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Ficha Técnica
Título Original – Oculus
País de Origem – Estados Unidos
Diretor – Mike Flanagan
Gênero – Terror
Duração – 105 minutos
Ano – 2014
Sinopse
A história trata de uma tragédia familiar. Anos após o fato, dois irmãos envolvidos tentam provar que um espelho antigo é o responsável pelos acontecimentos.
Crítica
Responsável pela direção de “Absentia”, filme de 2011, Mike Flanagan reaparece agora com “O Espelho”, uma narrativa densa que traz um clima de muito suspense e mistério. Além da direção, ele também assume as funções de roteirista e editor.
A obra aborda uma tragédia familiar em que um casal é morto de forma misteriosa. Tim e Kaylie são os dois irmãos sobreviventes. Ele passa anos internado em um hospital psiquiátrico enquanto ela tenta refazer sua vida sozinha. Assim que recebe alta no hospital, Tim se reencontra com a irmã e ambos retornam ao antigo lar em que a tragédia aconteceu. O grande objetivo é provar que o espelho é o responsável pela morte dos pais.
A Direção de Arte aliada à Direção de Fotografia fazem um trabalho bem interessante, pois conseguem criar uma casa com um clima sombrio, denso e consequentemente tenso. O espelho em si parece carregar uma aura tétrica e ameaçadora tornando-se praticamente um protagonista da obra e tendo tanta importância quanto os próprios atores.
O roteiro é bom e em boa parte da obra o diretor consegue trabalhar com dois tempos distintos, uma vez que passado e presente se intercalam para fornecer ao público o que, de fato, aconteceu há anos atrás e as consequências disso no presente. É nessa hora, ao usar o espelho como metáfora, que o filme se torna bem construído: os acontecimentos do passado refletem o presente; o caos de ontem representa o desequilíbrio de hoje; a tragédia da infância traz à tona a instabilidade emocional da fase adulta. É a vida e seus atos se refletindo tal qual uma imagem diante do espelho.
Com tudo isso, ainda há alguns problemas na obra de Flanagan. A narrativa foge um pouco aos clichês do gênero, mas de certa forma não possui tanto impacto, visto que o ritmo é extremamente parado e chega até mesmo a ser cansativo. Concretamente falando, muito pouco acontece e a história parece não caminhar.
É fato que pela cabeça do público gira uma grande dúvida: Será o espelho maldito ou tudo é uma loucura dos dois irmãos? Talvez este questionamento é que, efetivamente, segure o público até a conclusão da narrativa.
Se você aprecia um filme de terror com ações frenéticas, intensidade e muitos sustos, não há dúvidas que o “O Espelho” não irá te agradar. O percurso aqui é a busca de uma sugestão de algo sobrenatural aliado a elementos que compõem uma atmosfera obscura do que propriamente o sobrenatural em si, o que resulta em momentos bons e outros nem tanto. Fica para nós a vontade de ver a próxima obra a ser dirigida por Flanagan e aguardar os resultados.
Título Original – Oculus
País de Origem – Estados Unidos
Diretor – Mike Flanagan
Gênero – Terror
Duração – 105 minutos
Ano – 2014
Sinopse
A história trata de uma tragédia familiar. Anos após o fato, dois irmãos envolvidos tentam provar que um espelho antigo é o responsável pelos acontecimentos.
Crítica
Responsável pela direção de “Absentia”, filme de 2011, Mike Flanagan reaparece agora com “O Espelho”, uma narrativa densa que traz um clima de muito suspense e mistério. Além da direção, ele também assume as funções de roteirista e editor.
A obra aborda uma tragédia familiar em que um casal é morto de forma misteriosa. Tim e Kaylie são os dois irmãos sobreviventes. Ele passa anos internado em um hospital psiquiátrico enquanto ela tenta refazer sua vida sozinha. Assim que recebe alta no hospital, Tim se reencontra com a irmã e ambos retornam ao antigo lar em que a tragédia aconteceu. O grande objetivo é provar que o espelho é o responsável pela morte dos pais.
A Direção de Arte aliada à Direção de Fotografia fazem um trabalho bem interessante, pois conseguem criar uma casa com um clima sombrio, denso e consequentemente tenso. O espelho em si parece carregar uma aura tétrica e ameaçadora tornando-se praticamente um protagonista da obra e tendo tanta importância quanto os próprios atores.
O roteiro é bom e em boa parte da obra o diretor consegue trabalhar com dois tempos distintos, uma vez que passado e presente se intercalam para fornecer ao público o que, de fato, aconteceu há anos atrás e as consequências disso no presente. É nessa hora, ao usar o espelho como metáfora, que o filme se torna bem construído: os acontecimentos do passado refletem o presente; o caos de ontem representa o desequilíbrio de hoje; a tragédia da infância traz à tona a instabilidade emocional da fase adulta. É a vida e seus atos se refletindo tal qual uma imagem diante do espelho.
Com tudo isso, ainda há alguns problemas na obra de Flanagan. A narrativa foge um pouco aos clichês do gênero, mas de certa forma não possui tanto impacto, visto que o ritmo é extremamente parado e chega até mesmo a ser cansativo. Concretamente falando, muito pouco acontece e a história parece não caminhar.
É fato que pela cabeça do público gira uma grande dúvida: Será o espelho maldito ou tudo é uma loucura dos dois irmãos? Talvez este questionamento é que, efetivamente, segure o público até a conclusão da narrativa.
Se você aprecia um filme de terror com ações frenéticas, intensidade e muitos sustos, não há dúvidas que o “O Espelho” não irá te agradar. O percurso aqui é a busca de uma sugestão de algo sobrenatural aliado a elementos que compõem uma atmosfera obscura do que propriamente o sobrenatural em si, o que resulta em momentos bons e outros nem tanto. Fica para nós a vontade de ver a próxima obra a ser dirigida por Flanagan e aguardar os resultados.