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Em "A garota dinamarquesa", o diretor Tom Hooper encara o desafio de enveredar pelo drama pessoal do pintor Einar Wegener (Eddie Redmayne) e de sua esposa Gerda Wegener (Alicia Vikander), o qual em plena década de 1920 enfrenta os desafios da transexualidade, sendo mesmo o pioneiro nesse quesito. O filme se baseia em uma obra ficcional, mas a técnica de Redmayne combinada com a sensibilidade de Vikander conta de forma terna o processo vivido na vida real pelo pintor dinamarquês. No terreno pantanoso da patrulha LGBT, que tal qual as feministas, nos primórdios do ativismo, por vezes precisa atacar para não ter que se defender, chegou-se a cogitar que Redmayne não estaria à altura do desafio de interpretar um transexual e que seria melhor uma atriz trans, sem levar em conta que o cinema é uma representação, salvaram-se todos, inclusive os coadjuvantes Matthias Schoenaerts (Hans Axgil) e Ben Whishaw (Henrik), este expondo didaticamente ao público a diferença entre o B, o G e o T da sigla anteriormente mencionada, com extrema dignidade. Redmayne, que confessou não entender da problemática transgênera tratou com respeito dramatúrgico o tema, lembrando que independentemente dos conflitos de identidade e sexualidade é um grande desafio aceitar e acolher outro ser humano em toda a sua complexidade. Vale a pena conferir!