Airton Reis Jr.
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Capitão Fantástico
Capitão Fantástico
3,5
Enviada em 22 de fevereiro de 2017
"Capitain Fantastic", de Matt Ross, é um filme com história simples, uma ode a uma nova categoria em um terreno antes quase exclusivo das mulheres (supermães): os homens superpais solteiros, esforçados, dedicados e capazes de qualquer sacrifício para garantir boa educação e oportunidades de sobrevivência na selva humana aos filhos. spoiler: Não a toa o roteiro mata a mulher que deveria compartilhar o papel de cuidadora, em decorrência de uma doença psicológica ou psiquiátrica subjetiva, a depressão, que no filme é retratada como depressão pós-parto, mas o momento da morte da mulher demonstra que foi um processo que durou mais de dezoito anos, pois a cena inicial do filme é um ritual de passagem para a vida adulta do filho cujo parto teria dado origem à depressão mencionada.
, Ademais, para quem de fato sabe dos ossos da paternidade, as crianças retratadas são bastante inverossímeis e quase não oferecem oposição ao trabalho abnegado do Capitão (Viggo Mortensen), spoiler: o qual, ao deparar-se com o "mundo real" demonstra de fato o que representou o sacrifício pessoal feito, a cena da barba feita é fundamental para expressar o alívio que representa transferir o fardo da criação dos filhos ao avô rico.
. Para mim, que sou pai solteiro e esforçado, o filme soou lisonjeiro e como uma verdadeira homenagem a um trabalho para o qual muitas vezes não estamos preparados. Para assistir em família, como uma lição do esforço que deveria ser empreendido por todos para o êxito de qualquer grupo familiar.