhamos a evolução de tudo aquilo que foi iniciado na temporada anterior sob uma ótica de conquista. Digo isso porque nesta nova leva, os anfitriões tornam-se ainda mais protagonistas de uma (r)evolução no conceito existencialista, haja vista que almejam mais do que independência: desejam rebelião.

É difícil apontar quais personagens são aqueles de maior relevância nesta temporada, pois alguns voltam com força narrativa maior e despertando atenção redobrada do público que não pode desviar a atenção, já que são muitas as consequências de cada ato escolhido. Dolores Abernathy (Evan Rachel Wood), Bernard Lowe (Jeffrey Wright) e Man in Black (Ed Harris) talvez sejam aqueles que tem mais itens sendo acrescentados ao universo do seriado, pois advém deles grandes responsabilidades com o prosseguimento do parque em que a história se passa. Mas vale ressaltar que a personagem Maeve Millay (Thandie Newton) tenha sido a que recebeu melhor tratamento no roteiro, pois não só evolui como a anfitriã "líder" que se tornou, mas mostra-se capaz de realçar sentimentos humanos que culminam na mudança de rumo em prol do bem estar alheio.

A aplicação de momentos novos ao apresentar conceitos supostamente existentes desde o começo, como um local de backup e testes bem interessante, quase rejuvenescem o conceito adotado pela série; além da inserção de novidades comuns nas produções que tem a participação de JJ Abrams, como personagens misteriosos que demoram para mostrar porque estão ali; entre outros itens que fortalecem esta notável produção da HBO. Para aqueles com olhares reflexivos e atentos, WESTWORLD tem muito a oferecer além dos belos cenários e elenco afinado, que só se perde um pouco no final abrupto e corrido, mas nada que tire o sabor das idiossincrasias que os produtores exploram com grandes tons de realismo.