Airton Reis Jr.
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O Grande Hotel Budapeste
O Grande Hotel Budapeste
5,0
Enviada em 8 de julho de 2014
Difícil resumir todos os atributos de "O grande Hotel Budapeste". É uma experiência estética encantadora, na medida certa, para um mundo cinematográfico com fartos recursos tecnológicos em que nada parece impossível. Mas, no reino das impossibilidades, muitas vezes saímos das salas de cinema com uma sensação de vazio, de falta de uma história arrebatadora. E isso o filme de Wes Anderson oferece de sobra. Se nos lembrarmos que a novela que inspirou o filme foi escrita pelo austríaco Stefan Zweig, que viveu alguns anos no Brasil, onde interrompeu sua profícua vida em 1942, em Petrópolis/RJ, há ainda mais motivos para identificação com o filme, que trata de um homem que defende um estilo de vida que jazia morto em sua própria época, baseado na discrição, no garbo, na elegância, na resignação, na inspiração, no exemplo, no glamour e na lealdade, coisa que os atuais militantes do MTST chamam de burguesia, apenas para ser substituído pela pilhagem e pela fraude política em nome dos mais pobres - Será que um dia a humanidade encontrará equilíbrio entre os dois mundos? Ralph Fiennes e Tony Revolori lideram um elenco magistral, com soberba dramaturgia em meio a sets que parecem oníricos, mas que não deixam de oferecer verossimilhança para o espectador. Revigorante, em meio a tanto dinheiro gasto com filmes medíocres. Excelente!