Airton Reis Jr.
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Tallulah
Tallulah
1,0
Enviada em 16 de agosto de 2016
Em Tallulah, Ellen Page (Lu) protagoniza mais uma polêmica mulher adolescente-jovem à la Juno, que cria problemas para serem compartilhados com outros, quando depois de engravidar entrega a filha para outra mulher cuidar; mas, se na primeira história a personagem vivida por Ellen se recusava a exercer o papel de mãe, em Tallulah a personagem de Ellen decide se tornar mãe sem percorrer, digamos, o caminho convencional para atingir a maternidade. Com falas recheadas de palavrões, é como se o roteiro quisesse agredir aos espectadores com falas e uma história repleta das "verdades" que muitos ativistas gostam de esfregar na cara da chamada "sociedade conservadora". Com tudo de ruim conspirando contra o filme, aos poucos, constrói-se uma empatia quase compulsória por Tallulah, por sua ingenuidade desconsertante e constrangedora, que inspira o papel paternal e maternal. Talvez não seja intencional, mas esse é o mérito de Tallulah, o de despertar o sentimento de acolhimento em relação à perdida personagem. Não recomendável assistir, a não ser para gerar um debate de tudo o que não deve ser feito por filhos no final da adolescência e início da vida adulta. A mensagem positiva transmitida pela história refere-se à "libertação" que no filme é demonstrado metaforicamente pelo voo, quando você se reconhece humano, cheio de defeitos, mas, afinal de contas, quem não é?