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MINARI (2020) provocou reações extremadas por causa de suas indicações a prêmios neste ano. Grande parte do público sensibilizou-se, a maioria dos críticos achou exagero deslavado. Sem ater-se a qualquer das pontas, é necessário um mínimo de empatia a qualquer imigrante e a qualquer um que decida desbravar hostilidades, seja a da terra que se lavra ou da própria família que resolva, um dia, se rebelar. É um filme que, em sua superfície, parece frugal. Mas, existem camadas e camadas a serem revolvidas e, enfim, aceitas. Há momentos de profunda e tocante beleza e há outros em que a agilidade cairia bem. Mas, qualquer obra, filme ou não, é fruto de um enfoque, uma visão, um sonho a ser mostrado ou uma ousadia a ser exibida. Há momentos que prefiro sonhos, noutros prefiro ousadias. O roteirista/diretor partiu da experiência de sua família também asiática, também imigrante, também sonhadora. Hoje, preferi conferir o seu sonho. Filme de singeleza gritante, uma boniteza.