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O israelense Folman despontou para o mundo cinematográfico com a elogiadíssima animação Valsa com Bashir, indicada ao Oscar e Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro em 2009. O que muitos não esperavam é que ele se superaria já em seu longa seguinte, o intrigante The Congress, uma feliz união de live action e animação baseado no livro de Stanislaw Lew, que faz uma crítica corajosa à própria indústria do cinema. O filme parte de uma premissa inusitada e inédita e é preciso aceitar a proposta do diretor para embarcar na viagem quase que sensorial. Na pele de Robin Wright, que interpreta ela mesma, uma atriz de meia idade com a carreira em crise vive um dilema com a doença degenerativa do filho caçula. Passando por maus bocados, ela aceita uma proposta irrecusável do estúdio, o que pode ser o último contrato de sua carreira. O trabalho consiste no escaneamento de seu físico e emoções para transformá-la em um chip, uma versão robótica para participar de diversas produções diferentes sem os risco de limitações físicas e psicológicas que costuma pesar para os atores, o que para o estúdio é o futuro do cinema. Vinte anos depois ela é convidada para participar de um Congresso num ciclo de homenagem à sua versão robótica; é quando depara-se com uma realidade assustadora.
Folman faz uma crítica direta e forte à indústria cinematográfica e à evolução da tecnologia no cinema, que substitui atores reais por hologramas e capturas de movimentos (alguém aí se recorda de Senhor dos Anéis e 300 ?) e utiliza elementos simbólicos e metalinguagem para passar sua mensagem e discutir o futuro dos atores. A passagem do live action para a animação é tão sensível que o espectador nem perceberá, pois já estará tomado pela história. Mesmo que o roteiro crie situações realmente complexas a serem decifradas, o visual é tão reluzente e deslumbrante que o torna singular. Você pode até não gostar, mas há de concordar comigo que este é um dos filmes mais originais lançado no cinema neste ano.
Folman faz uma crítica direta e forte à indústria cinematográfica e à evolução da tecnologia no cinema, que substitui atores reais por hologramas e capturas de movimentos (alguém aí se recorda de Senhor dos Anéis e 300 ?) e utiliza elementos simbólicos e metalinguagem para passar sua mensagem e discutir o futuro dos atores. A passagem do live action para a animação é tão sensível que o espectador nem perceberá, pois já estará tomado pela história. Mesmo que o roteiro crie situações realmente complexas a serem decifradas, o visual é tão reluzente e deslumbrante que o torna singular. Você pode até não gostar, mas há de concordar comigo que este é um dos filmes mais originais lançado no cinema neste ano.