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Com certeza, “O lobo de Wall Street” não foi indicado ao Oscar à toa. Sim, Leonardo DiCaprio ar-re-ben-ta, mas o mérito não é só dele, é também de todo o resto do elenco e, claro, do brilhante Martin Scorsese, que lapidou muito bem uma história com grande potencial. Além das 506 vezes em que a palavra “fuck” é dita, as cenas de sexo (de tudo quanto é “modalidade”) e as de uso de drogas – ou das duas coisas misturadas – contribuíram para a imagem de “politicamente incorreto” do filme, mas também para a excelência deste, já que foi baseado em fatos e tudo o que fez foi mostrar explicitamente como era a vida de Jordan Belfort. Em três horas de duração, há momentos ousados, engraçados, dramáticos e até uma cena (a última) meio renascimento tipo fênix. Doa a quem doer, “O lobo de Wall Street” é um filme espetacular!