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Em certo momento da SEASON 01 de WESTWORLD, o personagem Dr. Robert Ford (Anthony Hopkins) afirma para um de seus funcionários: "Para brincar de Deus, você precisa conhecer o inferno". Talvez essa seja uma das melhores frases com potencial para ilustrar o que está presente neste ambicioso e competente seriado da HBO, embora ainda tenha outros elementos que serão aproveitados de forma variada dependendo da bagagem e da exigência do expectador.
O título da série nomeia um gigantesco parque adulto com temática de velho oeste em que não há limites para seus frequentadores. Os demais integrantes / figurantes do local, também conhecidos como anfitriões (espécie de androides), servem como personagens de histórias diversas que podem ou não interagir modificando suas narrativas prévias. Dentro desse ambiente, tudo é permitido aos visitantes, já que o propósito do local é garantir aos seus frequentadores a realização daquilo que a sociedade civil proíbe.
A ideia por trás do seriado é não menos que genial, pra não dizer complexa, pois aborda elementos inerentes ao psicológico tão presentes no cotidiano quando se fala em violência e sexualidade, pontos bem destacados entre as "ofertas" no parque. O conceito de fuga da realidade para exaltar um desejo é colocado como ponto notório no enredo, que não só o explora de forma pontual como também ilustra como pessoas diferentes recebem essa concessão de forma diversificada.
Além da história rica, o seriado também ostenta uma qualidade técnica soberba, já que tem destaque evidente para suas locações belíssimas que colocam um contraponto entre seus cenários desérticos com a tecnologia de ponta usada na criação dos anfitriões; os efeitos visuais, em geral, são simplesmente fenomenais, abusando de recursos em CG para criar uma imersão única a cada novo episódio; figurinos típicos que ajudam a enriquecer a narrativa de maneira notável; elenco grandioso, tanto em escala quanto força de interpretação; apenas a edição pode confundir um pouco devido às variações de histórias e épocas, mas nada que crie dificuldades de entendimento.
Mesmo com um amontoado de qualidades em sua concepção, talvez o conceito de controle dos anfitriões seja aquele mais curioso, já que valida a ideia dos riscos da criação de inteligência artificial, culminando em momentos em que o próprio homem decide que a vida pode ser recriada de forma artificial e realista, mas brincar de Deus tende a ser bem mais complexo do que se pode imaginar.
Polêmica e visualmente impressionante, WESTWORLD tem em sua 1ª Temporada material que vai muito além da violência e nudez mostradas com frequência ao longo de seus 10 episódios, já que tais itens são subprodutos da alma humana, que não se cansa de buscar por essas necessidades, ainda que seja apenas por curiosidade. Existem valores metafóricos da vida que os mais exigentes absorverão com altas doses de satisfação pela qualidade única da série.
O título da série nomeia um gigantesco parque adulto com temática de velho oeste em que não há limites para seus frequentadores. Os demais integrantes / figurantes do local, também conhecidos como anfitriões (espécie de androides), servem como personagens de histórias diversas que podem ou não interagir modificando suas narrativas prévias. Dentro desse ambiente, tudo é permitido aos visitantes, já que o propósito do local é garantir aos seus frequentadores a realização daquilo que a sociedade civil proíbe.
A ideia por trás do seriado é não menos que genial, pra não dizer complexa, pois aborda elementos inerentes ao psicológico tão presentes no cotidiano quando se fala em violência e sexualidade, pontos bem destacados entre as "ofertas" no parque. O conceito de fuga da realidade para exaltar um desejo é colocado como ponto notório no enredo, que não só o explora de forma pontual como também ilustra como pessoas diferentes recebem essa concessão de forma diversificada.
Além da história rica, o seriado também ostenta uma qualidade técnica soberba, já que tem destaque evidente para suas locações belíssimas que colocam um contraponto entre seus cenários desérticos com a tecnologia de ponta usada na criação dos anfitriões; os efeitos visuais, em geral, são simplesmente fenomenais, abusando de recursos em CG para criar uma imersão única a cada novo episódio; figurinos típicos que ajudam a enriquecer a narrativa de maneira notável; elenco grandioso, tanto em escala quanto força de interpretação; apenas a edição pode confundir um pouco devido às variações de histórias e épocas, mas nada que crie dificuldades de entendimento.
Mesmo com um amontoado de qualidades em sua concepção, talvez o conceito de controle dos anfitriões seja aquele mais curioso, já que valida a ideia dos riscos da criação de inteligência artificial, culminando em momentos em que o próprio homem decide que a vida pode ser recriada de forma artificial e realista, mas brincar de Deus tende a ser bem mais complexo do que se pode imaginar.
Polêmica e visualmente impressionante, WESTWORLD tem em sua 1ª Temporada material que vai muito além da violência e nudez mostradas com frequência ao longo de seus 10 episódios, já que tais itens são subprodutos da alma humana, que não se cansa de buscar por essas necessidades, ainda que seja apenas por curiosidade. Existem valores metafóricos da vida que os mais exigentes absorverão com altas doses de satisfação pela qualidade única da série.