Sidnei C.
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13º Distrito
13º Distrito
3,0
Enviada em 19 de setembro de 2014
Antes de mais nada é preciso desvencilhar este remake do filme original francês B13, dirigido por Pierre Morel em 2005. Caso contrário, você corre o risco de detestar. Os únicos fatos que ligam ambos os filmes é o reaproveitado título nacional e a presença de Belle nos dois longas. Enquanto que o francês tinha um enredo policial consistente, o filme de Delamarre é genuinamente um filme que privilegia a ação, sem muito tempo para o blá-blá-blá, tem muita correria, pancadaria e exala testosterona. As cenas iniciais com Belle driblando a bandidagem com muitas acrobacias é mesmo de tirar o fôlego. Se este remake peca no roteiro, ganha em ritmo e cumpre o que promete: apenas um filme de ação feito para entreter os amantes do gênero e somente eles. Como outros atrativos, a presença de Walker em seu último e completo filme e Luc Besson por trás da produção.
A trama é simples: o detetive Damien é convocado pelos seus superiores para uma missão muito arriscada: entrar disfarçado num dos mais perigosos guetos conhecido, como Brick Mansions, para capturar um violento traficante que se apossou de uma arma de destruição em massa. Para isso ele conta com o apoio do destemido e ágil Lino (Belle, revelando um talento nato para filmes de ação). No resto, é aquilo que já disse acima. Para o canto do cisne, podemos até afirmar que Walker fechou seu ciclo bem, ao estilo que ajudou a consagrá-lo, e com isso garante 90 minutos de diversão descerebrada e descompromissada. Destaque também para o figurino da ala feminina, uma colegial bem ao estilo “ little girl fatale” e a vilã sadomasoquista. Um quê de Robert Rodriguez para dar um ar trash à produção. Bem sacado!