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Professores de literatura já podem se desesperar. A cinebiografia do polêmico escritor Paulo Coelho acaba de ser lançada em várias salas de cinema do país e o seu Machado de Assis ou o seu Guimarães Rosa ficam a ver navios.
Mandou beijos pro Machado
Claro que eu não estou denegrindo a imagem de nenhum dos autores clássicos. Afinal, quem sou eu? Mas o fato é que essa invejinha que muita gente tem contra o Paulo Coelho me fez ver esse filme com mais ímpeto para descobrir, finalmente, o que este pobre homem fez de tão ruim à humanidade para ser tão odiado. Então, vamos lá.
Vamos por partes
Não Pare na Pista 2Não Pare na Pista divide a história de Coelho em 3 partes e com 2 atores. Ravel Andrade vive o Paulo Coelho adolescente que tem dificuldade para lidar com seu pai Pedro (Enrique Díaz), é internado diversas vezes em clínicas psiquiátricas e começa a descobrir sua veia artística ao identificar-se com a carreira de escritor. Julio Andrade vive o Paulo Coelho na vida adulta em dois momentos, primeiramente a partir dos anos 80 na sua versão bicho-grilo que compôs várias músicas com Raul Seixas e que, além disso, se mostrou um pegador nato; e em segundo a sua velhice, como o conhecemos hoje, como escritor, mas que procura, de alguma forma, ainda manter a sua rebeldia adolescente.
Como diretor, o estreante Daniel Augusto, vai encadeando a história a partir de diversos momentos da vida de Coelho. É um vai-e-vem constante entre as três fases, desfazendo aquele tipo de trama linear que tem início, meio e fim e que torna o filme muito interessante, por sinal. Li muitas críticas por aí dizendo que o enredo não ficou bem amarrado e que muitas cenas foram jogadas sem muita exploração. Eu discordo.
RecalqueNão Pare na Pista 3
Não Pare Na Pista não é nenhum filme da vida. É apenas uma forma bacana de se conhecer sobre uma figura pública da qual eu desconhecia e por desconhecer fui para o cinema não esperando absolutamente nada. Queria apenas descobrir porque Paulo Coelho é tão odiado. O que encontrei foi uma história de vida bacana e que merece ser contada. Assim como muitos artistas por aí que foram considerados malucos pela escolha de viver de arte, com Coelho o processo foi o mesmo e da mesma forma, muitas portas se fecharam contra ele, até que Raul Seixas surgisse na sua vida para alavancar a carreira. E olha que de co-compositor até escritor de livros best-seller o percurso foi longo. Paulo Coelho não foi na Banheira do Gugu pegar uns sabonetes e emplacou. Não! Demorou bastante, assim como boa parte de bons artistas.
O foco do filme, portanto, é como Coelho conseguiu seu estrelato, todos os caminhos que percorreu até alcança-lo. De pano de fundo nós temos todo o seu ímpeto em enfrentar as negativas, uma época interessante do cenário da cultura brasileira e músicas maravilhosas. E foi bacana conhecer isso.
Mandou beijos pro Machado
Claro que eu não estou denegrindo a imagem de nenhum dos autores clássicos. Afinal, quem sou eu? Mas o fato é que essa invejinha que muita gente tem contra o Paulo Coelho me fez ver esse filme com mais ímpeto para descobrir, finalmente, o que este pobre homem fez de tão ruim à humanidade para ser tão odiado. Então, vamos lá.
Vamos por partes
Não Pare na Pista 2Não Pare na Pista divide a história de Coelho em 3 partes e com 2 atores. Ravel Andrade vive o Paulo Coelho adolescente que tem dificuldade para lidar com seu pai Pedro (Enrique Díaz), é internado diversas vezes em clínicas psiquiátricas e começa a descobrir sua veia artística ao identificar-se com a carreira de escritor. Julio Andrade vive o Paulo Coelho na vida adulta em dois momentos, primeiramente a partir dos anos 80 na sua versão bicho-grilo que compôs várias músicas com Raul Seixas e que, além disso, se mostrou um pegador nato; e em segundo a sua velhice, como o conhecemos hoje, como escritor, mas que procura, de alguma forma, ainda manter a sua rebeldia adolescente.
Como diretor, o estreante Daniel Augusto, vai encadeando a história a partir de diversos momentos da vida de Coelho. É um vai-e-vem constante entre as três fases, desfazendo aquele tipo de trama linear que tem início, meio e fim e que torna o filme muito interessante, por sinal. Li muitas críticas por aí dizendo que o enredo não ficou bem amarrado e que muitas cenas foram jogadas sem muita exploração. Eu discordo.
RecalqueNão Pare na Pista 3
Não Pare Na Pista não é nenhum filme da vida. É apenas uma forma bacana de se conhecer sobre uma figura pública da qual eu desconhecia e por desconhecer fui para o cinema não esperando absolutamente nada. Queria apenas descobrir porque Paulo Coelho é tão odiado. O que encontrei foi uma história de vida bacana e que merece ser contada. Assim como muitos artistas por aí que foram considerados malucos pela escolha de viver de arte, com Coelho o processo foi o mesmo e da mesma forma, muitas portas se fecharam contra ele, até que Raul Seixas surgisse na sua vida para alavancar a carreira. E olha que de co-compositor até escritor de livros best-seller o percurso foi longo. Paulo Coelho não foi na Banheira do Gugu pegar uns sabonetes e emplacou. Não! Demorou bastante, assim como boa parte de bons artistas.
O foco do filme, portanto, é como Coelho conseguiu seu estrelato, todos os caminhos que percorreu até alcança-lo. De pano de fundo nós temos todo o seu ímpeto em enfrentar as negativas, uma época interessante do cenário da cultura brasileira e músicas maravilhosas. E foi bacana conhecer isso.