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Há filmes que parecem ter um cuidado excessivo para tentar ganhar prêmios. A Teoria de Tudo se encaixa perfeitamente. Ele me fez lembrar Uma Mente Brilhante, que foi realizado da mesma maneira. A realidade desses filmes é que tudo é bonito e até nos momentos tristes a vida ainda assim é bonita. Possui aqueles diálogos prontos e batidos. Dessa maneira o filme deixa de ter um impacto maior. O que sobra mesmo é um ator que realmente se dedicou, uma direção que consegue realizar quadros que busquem nos remeter à alguns pontos do filme, mas que utiliza uma fotografia e um design de produção que não condiz muito com a narrativa.
O filme é baseado no livro de Teoria de Tudo de Jane Hawking. Foi adaptado por Anthony McCarten e fala do relacionamento entre Stephen Hawking (Eddie Redmayne) e Jane Hawking (Felicity Jones). O filme narra desde o momento em que eles se conheceram na época da universidade até uma época próxima.
Às vezes o ator é o centro do filme. Que se não tivesse ele no papel o filme facilmente seria esquecido. Basta lembrar Meryl Streep em a Dama de Ferro que se não fosse por sua atuação o filme não seria nada. Este quase se torna este tipo de filme. Se olharmos a atuação consistente de Eddie Redmayne vemos o cuidado para compor o personagem, que mesmo sabendo que ele tem a pessoa viva e muitas imagens para se basear, realizar o personagem Stephen Hawking com sua doença realmente deve ser algo difícil de se conseguir (apesar de achar que o Oscar ainda sim deveria ter ido para Michael Keaton, pois ele teve o trabalho de criar um personagem enquanto Redmayne teve que copiar alguém). Felicity Jones elabora uma interpretação acima da média, mas nada fora do comum.
O filme tem como foco o relacionamento dos dois e foca pouco nas teorias sobre espaço/tempo de Hawking. O diretor James Marsh faz menção principalmente ao tempo. Parece que o desejo de fazer o tempo voltar é algo que Hawking desejaria. Mesmo que ele consiga ser feliz da maneira que é, a vontade de voltar no tempo, as origens de tudo, ou seja, antes de ele ter descoberto a doença parece ser um desejo recorrente em sua vida. Não só voltar ao passado, mas o tempo futuro também já que sua doença já era para tê-lo levado há muito tempo. Assim o filme consegue sempre através de movimentos de personagens ou escadas circulares ou até através de líquidos recorrer ao movimento dos ponteiros de um relógio. O diretor consegue fazer um bom paralelo com a própria história.
Porém o filme tem um problema que ao meu ver foca demais na relação dos dois de uma maneira "maquiada". O filme acabou por não dar foco mais direcionado ao problema que deveria ser a relação de ambos em relação a doença de Hawking. Quando toca parece muito superficial. O roteiro ainda não teve coragem de abordar temas importantes como a existência de Deus para nosso protagonista. O filme procura suavizar o ateísmo de Hawking o tempo todo quando o assunto é levantado. Sua teoria é abordada, parecendo uma coisa muito importante, mas também não vai além disso. Assim como Uma Mente Brilhante foi um filme que “maquiava” o protagonista para parecer o quanto ele era um coitado. Este filme parece ser muito semelhante pois nos força a sentir compaixão do protagonista. Aliás a maquiagem dos atores não foi bem desenvolvida, pois não consigo enxergar muito bem o envelhecimento dos protagonistas enquanto o tempo passa. Seguindo na linha de deixar a história bonita, a fotografia do filme busca enfeitar demais os momentos em que o casal vai se conhecendo, parecendo um conto de fadas e querendo ratificar o quanto aquela história deles é muito bonita. Isso gera-se uma desconfiança em que tudo filmado é algo artificial. E assim o filme vai se construindo de forma muito alegórica e não enfocando em algo mais profundo.
Com alguns erros e acertos o filme acaba por escapar por pouco daqueles que são lembrados apenas pelos atores, mas que cai nas biografias que são decupadas para concorrer ao Oscar e que infelizmente a academia parece adorar esse tipo de filme.
O filme é baseado no livro de Teoria de Tudo de Jane Hawking. Foi adaptado por Anthony McCarten e fala do relacionamento entre Stephen Hawking (Eddie Redmayne) e Jane Hawking (Felicity Jones). O filme narra desde o momento em que eles se conheceram na época da universidade até uma época próxima.
Às vezes o ator é o centro do filme. Que se não tivesse ele no papel o filme facilmente seria esquecido. Basta lembrar Meryl Streep em a Dama de Ferro que se não fosse por sua atuação o filme não seria nada. Este quase se torna este tipo de filme. Se olharmos a atuação consistente de Eddie Redmayne vemos o cuidado para compor o personagem, que mesmo sabendo que ele tem a pessoa viva e muitas imagens para se basear, realizar o personagem Stephen Hawking com sua doença realmente deve ser algo difícil de se conseguir (apesar de achar que o Oscar ainda sim deveria ter ido para Michael Keaton, pois ele teve o trabalho de criar um personagem enquanto Redmayne teve que copiar alguém). Felicity Jones elabora uma interpretação acima da média, mas nada fora do comum.
O filme tem como foco o relacionamento dos dois e foca pouco nas teorias sobre espaço/tempo de Hawking. O diretor James Marsh faz menção principalmente ao tempo. Parece que o desejo de fazer o tempo voltar é algo que Hawking desejaria. Mesmo que ele consiga ser feliz da maneira que é, a vontade de voltar no tempo, as origens de tudo, ou seja, antes de ele ter descoberto a doença parece ser um desejo recorrente em sua vida. Não só voltar ao passado, mas o tempo futuro também já que sua doença já era para tê-lo levado há muito tempo. Assim o filme consegue sempre através de movimentos de personagens ou escadas circulares ou até através de líquidos recorrer ao movimento dos ponteiros de um relógio. O diretor consegue fazer um bom paralelo com a própria história.
Porém o filme tem um problema que ao meu ver foca demais na relação dos dois de uma maneira "maquiada". O filme acabou por não dar foco mais direcionado ao problema que deveria ser a relação de ambos em relação a doença de Hawking. Quando toca parece muito superficial. O roteiro ainda não teve coragem de abordar temas importantes como a existência de Deus para nosso protagonista. O filme procura suavizar o ateísmo de Hawking o tempo todo quando o assunto é levantado. Sua teoria é abordada, parecendo uma coisa muito importante, mas também não vai além disso. Assim como Uma Mente Brilhante foi um filme que “maquiava” o protagonista para parecer o quanto ele era um coitado. Este filme parece ser muito semelhante pois nos força a sentir compaixão do protagonista. Aliás a maquiagem dos atores não foi bem desenvolvida, pois não consigo enxergar muito bem o envelhecimento dos protagonistas enquanto o tempo passa. Seguindo na linha de deixar a história bonita, a fotografia do filme busca enfeitar demais os momentos em que o casal vai se conhecendo, parecendo um conto de fadas e querendo ratificar o quanto aquela história deles é muito bonita. Isso gera-se uma desconfiança em que tudo filmado é algo artificial. E assim o filme vai se construindo de forma muito alegórica e não enfocando em algo mais profundo.
Com alguns erros e acertos o filme acaba por escapar por pouco daqueles que são lembrados apenas pelos atores, mas que cai nas biografias que são decupadas para concorrer ao Oscar e que infelizmente a academia parece adorar esse tipo de filme.