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RoboCop | Crítica
Antes de iniciar a crítica propriamente dita, preciso que você leitor entenda duas coisas: 1) Vivemos em uma era do “politicamente correto”. A década de 80 foi recheada de violência e personagens vingativos. Me lembro de assistir desenhos animados do Conan e Rambo nas manhãs antes de ir para a escola. Isso mesmo: desenhos animados para crianças de personagens que tiveram filmes violentos. Hoje isso não é mais tolerado ou permitido; 2) A indústria do cinema americano tem um objetivo como qualquer outra indústria: fazer dinheiro. E para tanto, os filmes geralmente tem que garantir a classificação etária em 13 anos, possibilitando uma maior bilheteria.
Depois desta pequena explicação, vamos passar para a crítica propriamente dita do filme. A premissa do filme é basicamente a mesma do original: policial entre a vida e a morte é transformado em uma máquina para integrar a polícia local. Depois de um período de adaptação, passa a buscar os responsáveis pelo seu atual estado.
Mas o filme de José Padilha parte para uma abordagem mais “real” do personagem e do mundo que ele habita. Desta maneira, somos apresentados a uma realidade em que os EUA mandam robôs, drones e paranoia militar.
O governo americano não aprova o uso de robôs dentro do país. Para resolver este problema, a Omnicorp desenvolve um projeto único ao colocar um ser humano dentro de uma máquina. Ao implantar o “Projeto Robocop”, a opinião pública aprova tal iniciativa com as imediatas baixas na criminalidade.
O mundo criado por Padilha é crível e muito próximo do nosso. Parece uma evolução natural do que vivemos hoje em dia.
Apesar da ausência da violência explícita em comparação ao original, o RoboCop versão 2014 é mais humano. Toda sua adaptação à nova realidade física é dolorida e sentida. Tem-se aqui o embasamento do avanço das próteses e fisioterapia de readaptação. A tensão e desconforto da família neste processo de 3 meses.
O modelo “black fosco” do policial do futuro tem um motivo. Assim como sua arma de projéteis de descarga elétrica. Tudo no filme tem uma razão e explicação. Do início ao fim.
Mas apesar de um roteiro bem arrumado e amarrado, o grande destaque deste filme é o elenco. Cercando Joel Kinnaman como o policial dedicado e pai de família Alex Murphy, temos Gary Oldman, Michael Keaton, Abbie Cornish, Samuel L. Jackson e Jackie Earle Haley atuando de forma concisa e segura. Gary Oldman abordando a ética médica de forma tão dividida e real é um show em especial. Somente no final é que ficamos sabendo qual o posicionamento do personagem. Michael Keaton em uma versão Steve Jobs tem papel de destaque. E Samuel L. Jackson em uma versão “Datena” faz crítica ao poder de que a mídia tem direcionar a população que a mídia tem.
Se você tem mais de 30 anos, não encare como uma refilmagem. Faça como eu: são dois filmes com a mesma premissa em realidades diferentes.
Um bom filme e que mostra o talento de José Padilha para o mercado internacional.
Antes de iniciar a crítica propriamente dita, preciso que você leitor entenda duas coisas: 1) Vivemos em uma era do “politicamente correto”. A década de 80 foi recheada de violência e personagens vingativos. Me lembro de assistir desenhos animados do Conan e Rambo nas manhãs antes de ir para a escola. Isso mesmo: desenhos animados para crianças de personagens que tiveram filmes violentos. Hoje isso não é mais tolerado ou permitido; 2) A indústria do cinema americano tem um objetivo como qualquer outra indústria: fazer dinheiro. E para tanto, os filmes geralmente tem que garantir a classificação etária em 13 anos, possibilitando uma maior bilheteria.
Depois desta pequena explicação, vamos passar para a crítica propriamente dita do filme. A premissa do filme é basicamente a mesma do original: policial entre a vida e a morte é transformado em uma máquina para integrar a polícia local. Depois de um período de adaptação, passa a buscar os responsáveis pelo seu atual estado.
Mas o filme de José Padilha parte para uma abordagem mais “real” do personagem e do mundo que ele habita. Desta maneira, somos apresentados a uma realidade em que os EUA mandam robôs, drones e paranoia militar.
O governo americano não aprova o uso de robôs dentro do país. Para resolver este problema, a Omnicorp desenvolve um projeto único ao colocar um ser humano dentro de uma máquina. Ao implantar o “Projeto Robocop”, a opinião pública aprova tal iniciativa com as imediatas baixas na criminalidade.
O mundo criado por Padilha é crível e muito próximo do nosso. Parece uma evolução natural do que vivemos hoje em dia.
Apesar da ausência da violência explícita em comparação ao original, o RoboCop versão 2014 é mais humano. Toda sua adaptação à nova realidade física é dolorida e sentida. Tem-se aqui o embasamento do avanço das próteses e fisioterapia de readaptação. A tensão e desconforto da família neste processo de 3 meses.
O modelo “black fosco” do policial do futuro tem um motivo. Assim como sua arma de projéteis de descarga elétrica. Tudo no filme tem uma razão e explicação. Do início ao fim.
Mas apesar de um roteiro bem arrumado e amarrado, o grande destaque deste filme é o elenco. Cercando Joel Kinnaman como o policial dedicado e pai de família Alex Murphy, temos Gary Oldman, Michael Keaton, Abbie Cornish, Samuel L. Jackson e Jackie Earle Haley atuando de forma concisa e segura. Gary Oldman abordando a ética médica de forma tão dividida e real é um show em especial. Somente no final é que ficamos sabendo qual o posicionamento do personagem. Michael Keaton em uma versão Steve Jobs tem papel de destaque. E Samuel L. Jackson em uma versão “Datena” faz crítica ao poder de que a mídia tem direcionar a população que a mídia tem.
Se você tem mais de 30 anos, não encare como uma refilmagem. Faça como eu: são dois filmes com a mesma premissa em realidades diferentes.
Um bom filme e que mostra o talento de José Padilha para o mercado internacional.