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Álbum de Família
Álbum de Família
4,0
Enviada em 17 de janeiro de 2014
Em entrevista para o Lançamento de “Álbum de Família” o produtor George Clooney, disse que a personagem de Meryl Streep era a mais diabólica que ele já tinha visto no cinema. Eu concordo com ele. E Violet (Meryl) é má pelo simples fato de ser humana. Viciada em calmantes e doente (sofre com câncer de boca), não passa nem perto das mães que o cinema costuma mostrar. E isso a aproxima cada vez mais de nós, humanos. Com o sumiço e posterior morte do Marido, ela recebe a visita das três filhas. Como poderia dar Certo?

E realmente não dá. Ela ataca as filhas e faz das fraquezas de cada uma, um livro aberto. Sua predileta é Barbara (J. Roberts). Que, filha predileta do casal, vive longe há anos, pouco visita os pais, está se divorciando e tem uma filha adolescente (problemática). Como uma terapia de confronto, Violet expõe tudo o que sabe e sente. Inclusive sua parcela de culpa na morte do marido.

Como se o elenco já não bastasse (Ewan McGregor, Juliette Lewis, Julianne Nicholson ainda), o expectador sente-se brindado com as atuações de Meryl e Julia. Um espetáculo. O roteiro é espetacular, a edição mandou muito bem, optando por cenas curtas, porém claras. Tudo para não perder a mão e cair no “dramalhão”, o que seria muito fácil, num drama familiar como esse.

Destaque ainda para a trilha sonora, com pegada country, que exprime bem a sensação de desalinho dos personagens com o resto do mundo. E o figurino, que por simples traz ainda mais realidade ao Longa.

Sem medo de errar, “Álbum de Família” não é só mais um drama qualquer, é um daqueles raros momentos em que a realidade se cruza com cinema. E o resultado só poderia ser brilhante.