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Ben (John Lithgow) e George (Alfred Molina) formam um casal homossexual que viveu em união estável por 39 anos, quando resolvem oficializar sua união. Esse é o mote para o desenvolvimento da trama do simpático filme de Ira Sachs, que não fala propriamente de amor, mas dos muitos estranhamentos que acontecem na convivência entre as pessoas, em especial em decorrência do que deveria ser uma celebração para George e Ben e que ao invés de alegria, desencadeia a perda do emprego de George, o despejo de ambos e a dependência de familiares e amigos, sinal de que ainda existe uma forte estigmatização da homossexualidade. O filme suscita sutilmente se a atual geração está preparada para acolher e não apenas tolerar em sua convivência, outras opções sexuais, algo que o roteiro de "Love is strange" vê com pessimismo e melancolia em termos de consolidação, mas com esperança na interação com as futuras gerações, talvez daí os longos planos na personagem de Joey (Charlie Tahan), o qual enfrenta o peso de uma educação conservadora dos pais Ted (Cheyenne Jackson) e Kate (Marisa Tomei). Mas há incompletudes injustificáveis no filme: por exemplo o que houve com a carta elaborada por George, em resposta à sua demissão imotivada? Seria interessante saber, na visão do diretor, qual seria a resposta ao apelo pelo respeito à opção de vida e à individualidade de cada um. O filme vale também pela trilha sonora e pelo ambiente retratado de New York.