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Carregado de inferências e simbologias, "Somos o que somos" causa certa surpresa. Primeiro por trabalhar com temas aparentemente "cansados" em serem abordados, como a religião e a família. Segundo, por desfazer desses mesmos temas com tanta intensidade que nos obriga a repensá-los em suas manifestações. Sorumbático e acentuadamente melancólico, o filme nos alerta, ainda, sobre a construção e papel do Pai na sociedade ocidental atual: autoritário e dominador, Ele flerta com a intransigência e a manipulação. Terror, suspense e algumas cenas fortes dão bem a dimensão de uma fotografia repleta de detalhes a serem melhor explorados em seus significados. Uma boa opção para quem quer desenfastiar de pânicos e outros afins...