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Apesar de algumas brechas no roteiro, o filme sobre "Adeus, minha Rainha" agrada pelas interpretações, pela bela fisionomia da paisagem (interna, do palácio) e do figurino. Além disso, a focalização, vale salientar, não pertence mais aos vencedores, o ângulo em que se passa a história é o dos corredores e quartinhos à margem dos grandes quartos e salões de Versalhes. Nesse sentido, também está à margem a ancoragem primeira, em que o universo feminino é o do mundo feminino, com suas nuances, coloridos e anseios. Alguns símbolos atravessam a trama e merecem ser melhor percebidos: uma imagem de uma flor e um relógio roubado. Talvez metáforas do universo feminino e de um tempo que ainda precisa ser revisto, retomado por conter preciosas informações acerca da história da França e da nossa, consequentemente. A veracidade ou não dos fatos é algo que, nesse ritmo, não compromete em nada nossa leitura da Revolução...